Até mais e obrigada pelos peixes

Oi pessoas!
Aqui é a Rebeca Puig, Editora-Chefe do Collant (Sem Decote).

Venho aqui para conversar com vocês sobre um assunto que talvez pareça negativo, mas esperamos que, ao final do texto, vejam como algo positivo.

Ao longo dos quase quatro anos que mantenho o Collant, fechar o blog passou pela minha cabeça muitas vezes por um milhão de razões. Esse pensamento vinha sempre como consequência de algum evento negativo, da sensação de exaustão e também porque ninguém é de ferro.

O Collant representa muito para mim, assim como eu sei que representa algo para as nossas leitoras também. Eu não consigo mensurar o quão grata eu sou por ter conseguido erguer uma base de leitores tão incríveis como as que nos acompanham. A comunidade em torno do site sempre foi positiva e sempre abraçou os pontos altos e baixos pelos quais passamos ao longo desses anos. Toda vez que recebemos um comentário carinhoso, um depoimento de como ajudamos de alguma forma… Tudo isso sempre nos deu força para continuarmos por mais um tempo. É incrivelmente reconfortante ver o nosso trabalho ser reconhecido por quem importa – vocês. Por isso é importante para mim que vocês saibam:

Nós vamos fechar o Collant (Sem Decote).

Talvez alguns meses atrás eu escrevesse este texto cheio de ressentimentos e pensamentos negativos, mas hoje eu posso escrevê-lo com a tranquilidade. Eu sei que fechamos um ciclo em um ponto positivo, não para nos livrarmos de um fardo, mas para darmos um passo além. O Collant nasceu como um projeto pessoal meu, foi ao longo dos anos ganhando colaboradoras até que a Clarice França topou dividir a Editoria do blog comigo. Ao longo dos últimos meses, no entanto, nós duas conversamos e sentimos a necessidade de começar algo novo, criado por ambas, e que nos ajude não só a continuar e expandir o trabalho de crítica de cultura pop, mas que nos impulsione a produzir cultura pop nós mesmas.

Nosso novo projeto vai chegar junto com 2018, dia 10 de janeiro. Vamos manter as redes sociais do Collant, apenas apagando o conteúdo que está aqui para preenche-lo com o que criaremos para o novo projeto, mudando também a nossa @ para o nome do projeto. Esperamos que vocês continuem conosco, mas também entendemos se decidirem não o fazer.

O conteúdo do Collant permanecerá no ar por tempo indeterminado, migrando apenas alguns dos posts para o novo projeto. Ou seja, não se preocupe, nossos textos estarão lá sempre que você precisar.

Gostaríamos de agradecer aos nossos sites parceiros, Preta Nerd & Burning Hell, Momentum Saga, Nó de Oito, Séries por Elas, Valkírias, Delírium Nerd e Prosa Livre por todo o apoio ao longo desses anos. Continuamos juntos. ?

Por fim, queremos agradecer imensamente às nossas leitoras e leitores que por tantos anos nos acompanharam e nos apoiaram. Não conseguiríamos sem vocês. Obrigada! ❤

As Mulheres no Artists’ Alley da CCXP 2017!

MINHA DEUSA JÁ É DEZEMBRO DE NOVO.

Toda vez que nos aproximamos da CCXP eu fico nessa loucurinha que é perceber que já faz 12 meses que eu gastei todo o dinheiro que eu não tinha no Aritsts’ Alley do evento. E aqui estamos novamente, e novamente com uma nova lista das mulheres que estarão marcando presença por lá! Como sempre, se você estiver com mesa por lá, ou só participando do evento como convidada, e seu nome não estiver aqui, nos chame na page do facebook ou pelos comentários aqui!

Me enche de felicidade ver que a participação feminina na CCXP só vem crescendo, apesar do trabalhão que dá criar a lista eu espero que nos próximos anos ela fique ainda maior! <3

A

A01

Monique Moon

“Sou ilustradora, compositora, entusiasta de Tetris e estudante de Jogos Digitais na FATEC Carapicuíba. Meu poder mutante é sempre desenhar o que eu não preciso, no lugar errado e na hora errada”

A04

Leeh Pereira – A04

Leeh Pereira é ilustradora digital e trabalha também com aquarela na produção dos seus trabalhos. É amante da natureza, cultivadora de flores e suculentas, e transporta essa paixão para a temática das suas ilustrações. É formada em Design Gráfico pela UNIP, tem 22 anos e trabalha como arte finalista, mas acredita que o mais importante na sua trajetória de artista é o carinho com que produz seus trabalhos. Com o mesmo cuidado que dá ao seu jardim cria personagens, cenas e narrativas, em que através das formas e cores, busca de alguma forma transparecer sua alegria de viver e suas emoções do dia a dia.

A05

Lais Oliveira

Sua mente passa muito tempo imaginando mundo incríveis e sua mão não consegue acompanhar, mas quando passa para o papel, é de corpo e alma. Essa longa jornada de ilustrações, a levou a um caminho não muito diferente, mas certamente incomum, que é a tatuagem; e esta ela certamente levará para toda sua vida. http://laisdenuncio.wixsite.com/lola.

Carousa

Carolina Sartori desenha desde os 9 anos. Passou de curso em curso, só desenhando, pintando, até ir pra Universidade Belas Artes estudar animação. Hoje, com 20 anos, formada, faz pós graduação com especialização em animação 2D e trabalha como ilustradora freelancer e professora de desenho. Também já trabalhou como character designer e animadora num estúdio de Stop Motion. Esse ano começou o desafio #365dayschallenge e todos os dias posta um desenho no seu instagram (@carousa) e na página de Facebook (Carousa Art). Fez tanto trabalhos digitais como trabalhos tradicionais, especialmente para o mês de outubro com o famoso #inktober. Esses trabalhos estarão, em sua grande maioria, disponíveis em sua mesa no Artists’ Alley.

A10-A11

Adriana Melo

Adriana Melo ingressou no mercado de quadrinhos depois de ter uma avaliação de portfolio, em uma convenção de quadrinhos em São Paulo, ainda aos 18 anos. Depois de um tempo treinando ao lado de outros desenhistas já ativos na industria, veio a primeira oportunidade: Homem de Ferro. A partir daí vários títulos se seguiram: Quarteto Fantástico, Surfista Prateado, Star Wars: Empire, Rose & Thorn, Witchblade, Sinestro Corps: Parallax, Miss Marvel, Birds of Prey e Catwoman entre títulos mensais e especiais. Atualmente, Adriana é a desenhista de “New Adventures of the Ninth Doctor” para a editora Titan Comics.

Marina Barbieri

Blogueira e fundadora do blog Deu Ruim desde 2014 somando mais de 5 milhões de acessos. Em 2016 publicou pela editora Única seu livro “Fique com alguém que não tenha dúvidas”. Atualmente está escrevendo um livro de poesia e um de ficção. Paralelamente a isso está iniciando sua carreira de roteirista de HQ com projetos autorais e em colaboração com outros artistas da área.

A41

Ursa Maior Comics

Ursa Maior Comics é um coletivo criado em 2016 formado por amigos e estudantes de Design da UFPR (Universidade Federal do Paraná) com foco em produzir histórias em quadrinhos. Nos juntamos ao perceber que todos do grupo tinham vontade de trabalhar com quadrinhos, mas nunca tiveram a motivação necessária, agora estando entre amigos com o mesmo objetivo, nos juntamos e criamos a Ursa Maior, onde todos podem fazer e compartilhar suas histórias e achar motivação uns nos outros.

A43

Aline Zouvi

Aline Zouvi é escritora, quadrinista e pesquisadora de quadrinhos. Publicou Em Segunda Pessoa (2013, poesia) pela Editora Medita. Publica quadrinhos e ilustrações de maneira independente e, desde fevereiro deste ano, colabora com cartuns para o caderno Ilustríssima da Folha de São Paulo. Começou a colaborar, também neste ano, com resenhas em quadrinhos para o site Balbúrdia. Fez mestrado sobre os quadrinhos autobiográficos de Alison Bechdel, no Instituto de Estudos da Linguagem (Unicamp). Seus trabalhos abordam questões como autorrepresentação e visibilidade de minorias sociais na arte.

Mariana Zancheta

Mariana é uma jovem artista mas geek de longa data. Sempre sai dos eventos de quadrinhos e cultura pop com duas mochilas carregadas de quadrinhos, uma de suas maiores paixões. Estudou Artes Visuais na Unicamp, onde fez uma iniciação científica em narrativas visuais, que resultou no zine “Fragmentos”, composto por xilogravuras e que será lançado esse ano na CCXP. Há quase dois anos iniciou uma webcomic com Lucas Dias e desde muito antes os dois percorrem diversas feiras para conhecer mais sobre esse fascinante universo. O primeiro volume desse quadrinho, chamado Last Shot, também será lançado na CCXP. Apaixonada por animações, quadrinhos e séries, Mariana sempre consome essas produções, apoia e faz as suas próprias. Hoje trabalha como ilustradora de conteúdos didáticos e freelancer. Além disso faz charmosas bonecas e animais articulados (toy art).

A44

Cristina Eiko

Cristina Eiko – Viciada em quadrinhos, participou de um fanzine com amigos, fez tirinhas de dor-de-cotovelo e hoje em dia desenha o “Quadrinhos A2”, que criou com Paulo Crumbim em 2010 e até agora conta 5 volumes. Igualmente junto com Paulo, fez “Penadinho – Vida”, uma das Graphics MSP, em 2015. Em 2017, lançou seu primeiro quadrinho “solo”, “Culpa”, da coleção Ugritos (Ugra Press).

B05

Ana Cardoso

Ilustradora e Quadrinista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) no curso de Artes Gráficas, atualmente é sócia-diretora na empresa Estúdio Black Ink e também atua no mercado como artista independente e freelancer.

B06

Virginia Froes

Graduada em Artes Visuais pela UEMG e entusiasta das Artes Sequenciais, fez diversos cursos e participou de projetos relacionados a quadrinhos e sua linguagem. Como ilustradora, já fez trabalhos de segmentos infantis e didáticos para a Associação Educore, Editora Bernoulli, Editora AASLE (Associação de Apoio ao Sistema Logosófico de Educação), Cedic e Completa Educacional. Para CCXP 2017 vem com o livro A Onda Azul, retratando o cotidiano de um menino autista e Trovão, o Super cão, uma HQ infantil repleta de aventuras.

B14

Lita Hayata

Lita Hayata é quadrinhista, ilustradora e artista 2D. É autora de BETE VIVE! https://tapas.io/series/BETEVIVE. Desenha em um estúdio de jogos, faz freelas e dá aulas de desenho na quanta. 🙂

Julia Bax

Julia Bax, ilustradora de livros e histórias em quadrinhos, cresceu no interior de São Paulo mas mora na capital. Formada em Economia pela USP resolveu abandonar as cifras e se concentrar nas artes. Trabalhou por um tempo para o mercado americano de quadrinhos (Marvel, Devil’s Due, Boom) e ilustrou livros e revistas para as maiores editoras do Brasil. Durante 2 anos publicou uma tirinha mensal no caderno Folhateen da Folha de São Paulo. Publicou dois álbuns no mercado francês para a editora Le Lombard (Pink Daiquiri, Princesse Caraboo). No mercado brasileiro lançou Remy, Quina, e mais recentemente vem trabalhando na sua HQ online Nina & Tomas. O primeiro volume estará disponível na sua mesa na CCXP 2017.

B26

Lucy Fidelis

Lucy Fidelis é ilustradora e aquarelista, nascida em Santo André – SP, estudou desenho em pintura, trabalha profissionalmente com ilustração desde 2007, já ilustrou para diversas empresas como, DC Comics, Blizzard, Sr.Games, Tamboro, FTD, LP&M, Editora Daemon, ZZZ Comics, entre outras. Participa com seus quadros em aquarela de exposições de artes contemporâneas pelo Brasil. Em seus trabalhos costuma desenhar coisas de que gosta muito, então animais é seu grande tema, é fã de animes e cartoons! E quanto a ela, bem nunca se acostumem em vê-la com um visual só, pois ela nunca está com o mesmo corte e cor de cabelos!

B28

Cah Poszar

Nascida em janeiro de 1991, Camila Cardoso Poszar, também conhecida como Cah Poszar, é ilustradora, quadrinista e designer. Influenciada por títulos como Sakura Card Captors, Rurouni Kenshin, Full Metal Alchemist, jogos de RPG, livros de aventura e mitologia, começou a produzir suas próprias histórias, tendo publicado de forma independente tanto em formato físico quanto online. Trabalha atualmente na área de licenciamento ilustrando Style Guides de personagens famosos, como Barbie, Polly, Hotwheels, Miraculous Ladybug, Wonder Woman entre outros, criando desde ilustrações dos próprios personagens, assets, backgrounds, até estampas corridas e muito mais. Também já trabalhou projetando brinquedos promocionais de personagens licenciados para grandes clientes, como Mondelez, Top Cau, Kopenhagen, C&A, Renner, Richuello, Shell etc.

B29

Fran Briggs

Roteirista dos Especiais de Holy Avenger 41 e 42 (Editora Talismã). Foi corroteirista dos títulos Holy Avenger Especial 1 e 2 e Victory 2/ Dado Selvagem (Editora Trama/Talismã). Trabalhou na tradução de adaptação dos mangás Tenjo Tenghe e Fairy Tale (Editora JBC). Atualmente produz a série Mercenário$, um HQ de fantasia medieval, em parceria com a desenhista Anna Giovannini. Em dezembro de 2016 publicou a HQ Anima e a HQ Mercenário$ Especial pela Editora Jambô. Pelo selo americano Immagina Press publica as HQs Anima e Mercenário$.

Anna Giovannini

Brasileira, formada em Artes Visuais pela Brown University em Rhode Island, EUA. Cursou Concept Art pela Quanta Academia de Artes em São Paulo, e Animação e Artes pela School of Visual Arts em Nova Iorque, EUA. Iniciou carreira nos quadrinhos ao entrar para a agência Glasshouse Graphics ao mesmo tempo em que começou a desenhar o título ‘Mercenário$’, de Fran Briggs, de forma independente. Hoje segue a série de ‘Mercenário$’ através da Editora Jambô, publicado junto ao one-shot ‘Anima’, na qual trabalhou como artista e coautora. Também trabalha como desenhista para a editora americana Kymera Press no título ‘Pet Noir’, e como desenhista e coautora junto de Fran Briggs no novo título independente ‘Memento Mori’. Atualmente gerencia a editora Immagina Press nos Estados Unidos, cuja intenção é juntar artistas estrangeiros e levar seus trabalhos para o mercado americano. 

B30

Eliana Oda

Ilustradora de Atibaia, SP, desde criança ganhou dos pais mangás comprados no bairro da Liberdade, e quando tomou gosto por desenhar seu traço naturalmente seguiu este estilo. Após alguns anos transitando entre editoras e estúdios de games, começou a desenhar sua primeira HQ autoral e redescobriu nos quadrinhos seu real interesse como artista. Junto da artista Lívia Chauar, faz parte do grupo de arte OwlCat, com foco em desenho estilo mangá.

Lívia Chauar

Designer e ilustradora de São Paulo, apaixonada por café e chocolate. Atualmente trabalha como freelancer para jogos e livros infantis. Faz parte do grupo OwlCat, junto de Eliana Oda, e esse ano lança na CCXP 2016 a primeira edição de Adien, seu projeto pessoal de mangá e o livro ilustrado “Uma Estranha Visita”.

B32

Patrícia Hikari 

Patricia Hikari iniciou sua carreira como caricaturista, cursou Audiovisual na USP e, atualmente, trabalha como ilustradora e animadora freelancer. Dentre as animações em esteve envolvida estão ‘LoliRock’, ‘Meu Amigãozão’ e os curta-metragens ‘O menino que sabia voar’ e ‘A fuga’. Na área de quadrinhos, atuou como arte-finalista de ‘Combo Rangers’ (1 e 2) e ‘Elsword’, além das produções de institucionais para o Sistema Anglo de Ensino e Sebrae. Na CCXP 2017 irá lançar seu primeiro quadrinho autoral.

A33

Mika Takahashi

Mika Takahashi começou a carreira trabalhando em séries animadas para produtoras de animação e publicidade como a Birdo Studio, Digital 21 e BlankBr. Passeou em alguns estúdios de design e ilustrou livros para as editoras Biruta, Rocco e Melhoramentos, e revistas para as editoras Abril e Globo. Em 2014 lançou sua primeira publicação autoral “Ink Stories” (PINGADO-PRÉS), em 2015 participou do “321 Fast Comics – vol2 de Felipe Cagno e “A Samurai” de Mylle Silva. Atualmente é professora de ilustração da Quanta Academia de Artes. Este ano lançará na CCXP sua primeira publicação autoral em quadrinhos “Além dos Trilhos”.

C

C10

Ana Cristina Rodrigues

Ana Cristina Rodrigues é escritora/historiadora/tradutora/editora e mais algumas coisas, além de mãe de um adolescente hiperativo e duas gêmeas recém-chegadas a este mundo louco. Contista com vários trabalhos publicados em antologias no Brasil e no exterior, acabou de escrever um romance sobre um deserto e um cavalo sem nome que ainda procura uma editora.

C17-C18

Nathanna Érica

Nathanna Érica é artista de São Paulo e trabalha com paper art e desenvolvimento visual. Recentemente, ela criou a arte promocional da animação Animal Crackers, da Blue Dream Studios, com estreia no Brasil prevista para o início de 2018. Seu trabalho com papel a colocou na lista dos dez melhores artistas de animação para se seguir no Instagram, segundo o site de entretenimento Paste Magazine, ao lado de nomes consagrados nessa indústria. Quando ela não está trabalhando em alguma sereia ou criando um reino de araras encantadas, ela provavelmente está assistindo algo que envolva dragões, anéis mágicos, cabines azuis da polícia e outras coisas do tipo.

C28

Fe Sponchi

Fernanda Sponchiado, trabalha há 13 anos como diretora de arte e há 8 anos como ilustradora em Joinville/SC. Iniciou sua atuação profissional em agências de publicidade com foco em design gráfico e ilustração atendendo marcas nacionais de varejo e moda infantil. Em 2010 seu trabalho de ilustração ficou mais intenso quando se tornou integrante do Coletivo Chá, um grupo de arte urbana formado apenas por mulheres, o que abriu as portas para diversos projetos próprios: oficinas de lambe-lambe, criação para diversas marcas, eventos relacionados a essa prática e principalmente desenvolveu sua criação autoral. Fernanda participa de exposições solo e coletivas e apresenta seus produtos próprios em feiras de impressos, festivais multiculturais e em sua loja virtual própria. Desde final de 2015, trabalha exclusivamente como ilustradora e atualmente seu foco é ilustração para estampas e editoriais. Para conhecer mais: www.behance.net/fesponchi www.fesponchi.com.br

C31

Bianca Reis

Quadrinista Bianca, pseudônimo da mineira Amanda Reis, começou a desenhar bem nova, buscando no lápis e no papel uma forma de se expressar que fosse além do que as palavras conseguiam dizer. E, entre linhas, diálogos e cores, ela tem muito o que contar. A artista de 23 anos, estudante do curso de Artes Visuais na Escola de Belas Artes da UFMG, criou a página “Anna Bolenna – A perturbada da corte” no ano de 2013, e desde então vêm colecionando participações em mostras e festivais de literatura e quadrinhos por todo o país. Anna Bolenna, personagem que é o “carro-chefe” das produções de Bianca, é uma história autobiográfica que, de acordo com Bianca, foi criada com o objetivo não só de servir como uma “válvula de escape” para as emoções e sentimentos do cotidiano da autora, mas também como uma forma de ajudar aos leitores que passam pelas mesmas situações. É uma questão de pura empatia.

C35

Luisa Barros Lubie

Luisa Barros ou Lubie é natural do MS, mas morou em SP, PR e ES também, tem 22 anos, a.p.a.i.x.o.n.a.d.a por sorvete, adora longas caminhadas na praia e ver o pôr do sol. Ainda meio iniciante no mundo das artes, começou trabalhando com encomenda para casais e com materiais personalizados: canecas, camisetas e até arriscando uns banners e cartões de visita, mas como é muito curiosa, agora está desvendando sobre tatuagens e quadrinhos. Não satisfeita, recentemente enveredou para a Amarelo Grifo, lojinha online onde transforma seus desenhos em produtos para facilitar a logística da dominação mundial, uma camiseta por vez.

C35

Carol Calzolari C35

Designer gráfico pela UFPR e ex-estudante de roteiro da New York Film Academy, escreveu o roteiro dos quadrinhos Entre Lendas, lançada em 2016. Agora, retorna ao mesmo universo em Entre Lendas – A Melodia, HQ que será lançada na CCXP. Além dos roteiros, fez também os storyboards das páginas e contribuiu com a arte final.

D

D14

Maco

Montevidéu, Uruguai (1987) É criadora das histórias em quadrinhos Fedra (publicada entre 2011 e 2014 no blog Marche un cuadrito!); Aloha (seu primeiro livro publicado em 2011 na Argentina, Uruguai e Espanha) e Radiobujada, que pode ser lido em seu blog, www.divididomaco.blogspot.com. Autopublicou os fanzines Café, El nido, Desayuno, Desde todas as ventanas e Manual de Circo, com o selo Ediciones de la Uniceja. Publicou nas revistas BLa e Lento (Uruguai), Larva (Colômbia), Troche e Moche (Argentina), Mapachestudios (Chile) e em livros antológicos uruguaios e argentinos, como Verano, Otoño, Novelas Ejemplares, Las moradas de Santa Teresa, Fábulas en viñetas e El volcán. Ilustrou vários capítulos para o projeto Bandas Orientales, que narram episódios da história do Uruguai. Desde 2012, ilustra as capas para a editora Irrupciones.

D15

Fiorella Santana

Nascida no Uruguai, 29 anos. Publicou em seu país sob seu rótulo Powah Comics (Uruguai) em Fantastiche (2017) e Powah Deluxe (2014 -2017). Sestacandose sua novela gráfica Cabaret V (2017). Atualmente também publica em Tótem Comics (Argentina), Mayet (2017) até a data. Por outro lado, ela se dedica à pintura de aquarela e desenho de fantasia e moda histórica.

D16 

Carolina Pontes

Artista 2D, designer de personagens, cenário e objetos, atuante na indústria de quadrinhos , editorial, musical, de jogos e de animação desde 2005. Ilustradora das traduções brasileiras dos Fabulosos Livros Coloridos de Andrew Lang, colorista de quadrinhos para revistas nacionais e internacionais, integrante da equipe de cenários da primeira temporada de Irmão do Jorel. Interessada em horror e fantasia. Bacharel em Design e Licenciada em Artes Visuais. Atualmente trabalhando em seu primeiro livro ilustrado e em uma série de quadrinhos também de autoria própria.

D25

Rebeca Prado

Rebeca Prado é mineira, ilustradora, quadrinista e roteirista. Em 2015 lançou o livro Navio Dragão através de um financiamento coletivo e em 2016 repetiu o processo para lançar o volume Baleia #3. Atualmente atende os mercados editorial e publicitário e escreve roteiros para quadrinhos e séries.

Carol Rossetti

Carol Rossetti é designer, quadrinista e ilustradora independente. Além de desenvolver projetos autorais de ilustração e quadrinhos, ela administra o estúdio Café com Chocolate Design, em Belo Horizonte. Em 2017, passou também a fazer parte da equipe de curadoria do FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos. Ela tem dois livros autorais já publicados: “Mulheres”, pela editora Sextante (2015) e “Cores” (2016), lançado independentemente através de um financiamento coletivo. Seu trabalho sempre traz visibilidade para questões relativas à igualdade de gênero e direitos humanos, o que lhe rendeu parcerias com a ONU e instituições públicas em diversos projetos. Para saber mais, acesse o site: www.carolrossetti.com.br.

D32-33

Cris Peter

Com 15 anos de experiência em colorização de quadrinhos, já trabalhou para as editoras DC Comics, Marvel, Dark Horse e Image, em títulos como “Superman/Batman”, “Astonishing X-Men”, “Quarteto Fantástico”, “Capitão América & Namor” e “Hawkeye vs Deadpool”. Em 2012, tornou-se a primeira brasileira indicada ao Prêmio Eisner. Seu trabalho também pode ser visto nas Graphic MSP “Astronauta – Magnetar”, “Astronauta – Singularidade” e “Astronauta – Assimetria”, com arte e roteiro de Danilo Beyruth. Escreveu o livro “O Uso das Cores” e atualmente desenvolve um projeto autoral “Patas Sujas”, com o coletivo Estúdio Complementares e a desenhista Érica Awano. Cris também está envolvida no selo Pagu Comics como autora do título “Quimera”. Participou da organização de painéis sobre diversidade, apresentados nas edições anteriores da CCXP, juntamente com Rebeca Puig e colaboradores.

D34

Germana Viana

GERMANA VIANA é quadrinista e entre suas publicações estão Lizzie Bordello e as Piratas do Espaço 1 e 2 (Jambô Editora), As Empoderadas, (Pagu Comics/Social Comics), diversas coletâneas, como por exemplo, SPAM (Zarabatana Books) e Amor em Quadrinhos (independente), e é desenhista de P.O.V. – Point of View. Germana trabalha também como letrista e designer para empresas como Panini, Riot e Jambô.

Carol Pimentel

Carol Pimentel é uma nerd paulistana, formada em Física – porque sempre quis saber como o mundo funcionava, tem Mestrado em Tradução de Quadrinhos ambos pela Universidade de São Paulo e trabalha como editora Aracno-Mutante da Marvel Comics há mais de 3 anos. Ela é responsável pelos quadrinhos do Homem-Aranha, Wolverine, Homem-Aranha & Deadpool, X-Men e por diversas Coleções Históricas. Ainda na Marvel ela é responsável pela tradução de alguns títulos de Star Wars e na DC Comics é responsável pela tradução de alguns títulos como Batman & Robin Eternos, Nós Somos Robin, A Guerra dos Robins, Canário Negro, Mulher-Gato e Aquaman. Como roteirista ela escreve as tiras semanais chamadas Point of View. Decidiu largar a física para ser feliz no mundo das HQs, mas continua no mundo da Lua.

D35

Ursula Dorada

Ilustradora especializada na área de games, estará disponibilizando originais e prints exclusivos, assim como seu primeiro sketchbook! Vai conter rabiscos e peças finalizadas em 2016-2017, lançamento exclusivo na CCXP.

Ariane Rauber

De Porto Alegre, trabalha na área de design gráfico e ilustração. Quadrinhos ainda é uma área nova, começando pelos projetos Patas Sujas e Quimera. Na CCXP 2017 lançará uma HQ curta, pequena amostra de seu primeiro projeto autoral para 2018.

D36

Luiza McAllister (2Minds)

Cofundadora do estúdio 2Minds, ilustradora com foco na área de concept art e jogos. Este ano lançará o volume único do quadrinho Plumba que foi fundado com sucesso no Catarse e disponibilizará produtos exclusivos para a CCXP.

D37

Prips

Artista formada em Design Gráfico, trabalha desde 2009 para a IDW Publishing, desenhando e colorindo quadrinhos, em títulos como Transformers, GI Joe, Godzilla e Jem e as Hologramas. Foi colorista na graphic novel Turma da Mônica: Laços, da Mauricio de Sousa Produções. Além de HQs, foca em ilustração de embalagens (package art para a Hasbro, nas linhas de Transformers e GIJoe), e arte conceitual de personagens, assim como designs para camisetas. Trabalhou em jogos mobile, desenvolvendo personagens e backgrounds; fez ilustrações para a apresentação de uma Skin do jogo League of Legends, da RIOT. De vez em quando se aventura pelo mundos dos quadrinhos independentes, como o autoral My roomie, the Dark Lord.

Sabrina Eras

Sabrina Eras nasceu em São José dos Campos (SP) e, como a maioria dos artistas, desenha desde criança. Estudou Publicidade na UNIFRAN – Franca – SP, mas percebeu a tempo que não era o que queria. Artista autodidata, foi para São Paulo na Quanta Academia de Artes e lá conheceu o mundo da arte. Desde então, já trabalhou em agências de comunicação visual e fez trabalhos para o mercado editorial. Participou do livro comemorativo dos 50 anos da Turma da Mônica e expôs em galerias brasileiras e no exterior. Destaca-se sua parceria com Faber-Castell , Zupi/Pixel Show e Papelaria Universitária, empresas que Sabrina sempre admirou e que agora acreditam no seu trabalho. Ministra cursos e oficinas de aquarela, presencialmente e a distância. Seu trabalho pessoal tem influência em coisas mórbidas e sexy, sem deixar de lado a delicadeza e a fofura, assim como elementos da natureza, principalmente as flores. Também estão presentes personagens da cultura pop que Sabrina ama. Assim como a vida é feita de contrastes, seu trabalho também caminha dessa maneira, sempre em evolução.

D39

Alice Monstrinho

Alice é uma artista de Florianópolis que adora monstros e busca dar um toque de estranheza, extraordinário e animalesco em tudo que faz. De criaturas radioativas a lobisomens, busca deixar sua marca monstruosa nesse mundo. Fundadora do estúdio Rebel Hound, que fornece serviços de arte 2D, e formada em design de jogos, trabalha com criação de personagens, concept art, quadrinhos e ilustração para diversas áreas de entretenimento há mais de 7 anos. Já lançou duas publicações independentes: o artbook para colorir bilíngue “Radioactive!” e a história em quadrinhos de ação e terror “Bad Omen”, na temática de vampiros e lobisomens e cuja continuação será lançada na Comic Con Experience 2017. A artista também leciona palestras e oficinas em eventos como Campus Party, Olhares múltiplos Univali, SENAI, Bienal de Curitiba e The Developers Conference.

Gabriela Birchal

Ilustradora formada em Artes Visuais pela UFMG. Durante sua carreira já trabalhou em vários projetos incluindo livros infantis, cenários para animação e concept art para jogos que incluem alguns títulos como “Star Wars Imperial Assault”, “Game of Thrones TCG”, a série “Tromba Trem” e “Hex TCG”. É apaixonada pelo universo geek, é gamer e ama ilustrar personagens e cenas emocionantes. Durante a próxima CCXP, vai lançar sua primeira HQ chamada “Carrion Song” e espera conhecer outros nerds como ela.

D40

Bruna Aurélio

Natural de Porto Alegre e formada em Design (2015) pela UniRitter, Bruna Aurélio atua como ilustradora para animações, comerciais, jogos digitais e livros infantis. Alguns dos mais recentes projetos do qual participou foram o comercial e reformulação do mascote “Molekinho” para a empresa de calçados Beira Rio (com comercial veiculado no Cartoon Network) pelo estúdio de animação Abissal em maio de 2017, a animação infantil “Gugu e Gaga” (também pelo estúdio Abissal) e o projeto de interface para o jogo mobile “Leis para todos” (finalista do BIG – Brazilian Indie Games Festival 2017) da empresa Supernova Indie Games. Trará novidades exclusivas para a Comic Con Experience 2017, como o lançamento dos quadrinhos curtos “As aventuras de Django” entre outras surpresas. Sua mesa contará também com diversos materiais, como bottons, cartões postais e pôsteres de artes autorais e fanarts de personagens consagrados no mundo dos quadrinhos e games.

Carol Studzinski

Carol nasceu em Porto Alegre e estuda Artes Visuais na UFRGS desde 2015. Atualmente se dedica à produção de ilustrações, histórias originais e fanarts. Sua inspiração vem de animações da Disney e do Cartoon Network. Trabalha com arte digital, tinta gouache, aquarela e nanquim. Desde pequena, gosta muito de criar histórias e personagens. Dessa paixão surgiu o universo do Choco e da Mocca, que foi vagamente inspirado em um dos seus livros infantis preferidos. Nessa CCXP, você poderá conhecer o mundo desses dois amigos aventureiros e relembrar um pouquinho da sua infância <3

E

E02

Psonha

Psonha é ilustradora, mas já fez de tudo um pouco. Trabalhou em agências, tatuou, desenhou cenários, fez bonecos, pintou muros e tocou em bandas de punk rock. Dá aulas de ilustração na Quanta Academia de Artes e nos quadrinhos é autora do Pogando, seu álbum de estreia, Eloisa aterroriza, em coautoria com Thiago Ossostortos e Peek a Boo, último lançamento, pelo selo PLOT.

E06

Bianca Nazari

Nasceu no interior de São Paulo, mudou de cidade diversas vezes durante a infância. Se formou em Hotelaria e depois Arquitetura, mas o que queria mesmo era desenhar suas coisinhas fofas. Atua como ilustradora full time desde 2016, contribuindo para o mercado de publicidade fazendo storyboards, letterings e concepts. Agora é ilustradora freelancer e lançou um canal no YouTube sobre a vida de ilustrador, mercado e vida pessoal. Estará estreando nesta CCXP 2017 e também lançando sua primeira história em quadrinhos em parceria com outros ilustradores.

E20

Natália SG

Natália Santos Guimarães é designer, formada em administração, marketing e design gráfico, atua com Direção de Arte no ramo publicitário além de trabalhar em projetos de ilustração e exposições de arte. Seus trabalhos englobam ilustrações digitais e tradicionais, além de quadrinhos e tirinhas, que são expostas em suas redes sociais, principalmente na página Natália SG Ilustrações no Facebook.

F

F10

LoveLove6

Lovelove6 é autora de histórias em quadrinhos, publicadora independente e produtora da Dente Feira de Publicações (Brasília – DF). Entre suas principais obras está a história em quadrinhos “Garota Siririca”, as zines “A Ética do Tesão na Pós-Modernidade“ vol.1 e 2

F12

Suryara

Ilustradora com atuação no editorial infantil. Contribui também para animações e quadrinhos além de participar do coletivo BabaYaga, que produz livros independentes para crianças.

F15

Tetisuka 

Professora e freelance, adora o que faz. Atualmente com um trabalho mais voltado para o público adulto mas sem perder a delicadeza e a fofura. Também tem trabalhado em projetos de quadrinhos e mais relacionados a RPG. Adora conversar e conhecer novas pessoas e projetos, não se acanhe e pode vir bater um papo.

F16

Mylle Silva

Mylle Silva é escritora, roteirista e artesã. Graduou-se em Comunicação Social pela PUCPR e dedica-se à escrita desde que se conhece por gente. Publicou o livro de contos “A Sala de Banho” (2014) e é roteirista das histórias em quadrinhos “A Samurai” (2015), “A Samurai: Yorimichi” (2016) e “A Samurai: Primeira Batalha” (2017 – em produção). 

Chairim

Chairim é paulistana e atualmente vive no interior de São Paulo, na cidade de Limeira. Formada em Design Gráfico pela UNIP de Campinas, trabalhou em agências de publicidades por cinco anos até largar tudo e viver de Quadrinhos… e, bem… err, quase isso. Atualmente trabalha como ilustradora, colorista e quadrinista. Faz parte do selo Pagu Comics, promovido pela Social Comics. Autora das webcomics Purple Apple, As Aventuras da Bruxinha Mô, A Última Lenda, Livro de Conselhos do Gato Darazar, Mare Rosso e Crisálida, esta última é atualmente financiada pelo Apoia.se: https://apoia.se/woc

F17

Mary Cagnin

Mariana Cagnin é formada em Artes Visuais pela Unesp e atua como ilustradora e quadrinista. Dedica boa parte do seu tempo como contadora de histórias e é também autora do quadrinho Vidas Imperfeitas, publicado pela editora HQM, e de Black Silence, que foi publicado de forma independente. Ganhou o Troféu Angelo Agostini de Melhor Desenhista por Black Silence em 2017 e foi indicada em 3 categorias do prêmio HQMix. Produz conteúdo de arte para seu canal do youtube, como dicas, tutoriais, processos de pintura e ministra cursos para artistas aspirantes na esperança de poder inspirá-los.

F19

Dani Dias

Formada em publicidade e também estudou desenho na Quanta Academia de Artes (São Paulo-SP). Atualmente mora em Cuiabá-MT, trabalha em agência e complementa sua renda atuando como ilustradora, fazendo arte por encomenda, vendendo prints e originais em eventos e pela internet . A aquarela é seu material preferido e tem estudado bastante, pois acredita que ainda tem muito a aprender. Seu maior objetivo é se tornar quadrinista e está trabalhando num roteiro de uma história de suspense e terror. Ilustrou o livro “Jeri Kurireu. O menino que se reinventou” pela editora Entrelinhas (mais informações aqui: https://goo.gl/9cL17v). Esse livro já estará sendo comercializado na CCXP, assim como outros trabalhos especiais para o evento.

F25-26

Joyce Chin

Joyce Chin está no mercado de HQs desde 1995, quando desenhou Guy Gardner: Warrior para a DC Comics. Vem para o Brasil acompanhada de seu esposo e também artista, Arthur Adams. O casal participará de atividades no Artists’ Alley nos 4 dias do evento. Passando por diversas editoras, Chin desenhou números de Vampirella, Xena e Superman: Silver Banshee, Spider-Man, Hulk, Tomb Raider e Red Sonja, além do crossover entre as editoras Top Cow e Dynamite Entertainment, chamado de Monster War. Joyce também desenhou capas para Marvel e DC de personagens e séries, como Mulher-Maravilha, X-Men, Ms. Marvel, Capitão América e Homem de Ferro. Os artistas, que não puderam vir à CCXP 2016 por questões de saúde, finalmente poderão encontrar com os fãs que estão ansiosos por esse momento.

F29

Letícia Pusti

Ilustradora e quadrinista independente, publica tirinhas na página Another Art Book, onde fala sobre o lado cômico ou depressivo do cotidiano.

Aliens of Camila

Sucesso nas mídias sociais, com mais de 300 mil seguidores, Camila Padilha, 21 anos, divide a administração da sua página, Aliens of Camila, com a faculdade de design gráfico, estágio e seu canal no youtube. A página no Facebook, que começou há pouco mais de um ano, em que ela posta diariamente seus quadrinhos e até algumas animações, cresce de forma orgânica a cada dia. Para ela, o sucesso que seus desenhos vêm alcançando está relacionado à simplicidade dos seus traços e a despretensão dos personagens que apenas traduzem suas próprias vivências e questionamentos existenciais. Seus traços e personagens chamaram a atenção da editora Livros Ilimitados, que a convidou para publicar uma coletânea de suas tirinhas. O próximo passo de Camila é dar vida aos personagens e ter sua própria animação.

F30

Ilustralu

@Ilustralu ou Luiza de Souza nasceu e se criou no Rio Grande do Norte, formou-se em Comunicação e largou a vida de agência para trabalhar com ilustração. Publicou a HQ Contos Rabiscados para Corações Maltrapilhos (2014) Marcela, Mulher, Melhore! (2015), iniciou a webcomic Os Cool Kids (2016) e lançou o zine O Inventário Amoroso de Marcela (2017). Na CCXP, além de zines, pôsteres e bottons, fanarts, vai rolar o lançamento do zine A Casa Cheia de Portas.

Natália Prata

Formada em Arquitetura e Urbanismo, ilustradora e esportista de jogos de tabuleiro nas horas vagas. Começou a desenhar desde criança e nunca mais parou. Amante de pássaros, sonha em ter um bando de calopsitas para lhe fazer companhia enquanto trabalha. Suas maiores referências e fontes de inspiração são quadrinhos e animações, especialmente as japonesas. Gosta de desenhar garotas fofinhas e fortes, e luta por uma melhor representação feminina nesse meio.

F32

Sirlanney

F33

Dharilya

Cearense, autora de “Amanita” e “A Lojinha Mágica de Medos” da coleção Relicário HQ, indicada ao HQ MIX em 2016. Em seus trabalhos explora temas de terror e fantasia, e esse ano vai lançar seu novo quadrinho independente “Candy Machine”.

F34

Érika Ferreira

Graduada em Artes Plásticas pela UFPE, Érika Ferreira é Artista de Games e Ilustradora, está há 7 anos no meio artístico profissionalmente. Atualmente trabalha na Manifesto Games como artista de games, e também é ilustradora frellancer. Dedica-se às artes digital e manual, desenvolvendo personagens e ilustrações para diversas mídias.

F35

Clari Cabral

Tem 23 anos, mora em Recife e é ilustradora formada em design pela UFPE. Ama livros infantis, dinossauros, aliens e mistérios da humanidade. Apesar da inclinação para desenhar coisas fofas e coloridas, gosta de explorar vários estilos de ilustração, sempre está testando coisas novas e mídias diferentes. Boa parte do seu trabalho é digital, mas ama se aventurar por aquarela, gravura, paper art e, recentemente, bordado. Gosta de ilustração editorial, ama character design e concept art, se apaixonou por arte sequencial (storyboard, quadrinhos) e é a doida das estampas. Faz parte do Mandíbula, página no facebook que posta o trabalho de mulheres quadrinistas e também integra o Coletivo Criatura, selo do Segredos Malditos, canal áudio dramas de terror.

F36

Amanda Aquino

Amanda Aquino é graduada em design pela UFPE, atualmente cursando mestrado na mesma área. Já trabalhou como ilustradora e/ou animadora em empresas publicidade, games e produção audiovisual como: Ogilvy Recife, Joy Street, Carnaval Filmes, Viu Cine e agora está na Manifesto Game Studio. É apaixonada por animação, mangás, trilhas sonoras de animes, café e recentemente adotou uma calopsita.

Azuo

Professora de Desenho Técnico e Artístico. Estudante de Licenciatura em Expressão Gráfica [UFPE]. Estagiou como mediadora, oferecendo cursos de ilustração para a Prefeitura do Recife, e como ilustradora em empresas de jogos educativos. Atualmente trabalha como ilustradora freelancer.

F37

Renata Nolasco

Renata Nolasco é formada em Comunicação Social – Jornalismo e atua na área de ilustrações e quadrinhos desde 2014, sendo autora de quadro HQs lançadas em formato de fanzine durante esse período, um livro de colorir chamado “Minas para Colorir” e de dois encadernados – dentre os quais se destacam “Ei, onde estão os grandes quadrinhos feitos por mulheres?” e “Silêncio = Morte”. Nolasco também fez parte da editoria da Revista Farpa e participou de antologias como Amor em Quadrinhos, Alpaca Zine e A Samurai – Primeira Batalha. Na CCXP 2017 lançará uma prévia de sua primeira graphic novel, “Só Ana”.

Renata Rinaldi

Mineira, publica quadrinhos desde 2013, atualmente vive e estuda Artes em Brasília. Foi Indicada ao Prêmio HQMIX 2017, na categoria Novo Talento Desenhista. É ilustradora freelancer, quadrinista integrante do selo PAGU, desenhista do título semestral D.A.D.A. publicado no Social Comics através da Editora Cândido, também é Integrante e fundadora do coletivo de mulheres quadrinistas: Mandíbula. Em suas jornadas solo lançou de forma independente: Labirinto em Linha Reta; Last Rose; Cadafalso; Share with me; Hey, Look Around! e Diário de quando éramos estrelas. Atualmente está produzindo mais histórias de: O Pequeno Bapho (Baphomet). Sendo os próximos lançamentos: YAKI e The Secret Garden. Você pode acompanhar sua jornada na página do Facebook e no Instagram: @tintaderaposa. Entre um rolê e outro, gosta muito de assistir a desenhos e tomar chá. <3

F38

Sapo Lendário

Sapo Lendário, um casal de ilustradores e designers pernambucanos que trabalham com técnicas desde o modo tradicional ao digital em seus projetos há pouco mais de 4 anos. A maior intenção é unir os estilos, que se transforma num novo traço apresentando os pontos mais fortes de cada um. Neste Artists’ Alley apresentarão novos materiais.

F39

Catharina Baltar

Catharina vem trabalhando na área criativa há mais de 6 anos, ilustrando livros e criando gráficos para jogos digitais. No seu tempo livre faz pinturas em aquarela, que é sua técnica preferida, e também cria quadrinhos autorais independentes. Sua primeira publicação, Cerulean, foi lançada em 2016, totalmente ilustrada com aquarela. Esse ano lançará seu segundo quadrinho, Lacrimosa, na CCXP. Ele também é todo ilustrado com aquarela, lápis de cor e gouache.

Crow

Crow (Diana Doria) é uma brasiliense de 23 anos que desde criança sonhava em viver criando e desenhando histórias. Aventurou-se pela literatura e pelos quadrinhos, mas escolheu os jogos digitais como mídia favorita. Atualmente trabalha com concept art para jogos, e estuda design na UnB.

F44

Aquele Eita

Raquel Segal é carioca, publicitária e criadora da página “Aquele Eita”, onde posta (quase diariamente) tirinhas sentimentais para todo tipo de bad. Iniciante no ramo dos quadrinhos, levará dois lançamentos para a CCXP 2017: “Um Anjo que Latia”, onde conta histórias que viveu com seu primeiro cachorro; e “Seria Cômico Se Fosse Cômico”, coletânea de tirinhas de humor.

G09

Melissa Garabeli 

Nascida no interior do Paraná, Melissa se dedica aos pincéis e aos bichos. Faz quadrinho, livro infantil, livro ilustrado e, vez ou outra, inventa universos de aquarela.

G11

Malika

É quadrinista, cursou o quarto período na escola de belas artes em Marrocos, seu contato com lápis e papel iniciou muito cedo e logo suas artes estavam ganhando os Marroquinos com vendas de belas artes em quadros. Após isso, fez quadrinhos para a empresa INWI de comunicação, retratando A série SWITCHERS. Quadrinizou o roteiro do francês Jean-François em uma bela arte de quadrinhos com o título LAMSARI. Também participou de exposições e festivais em Marrocos, Argélia e Brasil.

G15

Andressa Prado

Animadora e desenhista, atualmente intercala seu tempo trabalhando para a Lightstar Studios e estudando character e quadrinhos. Influenciada pelas animações da Disney e do Studio Trigger, decidiu seguir carreira em animação. Na CCXP deste ano, levará vários prints com suas artes, além de estar lançando a zine “4 Estações”, em parceria com sua amiga K. Rupenian.K. Rupenian

Cenarista e ilustradora desde 2015. Atualmente trabalha na Supertoons como cenarista. Formada em animação pela Anhembi Morumbi e não posta regularmente seus trabalhos pessoais nas redes sociais, porém sempre em algum momento, dá o ar da graça. Levará para o evento sua zine, sobre os espíritos das quatro estações, em conjunto com a sua amiga, Andressa.

G16

Cinthia Saty Fujii

Cinthia Saty é ilustradora nascida em 1987 na cidade de São Paulo. Focada em desenvolvimento visual para animação (cenários, props e personagens), já trabalhou com ilustração para publicidade e Ilustrou os livros infantis “As Crianças das Estrelas” e “Borbocleia” pela editora Hércules. Em 2016 estreou nos quadrinhos participando como uma das ilustradoras da HQ Cemitério dos Sonhos (Editora SESI/Quanta), do autor português Miguel Peres. Também faz tirinhas autorais sobre a maternidade (maternidade sincera). Atualmente trabalha como ilustradora na Tv Pinguim, desenvolvendo personagens e props para séries animadas. http://cinthiadynamite.tumblr.com/ http://facebook.com/cinthiadynamite http://instagram.com/dynamitecinthia

Verônica Berta

Verônica Berta é formada em design gráfico pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e atua como designer e ilustradora desde 2011. Teve formação em desenho na Quanta Academia de Artes e mais tarde fez curso superior de desenho acadêmico na Ecole Emile Cohl (Lyon, França). Atualmente, trabalha como ilustradora e storyboarder no mercado publicitário e cinematográfico; participa da realização e produção de projetos culturais na área de ilustração e quadrinhos e é integrante do coletivo Tartofrese de publicações independentes.

G18

Fabiana Shizue

Desde 97 trabalha como ilustradora, criando para editoriais, revistas e livros de moda, campanhas, estampas, livros infantis, juvenis e didáticos, sites, games etc. Hoje trabalha parte do tempo com criação de cenários e direção de arte na produtora TV Pinguim que produz animações para TV e cinema. E também em seu estúdio como freelancer para livros e sites. Em algum intervalo faz ilustrações pessoais, normalmente em nanquim e aquarela e aplica em alguns produtos como sketchbooks, canecas, calendários, camisetas e pôsteres. Participa de algumas feiras durante o ano. Esta será sua terceira participação na CCXP em SP. Ano passado lançou o livro autoral Porco Anjo que participou da BIB em Bratislava este ano. Em dezembro lançará um novo livro, chamado Mila, com o texto de seu amigo Paulo Renato.

G30

Julhelena

Júlia Helena é quadrinista e ilustradora de Belo Horizonte – MG. Começou a publicar em 2014 através da página “Julhelena” e desde então tem participado de feiras e eventos no circuito de publicações independentes de Belo Horizonte. Em 2015 publicou o zine “Alguém Comeu Meu Brócolis – O Retorno”, uma compilação das melhores e piores tiras da página. Iniciou uma campanha de financiamento coletivo continuado em 2016 e em 2017 teve sua primeira HQ financiada pelo Catarse, “Nave”, que teve 217 apoiadores e é um dos lançamentos para a CCXP 2017.

G33

Cora Ottoni

Formada em Comunicação Visual Design pela UFRJ, Cora Ottoni trabalha na equipe de arte do Copa Studio atuando no desenho animado “Irmão do Jorel”. No tempo livre ela produz tirinhas que falam de sobre seus podres, vergonhas que passa, foras que leva, derrotas da vida e algumas vitórias de vez em quando. É autora do quadrinho de ficção científica infanto juvenil com uso de realidade aumentada “Os Zeladores do Tempo”, publicado em 2016. Na CCXP vai lançar a coletânea de tiras “Corenstein”, publicação independente financiada pelo Catarse.

Marina Vasconcelos 

Marina Vasconcelos é integrante da equipe de arte do Copa Studio, trabalhando no desenho animado Irmão do Jorel. Em seu tempo livre cria universos fantásticos, personagens mágicos e imagens cheias de cores e fofura. Quem quiser passar em sua mesa para ver umas artes ou conversar sobre filmes trash fica aí o convite! Instagram: @hiei_loves_you

G36

Luísa Furukawa

Luísa Furukawa trabalha desde 2013 com storyboard para projetos de animação como Sítio do Pica-Pau-Amarelo, Meu AmigãoZão, Dino Aventuras, Bolas de Botas, Meu Tio José e Tropa Troco. Além disso, também atua como ilustradora em projetos nacionais e internacionais como a série de ilustrações ‘Lola Moments’ para a empresa Lola e Lena Dunham, nos Estados Unidos. Dedica-se à produção autoral de quadrinhos, como o projeto Nanda e Momo e animação para projeto Gem Animate 2, uma reanimação do episódio ‘The Answer de Steven Universe’.

G37

Gio Guimarães

Giovanna rabiscava papéis – e paredes – desde criança. Cursou Psicologia, Artes Visuais e Cinema e mergulhou fundo no mundo da ilustração, quadrinhos e animação, suas paixões. Entre outros trabalhos, colorizou quadrinhos e criou capas e séries de cards para o mercado americano, trabalhou em longas-metragens e séries de animação como Historietas Assombradas para Crianças Malcriadas e Irmão do Jorel no Rio de Janeiro e ilustrou para livros e jogos. Atualmente reside em São Paulo, trabalhando como ilustradora sênior na Cool Mini Or Not, onde cria artes para games. Desenvolve projetos pessoais de quadrinhos e animação e não consegue decidir se é mais viciada em Wacon e bytes ou em tintas e papéis. Na CCXP 2017 lançará “A Música de Erich Zann”, quadrinho todo pintado em aquarela adaptando um conto do mestre Lovercraft, e preview de suas tirinhas Gattoria!

G38

Senhoritas de Patins

“Senhoritas de Patins” é um estúdio independente de quadrinhos e ilustração fundado em 2014. As mentes conspiradoras desse projeto pertencem às amigas: Fabiana Signorini e Kátia Schittine! Ambas são formadas em Cinema de Animação pela UFMG. Elas adoram desenhar e criar novas histórias e fazem trabalhos colaborativos de quadrinhos desde 2003! O nome “Senhoritas de Patins” é uma brincadeira com as traduções literais dos sobrenomes das artistas.

H01

Hanna Seabra

Ex-estudante de design gráfico, atualmente trabalha como tatuadora e ilustradora freelancer. Flerta com o estudo de design de personagens, concept art e design de cores, além de outras áreas ligadas à pré-produção da animação. Apaixonada por livros de anatomia, cores saturadas e formas exageradas, procura incorporar na tatuagem elementos presentes na arte digital. Gasta boa parte de seu tempo livre lendo histórias de terror, procurando personagens interessantes e criando estudos sobre eles. Acredita que a diversidade é um dos fatores que mais traz riqueza e dimensão para uma produção criativa, e tem grande interesse por obras que demonstram essa preocupação. Pensa muito sobre Overwatch e animações dos anos 90.

Dokirosi

Recém-formada em Design pela Puc-Rio, trabalha como freelancer e este ano está publicando o primeiro volume de seu quadrinho autoral. Encantada por ilustração e comics, vê nos quadrinhos um ambiente muito rico e acessível para abordar questões que precisam ser discutidas de maneira leve, imaginativa e interessante. e também, completamente apaixonada pela série animada “Steven Universo”, por suas características positivas sobre uma maior diversidade na representação de mulheres na mídia.

H03

Anna Charlie

Anna Charlie é fruto do trabalho da Anna Maeda como ilustradora. A artista gosta de contar pequenas histórias e sentimentos por linhas e cores. Anna aplica suas criações em diversas superfícies, como canecas, pratos decorativos, e no bom e velho papel.

Lorena Kaz

Lorena Kaz é carioca, formada em design pela PUC-Rio. Já ilustrou para a Folha de SP e Revistas Recreio, Gloss, Saúde, Runner’s world e Sesc, entre outras. Também ilustrou os livros infantis “O museu da Emília”, ed. Globo e “A princesa Preguiçosa e o príncipe Acordadão”, ed. 5W. Atualmente vive em SP e divide seu tempo entre a ilustração de livros didáticos e os projetos pessoais, como a página do facebook “Uma lhama por dia”, que deu origem ao livro “Uma lhama no cinema”, ed. Conrad e o projeto “Morrer de amor e continuar vivendo” que gerou o livro homônimo e traz histórias em quadrinhos que tratam de relacionamentos e dependência emocional. Lorena também é autora da “Coleção Sketchbook”, ed. Criativo e lança ainda em 2017, como ilustradora, o livro “Duas minhocas e uma festa”, ed. R&F e em 2018 os autorais “Minha casa” e “meio inteiro”.

H09

Animadora do Combo Estúdio, ilustradora freelance e eterna amante de cultura pop, seja no Rio de Janeiro (onde mora) ou exilada em Delta Vega, vai estar sempre carregando um sketchbook e marcando uma pizza pra mais tarde. Seu trabalho gira em torno de temas como o espaço e a natureza, buscando dar ênfase em cores vivas, simplicidade e formatos fluidos. Já trabalhou ministrando workshops de ilustração de flores e processos criativos em faculdades de design (ESDI e UFF) e entre os clientes estão empresas como a Faber Castell e a Globosat.

H12-13

Limetown Studios

A Limetown é um estúdio de ilustração e concept art fundado em 2011 por Amanda Duarte e Gustavo Lima, com o objetivo de trazer soluções criativas e impactantes para as mais diversas áreas da comunicação visual, especialmente os mercados de games, livros e publicidade. O portfólio da Limetown conta com mais de 40 jogos publicados para as mais diversas plataformas; sem contar a atuação do estúdio nos mercados de publicidade e editorial, criando para campanhas de alcance nacional e ilustrando material didático para algumas das maiores editoras do país.

H29

Debora Santos

Integrante do coletivo de impressos Netuno Press, publicou os quadrinhos Pombos! e Lua Cheia. Também participou da revista Café Espacial #16 e tem dias que, entre um freela e outro, dá aulas de desenho. Na CCXP vai lançar o quadrinho SAPACOCO, com roteiro de Márcio Moreira.

H32-33

Lu Caffagi

H44

Bianca Pinheiro

Bianca Pinheiro é autora da série Bear, que começou a ser publicada pela Editora Nemo em 2014 e hoje está em seu terceiro volume. É também responsável pela Graphic MSP da Mônica intitulada Força, lançada em 2016, e pelas HQs independentes “Dora” e “Meu pai é um homem da montanha”. Ganhou em 2015 o Troféu HQ Mix de “Novo Talento – Roteirista”.

Cinco Garotas Adolescentes que Viajaram no Tempo!

A cultura pop está recheada de histórias sobre viagens no tempo. O que aconteceu no passado pode ser mudado? E o futuro, podemos mudá-lo também? Quais as consequências disso? Devemos evitar as grandes tragédias das gerações anteriores, ou deixar a história seguir o seu rumo? Todas essas perguntas aparecem em diferentes situações por um monte de universos ficcionais. E a gente adora!

Apesar de adorar trama com viagens no tempo uma coisa sempre me incomodou: são poucas as mulheres que realmente fazem esses passeios. Quando falamos sobre garotas adolescentes então, fica ainda mais difícil achá-las, mesmo em YA’s de sci-fi! Ainda assim, existem algumas garotas adolescentes que fizeram essas viagens não apenas como acompanhantes, mas como agentes centrais da história e de mudanças. Compilei algumas delas numa listinha que tem garotas viajantes do tempo para todos os gostos.

Kitty Pride – Dias de Um Futuro Esquecido

Em uma das fases mais clássicas dos X-Men, e que inspirou o último filme da franquia, Kitty Pride vivem num futuro distópico onde os mutantes estão presos em campos de concentração. Kitty então transfere a sua mente para uma versão mais jovem de si mesma e com a ajuda dos X-Men precisa evitar um momento crucial e fatal que serviu de estopim para a histeria anti-mutante. Tecnicamente é a Kitty adulta que viaja, mas como toda a ação principal acontece enquanto ela é adolescente, entrou na lista! Quando a história foi adaptada para o cinema ao invés de mandar a mente dela mesma, Kitty mandou a mente de Wolverine de volta para o Logan da década de 70.

Aqui no Brasil a Panini lançou a versão em quadrinhos (que você consegue comprar aqui), e a Novo Século lançou a novelização da saga (que você consegue comprar aqui).

Kate – Trilogia Chronos: Viajantes do Tempo

Imagina descobrir que a sua avó é uma viajante do tempo. E não só isso, que ela nasceu no futuro, de lá trouxe a tecnologia e que os segredos da sua família podem não só te transformar numa viajante no tempo, mas também te tornar responsável por impedir um desastre eminente? Kate é determinada a conseguir – e descobrir – tudo que ela quer, mesmo quando todos a sua volta aconselham o contrário. Mas como estamos falando de viagem no tempo ela precisa tomar muito cuidado para não alterar não só o futuro como conhecemos, mas para não apagar a sua própria existência. Chronos é um YA cheio de aventura, mistérios e romance!

O livro Chronos: Viajantes do Tempo, da autora Rysa Walker, é o último lançamento da DarkSide Books no selo Darklove. Você pode comprá-lo aqui.

Hagome/Kagome – Inuyasha

Imagina que um dia você cai, sem querer, num poço e quando se dá conta está na Idade Feudal Japonesa, uma era em que mulheres tinham ainda menos direitos e que, pra piorar tudo, está infestada por Yokais (demônios)? Eu pularia de volta no poço para nunca mais voltar, mas como Hagome não sou eu, ela não só fica num eterno ir e vir como também leva o almoço que a mãe dela faz para os amigos de outra era e assume uma posição central na luta contra os yokais. Inuyasha é bastante centrada no personagem título, mas eu sempre achei formidável o modo como Hagome caminha livremente entre uma era e outra, sem grandes preocupações e sempre correndo imenso risco de vida.

Puella Magi Madoka Magica

Eu não vou revelar qual personagem viaja no tempo porque esse é parte do mistério do anime, mas eu vou sempre pegar qualquer oportunidade para indicar um dos melhores desenhos que eu assisti em muito tempo. “Sailor Moon da bad infinita” é, talvez, o melhor resumo do que é Madoka Mágica. Uma série de garotas mágicas com uma pegada bem mais violenta, um tom mais macabro e realista, e uma animação inovadora, Madoka traz viagem no tempo como um recurso de narrativa que ajuda a sustentar a inevitabilidade trágica que é ser uma Garota Mágica em um universo que não é gentil como o da princesa da lua.

Você consegue assistir Madoka Magica no Netflix Brasil.

Max – Life is Strange

Depois de salvar acidentalmente a colega Chloe da morte, Max percebe que tem o poder de viajar no tempo. Inicialmente as viagens duram poucos segundos, que ela usa para mudar pequenos eventos, mas a medida que o jogo vai avançando, os poderes dela também vão aumentando. Max é uma adolescente introvertida e com poucos amigos, mas as escolhas do jogador acabam gerando mudanças nela e em suas relações. Ela entende a responsabilidade que tem com esse poder, mas acaba entrando em varias situações, inclusive algumas que saem de seu controle, culminando em decisões complexas. As escolhas de Max afetam tanto a sua vida, quanto a vida das pessoas ao seu redor, sendo que cada pequeno evento mudado pode alterar completamente a linha do tempo em que ela se encontra.

Life is Strange está disponível para Playstation, XBox e PC.

Consegue se lembrar de mais alguma garota adolescente que saiu por aí mexendo pelo tempo? Manda pra gente nos comentários!

Até mais! 😉

Este post é um oferecimento da Darkside Books.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sombras Urbanas – Novo RPG da Aester Editora entra na reta final de financiamento coletivo!

Um mundo sobrenatural repleto de conspirações, horror, prédios e arranha-céus povoado por vampiros, lobisomens, magos e seres feéricos. É dentro desse universo, que procura mostrar como o seu personagem vai se corrompendo cada vez mais, que acontecem as aventuras de Sombras Urbanas.

Nas palavras do release:

Sombras Urbanas é um RPG de fantasia urbana desenvolvido para lançar as personagens em um mundo mais sombrio que o nosso. Um mundo onde vampiros, lobisomens, magos, seres
feéricos e outras criaturas não só existem, mas andam por aí, tramando nas sombras. O jogo traz histórias em que as personagens encaram escolhas difíceis e, a cada caminho que se escolha trilhar, existem perigos, riscos, manipulações. A cada noite, as sombras que cobrem este mundo arrastam a todos com mais força para a escuridão. E como tudo nesse mundo, todas as personagens têm a sua própria sombra – magos e sua sede de poder, vampiros e sua sede de sangue, faes divididos entre este mundo e aquele a que verdadeiramente pertencem. O caminho fácil leva ao poder, mas o preço vale a pena?

Deixa eu ser bem direta aqui: eu não jogo RPG, então eu pouco posso dar uma opinião informada sobre o assunto. Mas eu queria falar sobre alguns pontos de construção de universo e narrativa que me chamaram atenção pelo que eu pude sentir da história do jogo.

Primeiro, eu adoro quando fantasia se mistura com a vida comum, por isso vampiros, lobisomens e principalmente os seres feéricos caminhando por um mundo como o nosso me chama atenção logo de cara. Esse, inclusive, é um tema que deve estar vindo a tona nos próximos meses com o lançamento de Bright, filme da Netflix estrelado por Will Smith e dirigido por David Ayer (Esquadrão Suicida, Dia de Treinamento).

Outro ponto que eu achei interessante é o fato do jogo ser focado em mostrar o quão corruptível o seu personagem é – quanto mais corrupto, maior é o seu poder. Olhando por cima pode parecer algo direto e até negativo, mas personagens e histórias bem construídas nem sempre são focadas apenas em características positivas. Fiquei curiosa para saber como as minhas escolhas vão avançar a história, e os tipos de discussões que uma narrativa assim pode abrir sobre poder e moral.

A Aster é uma editora independente capitaneada por duas mulheres, o que por si só já é muito legal. Mas não para por aí, elas fazem questão de trabalhar com ilustradores brasileiros e que tenham um trabalho bem diverso – fugindo do padrão branco bombadinho que a gente normalmente vê em universos de fantasia mais tradicionais. Isso já fica bem evidente nos cards dos personagens.

O jogo, que usa o sistema Apocalypse World Engine, fica em financiamento coletivo até o dia 08 de Dezembro, então você ainda pode garantir a sua edição completa (de 150 à 170 reais), edições menores (a partir de 65 reais) ou as edições digitais (a partir de 20 reais). Há também recompensas pra quem quiser apoiar com 10 ou 15 reais. Corre lá, garanta o seu ou compartilhe na sua rede – bora incentivar o trampo de mulheres! 😉

Dois Pontos Positivos e Cinco Pontos Negativos da 2ª Temporada de Stranger Things.

[Todos os spoilers da segunda temporada!!]

Quando a segunda temporada de Stranger Things estreou eu estava receosa não só em assistir, mas também com o que eu ia achar da série. Essa sensação vem do fato de eu ter sido uma das poucas pessoas que eu conheço que não morreu de amores pela primeira temporada. Para mim, a série apresentava diversos buracos de roteiro, faltava substância para tanta referência, reforçava padrões de gênero negativos. Tudo isso podia ser resumido em um único problema: saudosismo demais prejudicou personagens e estrutura da história.

Infelizmente, e apesar de melhorar em alguns poucos pontos, a segunda temporada de Stranger Things sofre dos mesmos problemas da primeira, mas sem tantos elementos “cool” para disfarçar o estrago. Para simplificar as minhas críticas à série, eu resolvi pontuar 5 dos principais problemas e, honestamente, as duas únicas coisas positivas que eu vi na série. Vou começar pelos negativos para pelo menos terminar este texto numa nota positiva.

PONTOS NEGATIVOS

1) Falta substância, falta backstory – falta lore.

O combo Cidade Pequena + Laboratório Militar Secreto + Grande Mistério é uma construção clássica da ficção científica e está muito presente entre diversos filmes da década de 80/90. O imaginário americano sempre gostou de uma teoria da conspiração, seja sobre o assassinado de JFK, seja sobre o pouso do OVNI em Roswell. Tudo isso é ótimo e pode render histórias fantásticas, mas para isso acontecer é preciso construir o mistério – só o combo não se sustenta sozinho.

Uma das coisas mais importantes ao criar uma trama de mistério é não trair o espectador, ou seja, o público e os personagens podem não saber qual é o mistério – mas o criador da história precisa. Se o universo é construído em cima de alicerces fracos (referências, saudosismo e elementos superficialmente “cool”/legais), e se não se entrega qualquer tipo de informação sobre a história por trás do mistério, então o espectador provavelmente vai se sentir traído. Esse é um problema que eu observo em Stranger Things desde a primeira temporada, mas que lá ficou melhor disfarçado por causa do hype e das muitas referências facilmente reconhecíveis.

Do meu ponto de vista, existem dois tipos de possibilidades para a série e seu grande mistério: algo como Fringe (2008), em que a ciência é parte importante para o entendimento do mistério e do universo paralelo, ou como Arquivo X, onde o mistério se estende por longas (e nem sempre tão boas) temporadas, mas sempre entrega elementos substanciais para que o espectador não se sinta traído. Essa sensação vem do fato dos criadores da história saberem ao menos minimamente qual é o grande mistério por trás da sua trama e irem entregando periodicamente pequenas pistas. Um exemplo negativo, e do qual Stranger Things parece estar bem longe, é LOST, quando o excesso de informação sem resultado real acaba fazendo o espectador se sentir traído – os showrunners iam jogando mistérios sem saber qual seria a resolução final deles, e algumas vezes sem nunca realmente fechá-los.

Mesmo sem ser LOST, Stranger Things parece perdido num vazio de substância, tentando buscar significado em referências. A gente não sabe o que é o mostro gigante, mas sabemos que é algo como Cthulhu porque Dustin nos mostra em um livro. Toda a “ciência” por trás do laboratório secreto se resume a uma mesa de botões com luzes piscantes e lança-chamas. Além disso a série cria regras do universo apenas para quebrá-las no próximo episódio. Um exemplo disso é D’Art, o demogorgon-pet do Dustin: numa cena aprendemos que ele não aguenta a luz direta, na outra ele está caminhando em plena luz do sol apenas para, mais tarde, outra pessoa nos dizer que os demogorgons só saem durante a noite. Falta consistência, e falta consistência porque falta conteúdo.

A série deixa muitas perguntas em aberto e, por entregar tão pouco e de maneira tão vazia, deixa a sensação de que nem mesmo os showrunners sabem o que realmente é esse outro lado. Eu sei que muitas perguntas devem ser interpretadas através de metáforas e simbologia, mas quando não há conteúdo o suficiente, o que fica no lugar é um vazio de significado.

2) O laboratório secreto que não sabe o que a palavra SECRETO significa.

Tem câmera de segurança, mas não faz uma revista na bolsa da Nancy.

Este é um problema que é consequência do primeiro tópico. Se não há conteúdo o suficiente para preencher o universo, ficamos com uma casca, um esqueleto vazio de significado e sentido.

Na primeira temporada, o laboratório secreto já se mostrou muito pouco eficiente: Joyce e Hopper entraram escondidos nele com a mesma facilidade com que eu passo pelo portão do meu prédio. Não apareceu um guardinha para perguntar o que eles faziam ali e as câmeras de segurança só os encontraram quando era relevante para a trama. Na segunda temporada, lembrando da falha de segurança que eles tiveram no ano anterior, espera-se que o pessoal do laboratório tenha melhorado nessa coisa de ser um “laboratório secreto”. Mas não.

Nancy, uma garota de 16 anos, consegue se infiltrar lá dentro com um plano simples e relativamente esperto: ela usa um telefone grampeado para marcar um encontro com uma pessoa importante, para quem ela quer revelar informações confidenciais. Já dentro do laboratório, Nancy grava toda a confissão de culpa do responsável pelo local com seu gravador de voz GIGANTE. Não é um daqueles pequenininhos que cabe no bolso, não é um celular porque são os anos 80, é um gravador do tamanho de walkman.

Eu sei que é a década de 80, e que os sistemas de segurança não eram tão avançados como os de hoje em dia, mas uma simples revista nos pertences da adolescente que eles levaram presa porque queria revelar informações sigilosas e extremamente prejudiciais já teria resolvido o problema. A série martela no medo do governo e da população norte-americana dos russos descobrirem segredos de estado, inclusive falando isso para Nancy, mas não se preocupa em olhar dentro da mochila dessa garota tão esperta. Ninguém leu um livro da Nancy Drew quando criança?

Se tem uma coisa que eu tenho certeza é que a equipe deste laboratório está em último lugar no ranking de excelência dentro da agência secreta da qual fazem parte. Eles nunca serão a filial do mês.

3) Padrões e Representação Feminina.

Não tem nada mais empoderador do que maquiagem escura e a palavra “bitchin”.

Na primeira temporada Nancy parecia caminhar para um lugar reservado à Buffy Summers: uma garota “normal” que é forçada a um lugar de ação pelas circunstâncias sobrenaturais a sua volta. Ela perdeu a amiga, ela se sente culpada e vai passar por cima de todos que estão no seu caminho para reencontrar Barbs – mesmo que uma dessas pessoas seja o seu boy magia. Ao final da temporada Nancy termina em casa, com o boy que não é tão magia assim, namorando no sofá. Não é que eu queria que ela terminasse com Jonathan creepy-com-uma-câmara, é que eu esperava mais para ela. Veio a segunda temporada e, novamente, o que poderia ser um arco muito legal sobre uma garota procurando justiça para a amiga se tornou pano de fundo para um romance. Sai Steve, entra Justin. Ao final da temporada, quando Nancy decide deixar Mike para trás para ficar ao lado de Jonathan, os criadores jogaram o drama pessoal de Nancy (não estar presente para possivelmente ajudar a amiga) pela janela. Tendo passado por tudo que ela passou, faria muito mais sentido se ela tivesse ficado ao lado do irmão, ganhando a chance de se auto-redimir. Mas não, porque o que toda garota quer é um boy. Ou pelo menos é isso que a série diz.

Nancy tem Jonathan. Eleven/Jane tem Mike. Joyce tem Bob (e Hopper). Max tem Lucas. Faz sentido que Joyce, vivendo o que ela acredita ser um momento de calmaria na família, tenha encontrado amor. E é ótimo que ela tenha feito isso com um cara realmente legal como Bob. Mas ele não passa de um instrumento de roteiro para que nós tenhamos em Joyce, novamente, o modelo de mulher que pode tudo. Ela não só precisa salvar o filho do controle mental da criatura gigante, ela quer se vingar pelo homem que perdeu. Mas está tudo bem, porque ela tem Hopper ao seu lado. E eu quero acreditar que o relacionamento dos dois nunca vai passar de uma amizade verdadeira, mas a série me faz cada vez mais acreditar que eles estão caminhando os personagens para um romance.

Max é a personagem feminina mais legal dessa nova temporada. Ela anda de skate, joga videogame, não admite ser tratada com desprezo e sabe mostrar interesse por quem trata ela legal: Lucas. Esse relacionamento é, provavelmente, o relacionamento melhor construído da série inteira. E isso provavelmente acontece porque há verdade nas emoções infantis/jovens dos dois personagens. Infelizmente, esse romance também ficou marcado com o triste episódio em que a atriz foi obrigada a fazer uma cena de beijo que não estava acordada antes. E fizeram isso exatamente porque ela ficou desconfortável com a ideia da cena. Mais uma vez homens poderosos tomando decisões para coagir mulheres, só que desta vez coagir uma criança.

Max e Eleven/Jane são um dos pontos mais decepcionantes da série, porque ela parte do princípio de que duas mulheres sempre vão disputar de alguma maneira o espaço dentro de um grupo de homens. Eleven tem automaticamente uma rivalidade contra Max por vê-la conversando com Mike, uma rivalidade que é representada através de violência. Ao conhecer Eleven, Max tenta ser amigável, mas é recebida com rancor. Eu consigo entender que Eleven vinha se sentido excluída do grupo, e que o sentimento de ter sido substituída faria sentido, mas esse rancor é direcionado apenas à Max, a única outra menina do grupo. É só bastante frustrante ver, novamente, um dos tantos estereótipos negativos (e muito oitentista) sobre relacionamentos femininos.

Eleven/Jane sempre foi um ponto forte de discórdia entre eu e o resto da internet. Por mais legal que ela seja na primeira temporada, ao meu ver, ela não passa de uma personagem feminina forte: muito cool, pouca substância. E não é porque ela não tem elementos que podiam ser bem trabalhados, mas porque a série opta por mantê-la dentro do padrão “ela é nossa amiga e ela é louca”.

Na segunda temporada, nós vemos uma tentativa de desenvolver a personagem, com um episódio inteiro dedicado a desvendar o passado de Eleven/Jane. Infelizmente, é um episódio que, apesar de ter Cali e abrir um mundo de possibilidades para as duas irmãs, peca ao criar uma estrutura fraca e ao novamente subjugar Eleven/Jane aos padrões de feminilidade. Mais uma vez a personagem passa por um extreme makeover, só que desta vez ao invés da visão tradicional de menininha (peruca loira e o vestido rosa) entra o visual dark/punk, com gel no cabelo, maquiagem preta nos olhos e atitude “bitchy”.

A adultização da atriz Millie Bobbie Brown vem sendo tema de discussão nas últimas semanas, mas é importante notar que isso também acontece na série. Não só pela escolha do novo “look” da personagem, mas também ao modo como as emoções dela e de Mike são representadas. Isso, no entanto, já cabe dentro do nosso próximo tópico.

4) Crianças que não agem como crianças.

Mike, Eleven/Jane, Dustin, Lucas e Max estão naquele momento entre a infância e a adolescência, um lugar confuso e cheio de sentimentos e emoções que são muito particulares a este período. A primeira temporada da série tentou mostrar que eles, como um grupo, são capazes de funcionar melhor do que os adultos – e até certo ponto isso aconteceu principalmente por eles serem crianças e acreditarem no impossível (porquê eu acho que não funcionou até o final é assunto para outro texto). Na segunda temporada, no entanto, já está estabelecido para os adultos que o outro lado existe, é perigoso e pode matar. Seria de se esperar que os adultos em Stranger Things estivessem mais conscientes dos perigos e mais propensos a manter as crianças afastadas deles. Ledo engano.

A série, e os personagens adultos, parecem esquecer que as crianças são crianças e que os adolescentes são adolescentes. Joyce nem pestaneja ao levar os dois para tentar salvar Hopper das raízes/veias. Joyce e Hopper em momento nenhum pensam em desviar a rota um pouquinho e deixar Mike na casa dos pais deles antes de irem para o laboratório com Will. Não que os pais de Mike e Nancy se importem, já que é piada interna da série eles não saberem onde os filhos estão (o que, pensando na mãe dos dois na primeira temporada, não faz o menor sentido). Ninguém tenta manter as crianças realmente seguras e afastadas do perigo, pelo contrário, elas pegam na mão delas e correm em direção a ele. Eu sei que eles são, no fim, da onde sai grande parte do pseudo conhecimento do outro lado, mas a real é que eles são crianças. Dadas as circunstâncias era de se esperar que alguém se lembraria disso.

Mas a própria narrativa da série não se lembra, porque constrói em Mike e Eleven/Jane um relacionamento que possui sentimentos adultos, não infantis. Não vou mentir, já na primeira temporada eu achei o romance dos dois forçados. Eu sei que o primeiro amor pode ser algo forte, sei toda a carga dramática que existe depois do final da primeira temporada, mas nada no relacionamento desses dois pré-adolescentes diz “pré-adolescentes”. E por mais que eles tenham passado por um momento de crescimento rápido dadas às circunstâncias, ainda assim o arco dos dois, e também os personagens separados, acabam soando como adultos. Que tipo de garoto de 13 anos diz “Eu não quero te perder de novo?” para a namoradinha? Não é uma questão só de palavras, é uma questão de como esse relacionamento foi construído. E eu sei que Eleven/Jane passou por tudo que passou, mas faria mais sentido ver no relacionamento dos dois um comportamento ainda assim mais leve, mesmo que frente as adversidades que enfrentam.

Essa adultização não vem só dos adultos verem os dois como outros adultos, ou das roupas da Eleven/Jane, mas do modo como os sentimentos deles são apresentados na tela. Sim, Eleven é infantil ao ter ciúmes de Max, mas os dois conversam como um casal de adultos. Se colocarmos a relação de Mike e Eleven ao lado da relação de Lucas e Max, a diferença fica ainda mais gritante. Além disso, quando Eleven chora pela mãe, novamente me chamou atenção o modo como a garota chora – do mesmo modo que você esperaria uma mulher adulta chorar. Parece que ao tentar criar dois protagonistas consistentes, a equipe criativa da série esqueceu-se que esses são os protagonistas infantis, que por mais adversidades que eles tenham enfrentados, eles ainda têm apenas 12-13 anos.

5) Os adultos que a série não sabe que são creepies.

Completamente normal e engraçadinho esse creepy.

Logo no primeiro episódio me chamou atenção o modo como Hopper entra em casa, tira o cinto e o coloca sobre a mesa. Sabendo que há uma garota de 13 anos dentro daquela casa, eu não consegui não olhar aquilo com um olhar desconfiado. Eu sei que a série quer me dizer que Hopper está em casa, mesmo que aquela não seja a casa que nós vimos na primeira temporada. E eu sei que Hopper é um dos heróis da série, então ele não vai fazer nada de mal à Eleven/Jane, mas é uma questão de imagem e de simbolismo.

Hopper está tentando ser uma figura paterna para Eleven, um trabalho que não é fácil mesmo quando sua filha não tem superpoderes e não passou os primeiros dez anos de sua vida presa dentro de um laboratório. É de se esperar que seja um processo de adaptação difícil, principalmente se você acredita que a segurança dela está diretamente ligada ao confinamento dela. Mas, quando a série coloca Hopper e Eleven em conflito, ele assume um comportamento agressivo e violento, chegando a esmurrar a porta do quarto da menina. É de se esperar que Eleven se exalte e use seus poderes, porque ela se sente presa e com o comportamento de Hopper provavelmente se sente acuada e com medo. Toda a imagem que essa cena apresenta é de um homem sendo violento e abusivo com Eleven, um paralelo exato (e que a própria Eleven faz mais tarde, mas que a série não discute com profundidade) com o Papa. E por mais que a série esteja tentando me dizer que é apenas um homem tentando ser pai e uma garota tentando ser filha, que é uma briga normal, que é parte importante para que os dois encontrem o meio do caminho ideal para o relacionamento deles, o que a cena me mostra é um adulto gritando e esmurrando a porta de uma garota de 13 anos. Contar uma história não é apenas sobre o que você quer dizer, mas é sobre como você diz.

O outro homem adulto da série que ultrapassa todas as linhas de “creep alert” é Murray Batman, o “detetive” para quem Nancy e Jonathan entregam a gravação. A primeira imagem dele já é a descrição perfeita de um homem creepy: roupão aberto, óculos escuros que mora num buraco com uma alcova secreta. Não contente com tudo isso, ele ainda oferece vodca para menores de idade. Só isso já seria o suficiente para assustar qualquer um, mas, além disso, ele decide ter uma conversa extremamente desconfortável, invasiva e bizarra sobre a vida amorosa e sexual de Nancy e Jonathan – tanto antes, como depois deles passarem a noite juntos. A série sabe que este é um comportamento estranho e inapropriado para um homem adulto em relação a dois adolescentes? Eu acho que não, até porque todo este cenário é construído para tirar risadas, mesmo que nervosas, do espectador. Para terminar, ele ainda presenteia o casal com uma garrafa de vodca. Ah, os anos 80, essa década maravilhosa. (Altas doses de ironia)

Mas nem só de homens com comportamentos perturbadores vive a série, falemos de Karen Wheeler, mãe de Mike e Nancy. Não basta ter sua personagem reduzida consideravelmente ao papel de mãe relapsa que bebe vinho na banheira, o único momento de personagem que ela possui nos nove episódios é ao responder positivamente aos avanços românticos de um menor de idade. Não interessa o quão cretino Billy seja, ele ainda é um adolescente menor de idade. Ele pode ter uma visão perturbada do mundo onde ficar com uma mulher adulta seria maravilhoso, mas Karen não podia responder daquela maneira. Ela já é retratada como uma mulher que recebe pouca ou nenhuma atenção do marido, como uma mãe desinteressada padrão, aí quando vemos ela com sua sexualidade ativa, está direcionada a um menor de idade. Esse tipo de história sustenta o mito de que o garoto amadurece sexualmente mais rápido do que a garota, já que ele está apto a te rum relacionamento sexual com uma mulher adulta. Isso não só sexualiza um adolescente através de um olhar adulto, mas também ignora toda a carga emocional e a relação de poder dentro de um relacionamento entre um adulto e um adolescente, independente dessa relação ser entre um homem e uma garota, ou entre uma mulher e um garoto. Novamente, a série não parece querer discutir isso, já que a cena também é criada para tirar risos do espectador e, mais uma vez, Stranger Things cai no erro por causa do saudosismo, já que até há alguns anos atrás esse tipo de relação era vista como normal.

PONTOS POSITIVOS

1) Steve e as crianças.

Farrah Fawcett.

Steve Harrington, um dos personagens que eu mais detestei da primeira temporada, chegou na segunda para me surpreender. Ele não só é um dos poucos (senão o único) personagem com um arco de desenvolvimento claro e bem estruturado, como também se tornou parte central de um dos elementos mais importantes da trama: as crianças.

Steve começa a temporada tentando fugir de tudo que aconteceu na primeira temporada, ele não quer apenas tentar esquecer o que aconteceu com Barbs – ele quer esquecer tudo e viver uma vida normal. Mas, assim como deveria ser, Steve mora em Hawkins e logo que a história começa a se desenvolver, ele se vê ajudando Dustin, protegendo as outras crianças e tendo que lidar não com um demogorgon como na primeira temporada, mas com múltiplos (quando você ignora seus problemas, eles tendem a acumular). É um arco tão redondinho e tão bem construído que quase não parece acontecer em Stranger Things. Me perdoem, eu estou um pouco amargurada com a série.

Não é que tudo é mil maravilhas com Steve, não. Ele perdeu o seu lugar como “garoto legal” no colégio e, apesar de não parecer preocupado com isso, ainda carrega em si muito da masculinidade tóxica da primeira temporada (deixa a namorada bêbada na festa para outro cara levar para casa, fica colocando na cabeça de Dustin conceitos bizarros sobre o que as garotas querem, etc.). Mas é através do laço que forma com Dustin que ele vai aos poucos se redimindo e se tornando um personagem muito melhor do que na primeira temporada.

Ao tentar ajudar Dustin e ao se tornar responsável pela segurança do grupo de crianças, Steve se torna a única pessoa na série que vê as crianças como o que elas são: crianças. E o relacionamento entre eles funciona tão bem exatamente porque Steve caminha entre ser condescendente (como todo adolescente é quando fala com crianças), protetor e, ao mesmo tempo, tratá-los como iguais. Mas não é uma equidade que faz com que eles também sejam adultos – algo que nem Steve é – mas que faz os laços de amizade e respeito diminuírem o gap geracional que existe entre eles.

2) Max e Lucas.

Se eu tenho todos os problemas do mundo com Mike e Eleven/Jane, eu não poderia estar mais feliz com Max. Além dos atores serem incríveis, o elo que vai se formando entre os dois personagens, um elo de amizade e romance, é compatível com dois pré-adolescentes. Eles falam sobre morte e sobre o perigo da maneira que crianças falariam, eles se aproximam de maneira natural e encontram um no outro um lugar de tranquilidade – sem o peso descomunal de um diálogo adulto.

Lucas quer muito que Max faça parte do grupo, porque ele quer alguém com quem se conectar de verdade e porque ele obviamente desenvolveu um crush pela menina quando a viu andando de skate e jogando videogame. Por mais que isso seja também um estereótipo, eles são crianças, essa visão idealizada faz sentido para ele e logo em seguida é quebrada porque Lucas percebe que Max é mais do que “a garota legal”. A cena em que a família de Lucas está sentada na mesa e ele pergunta ao pai o que fazer é importantíssima, porque a mensagem que fica é que honestidade é sempre o melhor caminho num relacionamento.

Max vem de uma família no mínimo problemática, as únicas referências masculinas que ela tem presentes no seu dia-a-dia são violentas. Em Lucas ela encontra não só um amigo que conversa com ela em pé de igualdade, mas alguém que assim que a encontra, quer lhe acolher. Claro que ela vai ver nele uma figura positiva – porque ele é.

O relacionamento dos dois é natural e soa verossímil porque, apesar de lidar com todos esses temas pesados, (a morte eminente, a família violenta, o possível racismo do meio-irmão de Max, o monstro de outra dimensão querendo destruir tudo) faz isso através da ótica de duas crianças. Diferente de Eleven/Jane e Mike, o relacionamento de Max e Lucas não soa como a história contada do ponto de vista de um adulto, soa como duas crianças se conhecendo, encontrando a amizade e aprendendo sobre amor. E não tem nada mais oitentista do que isso.

Considerações Finais

Eu espero, do fundo do meu coração, que para a terceira temporada, os produtores da série tenham conteúdo o suficiente para apresentar um universo mais coeso e com mais substância. Stranger Things é uma série que me frustra exatamente por ter tanto potencial, mas entregar muito pouco. O pequeno comentário sobre as críticas que a primeira temporada sofreu, feito através de Max ao comentar a história que Lucas lhe conta, mostra que talvez os criadores ainda não estejam preparados para encarar críticas como algo construtivo. Mas fica a esperança.

Para a terceira temporada seria incrível ver mais sobre o outro lado, sobre o monstro gigante e sobre os personagens – que ao meu ver ficaram com o desenvolvimento meio sucateado nesta temporada. Também seria incrível ver a Eleven/Jane romper as amarras de feminilidade nas quais insistem em prendê-la. Ia ser formidável ter um laboratório militar secreto que realmente fosse ameaçador e com sistemas de segurança contundentes. Mas, acima de tudo, seria maravilhoso ver a equipe criativa da série entender que é possível fazer uma homenagem à década de 80 sem cair nos mesmos padrões e estereótipos negativos que foram tão difundidos naquela época.

Até mais! 😉

Bendita Cura – Quadrinho sobre homofobia e os efeitos da terapia de reversão.

Os últimos dias tem sido sombrios e controversos para a comunidade LGBT. Se você esteve na internet nos últimos dias provavelmente viu que no dia 18 de Outubro o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, do Distrito Federal, cedeu uma liminar autorizando psicólogos a fazer terapias de reversão sexual com pacientes homossexuais. Essa decisão vai contra a OMS (Organização Mundial da Saúde) e contra o Conselho Federal de Psicologia, que veta tal prática. Por isso Bendita Cura: É Para o Bem Dele (Pt1), de autor Mário César Oliveira, chega em uma hora tão propícia.

O quadrinho acompanha a história de Acácio, desde a infância na década de 60, até os dias de hoje. Crescendo num lar conservador e homofóbico, Acácio teve a vida marcada por preconceito e terapias de conversão.

Mário César teve a idéia ainda em 2013, quando o pastor Marcos Feliciano assumiu a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. O quadrinho é resultado de muita pesquisa e não é baseado em apenas um caso, mas em diversos depoimentos e reportagens que o autor teve contato ao longo dos anos. O primeiro roteiro ficou pronto em 2014 e agora passa por um processo de refinamento.

Vi que tinha um mote bom pra uma história que abordasse questões de orientação sexual e de gênero, me deparei com muitos relatos absurdos e fui montando o roteiro em cima disso. Nesse meio tempo fiz outras quadrinhos como o Púrpura e o Não existem super-heróis na vida real. Agora tô desenhando esse.

A idéia inicial era lançar a publicação no final do ano, mas com o que aconteceu nos últimos anos Mário sentiu que era o momento certo para fazer o lançamento. Não podia estar mais correto. Se passamos por tempos sombrios, os últimos dias começam a sentir como a idade média, e ter um trabalho assim em livre acesso para ser compartilhado e lido é muito importante.

Por enquanto você pode ler a metade do primeiro capítulo AQUI, Mário quer soltar o restante do quadrinho ou mensalmente, ou quinzenalmente – depende do que o fluxo de trabalho permitir. Quando o primeiro capítulo for terminado Bendita Cura também deve ficar disponível através da Social Comics, uma plataforma nacional de leitura de quadrinhos.

Você pode acompanhar o Bendita Cura por AQUI, Não Existem Super-heroís Na Vida Real está disponível na Amazon e você pode encontrar os outros trabalhos do Mário no site dele. Se você ainda não entendeu o problema da liminar, sugiro a leitura deste texto da Vice.

 

Emmy 2017, Mulheres e Minorias.

O Emmy de 2017 com certeza surpreenderam muita gente, mas a verdade é que quando se dá espaço para minorias contarem histórias, contarem as suas histórias do seu ponto de vista, então muitas coisas incríveis pode acontecer. Não me surpreende que em um ano com tantas produções focadas em histórias femininas e em histórias de outras minorias o prêmio tenha sido entregue para essas pessoas.

Então vamos às mulheres que fizeram história e ganharam prêmios ontem ontem! <3

Lena Waithe se tornou a primeira mulher negra a ganhar um Emmy de Roteiro de Comédia pelo episódio “Thanksgiving”, em Master of None. Esse é, de longe, o episódio mais amado da segunda temporada e um episódio que conseguiu mostrar, para muitas pessoas LGBT, o drama e o humor de “sair do armário” para a família. Ou seja, não é só que uma mulher negra ganhou o Emmy de comédia, uma mulher negra e abertamente lésbica ganhou um Emmy ontem. E por mais que ainda seja pouco e que nós queiramos mais, não tem como não ficar feliz por ver Lena lá em cima segurando o troféu!

Eu vivo um caso de amor e receio com Master of None. Eu amo a primeira temporada, a segunda temporada me levantou a sobrancelhas algumas vezes por causa de alguns tipos de representação, mas Master of None é, de longe, a comédia de meia hora mais bem escrita que eu assisti em alguns anos. É diferente das minhas favoritas como Brooklin 99 e a eterna amada Parks and Recreation, comédias ainda um tanto formulaicas, mas consegue acertar em cheio não só na narrativa mas também no casting.

Julia Louis-Dreyfus se tornou a pessoa com mais Emmys ganhos pelo mesmo papel em um mesmo seriado. Julia está na há sete temporadas interpretando Selina Meyer na série Veep e levou para casa o prêmio de Melhor Atriz em Série de Comédia pela SEXTA vez consecutiva!

Eu não sou a doida de Black Mirror no Collant (essa é a Clarice), mas San Junipero com certeza é, dos episódios que eu já assisti, o meu favorito. Uma visão positiva, bem escrita e de maneira geral alegre de um relacionamento entre uma mulher lésbica e uma bisexual não é exatamente fácil de se achar por aí. Por isso os prêmios de Melhor Roteiro para Série Limitada, Filme ou Especial Dramático e o de Melhor Filme para Televisão são tão significativos. E, da minha parte, me enche o coração de esperança saber que talvez o episódio mais feliz de Black Mirror tenha ganhado. Em tempos tão sombrios acho que a gente precisa de um pouco de esperança e coisas boas.

Um dos grandes campeões da noite foi The Handsmaid Tale, a série do Hulu que adapta para a televisão/VOD o livro “O Conto da Aia” de Margaret Atwood. A produção levou para casa OITO prêmios, entre eles o de Melhor Direção em Série Dramático, que ficou com Reed Romano. A diretora tem um longo currículo como fotógrafa, e além de The Handsmaid Tale também dirigiu episódios de Billions e Halt and Catch Fire e o longa Meadowland. É sempre incrível ver o nome de uma mulher na lista de diretores premiados, ainda temos um longo caminho pela frente, e ele definitivamente precisa ser liderado por mais mulheres.

A eterna Rory Gilmore, Alexis Bledel, levou o prêmio de Melhor Atriz Convidada em Série Dramática pelo seu papel como Ofglen. Confesso que fiquei contente de ver Rory levando o troféu pra casa.

A série também levou Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática, que levou o prêmio foi Ann Dowd, que interpretou a personagem Aunt Lydia na série. Além de Ann, Samira Wiley também estava indicada ao prêmio pelo seu papel como Moira.

Big Little Lies, da HBO, também levou para casa oito prêmios, entre eles Melhor Atriz Protagonista em Série Limitada ou Filme para Televisão, para Nicole Kidman. Melhor Atriz Coadjuvante em Série Limitada ou Filme para Televisão, para Laura Dern e Melhor Série Limitada.

Quando se fala de representação feminina é muito comum que ela caia dentro de um certo padrão de idade, então é muito legal ver que das seis mulheres que levaram estatuetas para casa, quatro delas estão acima dos 50. Papéis femininos bem construídos praticamente deixam de existir quando se chega à uma certa idade, diferente dos papéis masculinos que se tornam cada vez mais e mais complexos.

Espera-se, e assim parece, que esses papéis vão continuar a aumentar à medida que mais mulheres forem ganhando espaço no mercado, e à medida que nós formos dando valor para as mulheres mais velhas que já estão trabalhando há anos por trás das câmeras.

Algumas das atrizes não-brancas que estavam indicadas nas categorias de atuação também tinham mais de 50, como Viola Davis e Vanda Sykes, mas é importante notar que todas as ganhadoras dessas categorias deste ano foram brancas. Ainda temos um longo caminho no que diz respeito à protagonistas femininas não-brancas.

Mas nem só de mulheres foi feito o Emmy!

Sim, eu fiquei bem contente com todas as mulheres e séries com temática feminina que levaram o Emmy pra casa, mas não dá pra deixar de falar sobre alguns dos homens que também ganharam ontem.

  • Donald Glover (Community, Spider-man: De Volta ao Lar) levou Melhor Direção em Série de Comédia e Melhor Ator em Série de Comédia por Atlanta, a sua produção para o canal FX.
  • Riz Ahmed (Rogue One) ganhou como Melhor Ator em Série Limitada/Filme para TV por seu trabalho em The Night Of, da HBO. Ahmed também fez história ao se tornar primeiro homem do sul asiático à ganhar um Emmy de atuação.
  • Aziz Ansari é o co-roteirista do episódio “Thanksgiving” ao lado de Lena Waithe e, por isso, também é ganhador do Emmy de Melhor Roteiro para Comédia.
  • Sterling K. Brown levou pra casa o prêmio de Melhor Ator Protagonista em Série Dramática por This is Us e quebrou um hiato de dezenove anos desde que um ator negro ganhou esta categoria. Em 1998 Andre Braugher levou a estatueta por seu trabalho em Homicide: Life on the Street. O discurso de Sterling foi reduzido de maneira muito estranha, com até seu microfone sendo cortado. Mas, mais tarde, ele conseguiu terminar o discurso e agradecer a todo mundo que queria:

Então é. Os Emmys 2017 foram definitivamente uma vitória para a representação feminina e também de outras minorias, não apenas no que diz respeito à personagens mas também quanto à produção por trás das câmeras. Muitas pessoas esquecem, mas para uma série como The Handmaid Tale existir é necessário uma equipe de direção (dos cinco diretores, quatro eram mulheres) e uma sala de roteiristas (dos 11 roteiristas, 8 eram mulheres) trabalhando em conjunto e em coesão, para conseguir um trabalho não só merecedor de 8 prêmios mas que tenha agradado o público alvo como agradou. O mesmo pode ser dito de Atlanta, criada por Donald Glover, com a maioria de atores negros, a maioria de diretores e roteiristas que vem de minorias.

Há qualidade e diversidade no trabalho que não foca no homem branco padrão, ele só não recebia prêmios porque não se dava espaço para isso. Chegamos ao final do ano com uma premiação que dá um gostinho doce para uma realidade cada vez mais amarga.

A Longa Viagem A Um Pequeno Planeta Hostil | Ficção-Científica, Diversidade e Representação.

Texto por Rebeca Puig e Clarice França

Uma das coisas engraçadas da ficção científica é como parte dos autores acaba reverberando conceitos tradicionais de sociedade, relacionamentos e protagonismo. Imagina-se que exatamente por serem sci-fi, essas obras deveriam abraçar a liberdade criativa que o gênero permite. Mas, em vez disso, é muito comum ver valores morais e sociais considerados retrógrados hoje presentes em obras de temática contemporânea. De certa forma, isso acabou me afastando um pouco de autores atuais, exatamente por insistirem em um conceito de narrativa e personagens conservadores.

 

Outra coisa que o sci-fi tem dificuldade de criar/representar, principalmente no cinema, são alienígenas que não se encaixem no conceito humano de beleza física ou mesmo que tenham uma cultura com moralidade diferente da nossa, humana. Quando vemos um alienígena que não é bípede, que poderia ser confundido com um inseto ou mesmo com um lagarto, ele muito provavelmente é um vilão ou capanga do vilão principal. É engraçado que, dentro de um universo tão gigante, com tantas possibilidades em química, biologia e física, nós só consigamos mostrar como positivo aquilo que é parecido com um bípede mamífero de inteligência mediana.

 

Talvez por isso eu tenha ficado tão encantada com a diversidade e a qualidade da representação dentro de A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil. Becky Chambers já começa com o básico, buscando equilibrar o gênero dos personagens dentro da Andarilha, a principal nave do livro. A tripulação, contando a I.A., é composta por nove sapientes – quatro mulheres, quatro homens e um sapiente não binário, o Doutor Chef. Além de ser quantitativamente uma visão mais igualitária, essa decisão de equilibrar os números mostra que esse não é um universo ficcional em que vou ser obrigada a, mais uma vez, ler sobre a disparidade entre os gêneros humanos. Não, sapientes femininos, masculinos e não binários não são discriminados por causa de gênero.

 

Além disso, se analisarmos mais de perto os personagens, podemos ver que temos uma variedade interessante de personalidades, culturas e valores morais, sem que nenhum deles seja considerado errado ou transgressor.

 

Um dos elementos que mais me deixou feliz com o livro foi o modo como o futuro da sociedade humana é apresentado, e como podemos ver isso muito bem através do capitão da nave, Ashby. Em outros livros do gênero, teríamos Ashby como um capitão militarizado, arma na cintura, quarto de armas no fundo da nave, um herói de aventura como Mal, de Firefly. Mas Ashby é o oposto disso, ele acredita verdadeiramente que não precisa ser violento ou usar força física para ser o capitão de uma nave como a Andarilha; pelo contrário, ele repudia armas e é muito consciente quanto à capacidade humana de se corromper diante do perigo e da insegurança. No universo de Chambers, os humanos precisaram encarar sua inferioridade intelectual frente às raças alienígenas, aceitaram suas diferenças, olharam para toda a destruição que criaram e aprenderam a ser melhores. Além de ser uma representação masculina que não cai no tropo da masculinidade tóxica, o capitão da Andarilha é uma visão esperançosa de como nós, como sociedade, podemos evoluir.

 

A nave possui quatro humanos a bordo, entre eles Jenkins e Rosemary. Quero destacar esses dois porque eles possuem elementos que normalmente não são representados dentro do sci-fi, especialmente Space Óperas. Rosemary é negra, de origem rica, uma personagem que chega à Andarilha cheia de mistérios, mas que possui, só nessas duas características – ser negra e rica – uma história que pouco é usada pela cultura pop de maneira geral. Além de tudo isso, claro, Rosemary é uma personagem interessante, um tipo de novata espacial, o que a torna a nossa personagem de entrada no universo, outro fato quase inédito quando falamos de personagens femininas e negras.

 

Jenkins é outro personagem que, enquanto eu ia descobrindo mais sobre sua história, mais interessante ficava a visão da autora sobre o que a humanidade poderia se tornar no futuro. Jenkins é anão, não por mágica, mas por ter nascido assim. Em um futuro em que todo tipo de alteração e aprimoramento genético está disponível, descobrir por que ele chegou à idade adulta sem ter recorrido a eles, o papel de sua mãe nisso e o nível de fanatismo a que o ser humano consegue atingir foi um dos pontos altos do livro. Além de ser uma representação pouco vista – um humano anão e negro -, Jenkins é responsável por trazer dois temas muito pertinentes sobre nosso futuro: Quanto nós podemos ou devemos interferir geneticamente numa criança, e o que nos torna humanos: carne ou inteligência? Sua amizade com Lovely, a inteligência artificial da nave, é mostrada de maneira natural, ao mesmo tempo levantando questões válidas sobre até que ponto seres sapientes podem bancar Deus e criar uma vida nova. É a partir de Jenkins que surgem as questões do livro mais eticamente complexas.

 

Sissix é a personagem que pilota a nave. Ela é uma aandriskana, bem diferente dos humanos, tanto nos costumes quanto na aparência. Os aandriskanos demonstram afeto de forma física muito mais aberta que outros, além de terem vários núcleos familiares. Entre os aandriskanos, a família que eles escolhem estar, que cuida deles durante seu crescimento, é mais importante que a família de sangue. Além disso, Sissix é uma das representações mais positivas na ficção de personagens com relacionamento poliamoroso. Pessoas que optam por relacionamentos não monogâmicos ainda são mal vistas em nossa sociedade, e os poucos personagens da ficção que se encaixam nesse modelo são considerados vilões ou não confiáveis. Com Sissix, temos uma personagem complexa, com uma família muito amorosa e relacionamentos fortes que não se encaixam em nosso padrão mais conservador, e esses aspectos nunca são usados para diminuir a personagem. Talvez, de todas as pessoas da Andarilha, seja Sissix  a que tem a maior estabilidade familiar e de relacionamento. Ao contrário do que podem imaginar acerca das pessoas que optam por relacionamentos parecidos com os de Sissix, através da personagem vemos que ela entende perfeitamente que nem todo mundo é obrigado a tomar as mesmas decisões que ela. Felizmente, quando Sissix se envolve romanticamente no livro, em vez de ela mudar seu jeito pelo “verdadeiro amor”, vemos que as pessoas respeitam e aceitam seus costumes.

 

Outro personagem interessante para a diversidade do livro é Dr. Chef. Ele conta para Rosemary sobre sua raça, os Grum. Para eles, o gênero é algo que muda ao longo da vida, eles começam como mulheres, passam a se identificar como homens e em seus últimos anos se entendem como não binários. Em nenhum momento ele é questionado sobre isso, desrespeitado ou desmerecido pela maneira como entende seu gênero. A dúvida de Rosemary em relação ao assunto existe por ela ser nova no espaço e não conhecer muito sobre as outras raças, mas a partir do momento em que aprende passa a chamar Dr. Chef da maneira que o personagem prefere.

 

Além da variedade, um dos grandes acertos do livro é fazer que essas questões de representatividade não sejam o ponto principal do arco dos personagens. É óbvio que é interessante uma história em que uma mulher vence em uma sociedade machista, mas Becky Chambers construiu um universo inteiro no futuro em que os problemas são outros. O arco de Rosemary nunca é sobre ela ser uma mulher negra. Para nós, leitores, isso é importante, porque não vemos isso com frequência, porém pessoas que não se encaixam no padrão da sociedade também possuem outras questões além daquilo que os torna uma minoria. É muito bom ler um livro com personagens tão diversos no qual eles podem ser mais do que apenas um elemento, em que os problemas de sua vida são relacionados a todo tipo de questões que você encontraria em um protagonista padrão.

 

Há outros personagens que valem a pena ser notados. Kissy é uma engenheira, uma função que normalmente vai para o personagem homem. Corbin é o único que faz um comentário racista no livro, e é imediatamente repreendido por sua atitude. Becky Chambers usa o gênero de ficção científica da melhor forma possível para mostrar que as histórias podem ter muito mais que o homem padrão, que os conflitos não precisam ser clichês e que há valor e oportunidade quando estamos abertos para a diversidade. Há inúmeras possibilidades de construção de personagens, ainda mais na ficção científica, e todo mundo que insiste em uma narrativa e em personagens conservadores tem um pouco a aprender com Becky Chambers.

A Torre Negra – Se fosse da década de 80, hoje seria um clássico.

Se você veio até aqui achando que eu ia cavacar desculpas para dizer que eu gostei do filme, sinto muito. A Torre Negra é um filme medíocre, com uma narrativa cheia de exposição, com personagens femininas estereotipadas, caindo em todos os clichês e que não traz absolutamente nada de novo ao mundo das histórias que misturam sci-fi e fantasia. Pelo que eu conheço da história do livro, A Torre Negra é também uma péssima adaptação.

Dito tudo isso, se esse filme tivesse sido lançado na década de 80, hoje ele seria considerado um clássico geracional. O pôster, daqueles que são novos, mas têm a marquinha digital para fingir que é velho, ia estar emoldurado na parede de muito marmanjo nerd. Porque no fundo, A Torre Negra é a cópia cuspida e escarrada dos clássicos infanto-juvenis da década de 80. Os clássicos para garotos, obviamente.

O plot pode ser resumido em: Um adolescente desajustado, mas que na verdade possui um grande poder/habilidade, encontra um adulto/ser mágico/extraterrestre, os dois ficam amigos, lutam contra o mal e vencem. Existe algum tipo de moral aí no meio.

Te lembrou de alguma coisa? A mim também.

The Last Starfighter, Back To The Future, Masters of The Universe, Terminator 2 e DragonSlayer. Eu sei que Terminator 2 é de 1991, mas vocês entenderam. Optei por manter Star Wars de fora porque não estou procurando Treta. Oh, pera. Droga.

Obviamente ser uma cópia perfeita de qualquer plot de filmes da década de 80 não é sinônimo de qualidade. Eu saí do cinema com a sensação de que, fosse A Torre Negra uma obra original e não uma adaptação e, tivessem os produtores/roteiristas aproveitado melhor o clima nostalgia e saudosismo, teríamos aí o novo Stranger Things.

O universo da A Torre Negra tem um monte de elementos legais que, bem feitos, entregariam um clima muito “maneirinho oitentista”. A arma do Pistoleiro é feita do ferro da espada do equivalente ao Rei Arthur do seu mundo, quão maneiro é isso? Toda a fala dos Pistoleiros com o rolê “quem mata com a mão esqueceu o rosto do seu pai, eu mato com o coração” é ridiculamente legal e vai ficar grudada na minha cabeça na mesma proporção do Juramento do Lanterna Verde. São muitos elementos legais, mas mal utilizados. Talvez, se eles tivessem abraçado essa versão como algo alternativo ao livro, do ponto de vista de Jake, então eles tivessem conseguido alcançar um público específico que se interessa por narrativas de contos de fadas masculinos com cowboys…?

Se você foi uma das pessoas que achou que os problemas da adaptação começaram quando escalaram Idris Elba no papel de Roland/O Pistoleiro, você está errado (além de provavelmente ser um pensamento de base racista). Elba faz milagre com o pouco que lhe deram de roteiro e história que, mesmo com os milhões de diálogos de exposição, consegue entregar um personagem relativamente interessante. E ninguém, absolutamente ninguém, ficaria tão cool quanto ele ao recarregar aquela arma. Socorro. Matthew McConaughey, por outro lado, esqueceu em casa a cartilha de atuação e resolveu que ia só levantar e abaixar sobrancelhas, maneirar no sotaque e é isso. Flag tem tanta emoção ou complexidade quanto o abajur da minha sala, só que o meu abajur pelo menos tem uma função factível e com a qual é possível se relacionar.

SPOILER: Esse filme é tão década de 80 que eles terminam o filme comendo um cachorro-quente em NY.

Uma das coisas nas quais A Torre Negra mais encaixa nesse clima “filme da década de 80” é na representação feminina. Eu posso estar errada mas, pelo menos no primeiro livro, Jake Chambers mal fala da família e da mãe. No filme optou-se por ter uma mãe (a maravilhosa Katheryn Winnick, de Vikings) e matá-la como maneira a motivar Jake – motivação essa desnecessária, já que desde que descobriu o seu chamado ele sentou na primeira fileira do trem do heroísmo e escolheu a janela. Mas o que é um filme de sci-fi/fantasia sem uma personagem feminina ser queimada vida, não é mesmo? Temos também o clichê/estereótipo da mulher asiática mística na presença de Arra, uma personagem que tem poderes similares ao de Jake, que é literalmente a “gatekeeper” e que também morre pelas mãos de Flag. Bingo! o/

Vale a pena assistir A Torre Negra? Olha, ver Idris Elba gigante numa tela de cinema sempre vale a pena. Verdades a parte, se você colocar de lado que é uma adaptação, e entrar na história com a mentalidade de que esse é um filme medíocre da década de 80 que hoje virou clássico só porque os meninos gostaram quando criança, então talvez. Caso contrário, é melhor esperar até os direitos do livro estarem novamente no mercado e alguém fazer uma adaptação em série de televisão para a HBO. Fica aí a dica, que tal substituir Confederate por A Torre Negra?

Toda Frida – Representatividade e Girl Power em Linha de Roupas!

Quando você é nerd, ou só gosta de um filme/quadrinho/série, e quer comprar uma camiseta com a sua personagem feminina favorita, essa missão pode acabar se tornando um grande fracasso. Por isso, aqui no Collant, a gente adora a Toda Frida.

Pra quem não está ligando “o nome à pessoa”, a Toda Frida é a loja que transforma as ilustrações maravilhosas do Fight Like a Girl, da Kaol Porfírio, em camisetas e moletons. A coleção traz uma variedade imensa de personagens, cobrindo tanto o mundo dos filmes, como séries de televisão, animes, animações, quadrinhos, videogames e mulheres reais também!

Uma das coisas mais legais da marca é que ela se preocupa de verdade com representatividade. Além de usar modelos “reais”, mulheres que caminham entre nós mortais, que não nos encaixamos no padrão passarela de corpo, ela também tem do tamanho PP até o 3G!

A gente fez uma seleção das nossas estampas favoritas, todas transbordando GRL PWR!

Crystal Gems

Para o dia em que você precisa dazamigas para vencer o mal.

Nina Simone

Para o dia em que você acorda no clima de música e inspiração.

Max e Chloe

Para quando você lembra que apesar de tudo… Amor. <3 

Kamala Khan

Para o dia em que você acorda super-heroína, mas com os problemas de uma adolescente normal.

Hermione

Para o dia em que você acorda mágica, mas sabe que vai precisar de mais do que isso na prova da faculdade.

Mulher Maravilha

Quando você sabe que é poderosa, maravilhosa e chuta bundas como ninguém.

Arya Stark

Para os dias em que você vai precisar de muito mais do que a sua carinha bonita pra vencer a lista de to-dos.

Rey

Para os dias em que vão parecer jornadas inteiras em galáxias distantes. 

Tempestade

Porque você é a rainha da p***a toda e todo mundo sabe disso.

Marie Curie

Para os dias em que você sente que vai deixar um rastro de descobertas fabulosas.

011

Para o dia em que sair da cama precisa da força de atravessar para um outro universo.

Commander Shepard

Para os dias em que você está no clima de salvar a galáxia – e fazer isso com estilo.

Malala

Para o dia em que tudo parece ruim e você precisa de um pouco mais de esperança.

Lá no site da Toda Frida tem mais um monte de opções de heroínas – reais ou não! Então corre lá e já garante a sua!