BGS 2017: Lista de games para jogar e se divertir na #BGS10

Semana de Brasil Game Show na Expo Center Norte em São Paulo e, nós, do time Collant estamos cobrindo as novidades de games e de desenvolvimento indie no Brasil que estão acontecendo pelo evento — além do Guardiãs na Pipoca ao vivo na BGS nos próximos dias. Por isso, tivemos o privilégio de visitar alguns stands no dia da imprensa (quarta-feira) e fazer uma lista de jogos de triple AAA famosinhos para prestar atenção esse ano na BGS.

Uncharted: The Lost LegacyPoster de Uncharted com as personagens Chloe Frazer e Nadine Ross

O exclusivo para PS4 está arrasando esse ano com duas personagens femininas E NÃO BRANCAS no papel principal, o que enche meu coraçãozinho de alegria. O cenário principal é a India, onde Chloe Frazer e a mercenária Nadine Ross buscam um artefato lendário para um cliente. Ao longo do jogo, acontecem altas tretas e elas deverão trabalhar juntas para sobreviver a um inimigo em comum.

O jogo já foi lançado em agosto, porém ele está disponível no stand enorme da Playstation para a galera que ainda não comprou.

Assassin’s Creed Origins

Poster de Assassin's Creed Origins com o fundo temático no Egito Antigo

Prepare-se, porque na Ubisoft está acontecendo uma viagem incrível para o Egito Antigo para conhecer o nascimento da Irmandade dos Assassinos em Assassin’s Creed Origins. Nós jogamos agora com Bayek e conheceremos como a sua jornada por vingança o levará até a Irmandade. Você vai poder vivenciar o modo história com tumbas, pirâmides e o jogo está incrível! O stand está muito bonito e temático, por sinal! <3

Cuphead

Poster de Cuphead com um Boss no fundo e os personagens Cuphead e Mugman à esquerda

A expectativa desde a BGS de 2015 foi saciada com Cuphead finalmente lançado mês passado. Só em outubro, o jogo teve 500 mil unidades vendidas na Steam. Então, se você gosta de referências de cartoons dos anos 30 e jogos desafiantes, você provavelmente vai amar/odiar Cuphead. No game, você é Cuphead – dá pra jogar com o Mugman também no modo multiplayer local – e você faz um pacto com o diabo enquanto apostava num cassino. Para aliviar seu pacto, você terá que caçar todas as almas que puder para o diabo durante as missões.

Você vai poder jogar Cuphead no stand da Xbox, do ladinho do stand da Playstation.

Star Wars: Battlefront II

Poster de Star Wars BattleFront 2

Após o Beta ser lançado para o público – e nem tanta gente assim poder testar no PC, assim como eu -, estávamos esperando jogar Star Wars BattleFront II nos consoles. No stand coletivo da EA + Capcom + WB Games você poderá desfrutar um pouco do que será o próximo jogo da franquia BattleFront.

Destiny 2

Poster de Destiny com três personagens com armas do game à direita

Seguindo a mesma linha de estreias de modos Beta recentemente, o público amou Destiny 2 e seu cenário apocalíptico com várias opções missões e armas novas para jogar com os migos e as migas. Destiny 2 está no mesmo stand de Call of Duty: World War II e você poderá jogar o modo multiplayer no Crisol junto com outros visitantes do evento.

 

Então é isso! Se planeje antes de ir para o evento para jogar e divirta-se! E acompanhem nossos stories no Instagram para mais notícias e novidades da #BGS10.

Machismo nos Games | Cosplayer sofre ataques por causa de concurso

Neste domingo, a BGS lançou um concurso em suas redes sociais: Aproveitando que Hideo Kojima vem para o Brasil, o evento ia permitir que um dos fãs tivesse a chance de entregar a ele o Lifetime Achievement Award. Para escolher quem seria o sortudo, os fãs precisavam postar uma imagem no twitter com #KojimaNaBGS, a imagem com mais curtidas até o final de setembro seria a vencedora.

Até aí, tudo bem. Não é de hoje que eventos lançam concursos assim, da mesma forma que não é de hoje que os fãs tentam fazer as imagens mais criativas para ganhar. Infelizmente, também não é de hoje que parte da comunidade gamer é machista e destila seu ódio em qualquer oportunidade.

A cosplayer Laura Pyon, grande fã do trabalho de Hideo Kojima, resolveu participar com um desenho. Por ser cosplayer e gostar da personagem Quiet, Laura falou que compartilharia as fotos que faria do cosplay com as pessoas que a ajudaram a ganhar. Nada disso era um problema ou contra as regras da BGS.

Mas nós sabemos bem que, para o ódio, não precisa de muito motivo. Não demorou para que Laura começasse a receber ataques e ameaças de pessoas da comunidade gamer. No grupo do facebook Metal Gear Legacy Brasil, um dos caras queria entrar no concurso e ganhar, mas achava um absurdo uma “cosplayer” que, de acordo com o julgamento dele, nem era fã, ganhasse. Porque de alguma forma, esse cara achava que a opinião dele era mais importante do que a das inúmeras pessoas que estavam dando likes em vários tweets de quem estavam concorrendo.

 

 

 

As pessoas desse grupo, como vocês podem ver nos prints (e são só alguns), achavam que elas tinham total direito de perseguir uma pessoa na internet, mandar xingamentos, ofender e praticar ciberbullying só porque é uma “moça cosplayer”. O machismo na comunidade gamer, como dá para perceber, ainda é muito forte e presente. Mulheres são consideradas “menos fãs” só porque são mulheres, se fosse um homem cosplayer, a recepção seria bem diferente, se houvesse xingamentos, eles não seriam relacionados ao gênero da pessoa.

Há uma grande arrogância por parte da comunidade, que acha que pode se dizer mais fã ou não, acha que pode ditar quem é fã de verdade ou não. A arrogância em si se torna um problema quando eles também se sentem no direito de agredir uma pessoa dessa forma. Era um concurso e Laura não quebrou as regras, se quer ganhar, tente juntar conhecidos para te divulgarem e ganhar de forma justa. Um gamer deveria saber a diferença de jogar justo e usar cheat. Mesmo que Laura estivesse quebrando as regras, o que não foi o caso, assédio nunca é aceitável.

A BGS foi informada do incidente, isso fez com que os agressores fossem eliminados da competição. O problema é que a BGS, em um primeiro momento, também desclassificou Laura do concurso. Isso foi uma decisão muito errada, não só ela não estava infringindo nenhuma regra, como não há nenhum problema em fazer fotos de cosplay de um personagem que você gosta.

Mas depois de um tempo, a BGS se posicionou novamente, como vocês podem ver na declaração abaixo. Os agressores continuariam fora da competição, mas Laura poderia voltar a participar, já que ela foi a vítima e não fez nada de errado. A postura da BGS foi muito boa, reconhecendo as pessoas que realmente precisavam ser repreendidas. Que a atitude do evento seja exemplo para que outros entendam que machismo e ciberbullying não são aceitáveis, além de ser assunto sério. Não importa se você está xingando uma imagem no computador, é uma pessoa que está do outro lado e merece respeito.

Esse caso serve para percebemos como a comunidade gamer precisa melhorar muito. Há algumas coisas que precisamos refletir sobre o ocorrido. Por mais que esses casos não sejam isolados, aconteçam com alguma frequência e deixem muitas mulheres com medo de fazer parte da comunidade, ainda há muitos que acreditam que pessoas que fazem isso são exceções, que “tem problemas” e não representam o todo.

Obviamente eu não estou dizendo que toda a comunidade gamer é composta por pessoas assim, mas é uma parte grande o suficiente para que esses casos ainda aconteçam e façam todas as mulheres terem medo. Laura sofreu com o que aconteceu por ser mulher, porque o machismo é tóxico o suficiente nesse meio para chegar nesse ponto absurdo por causa de uma competição. As pessoas que fizeram isso sabiam exatamente o que estavam fazendo, por isso esses assuntos devem ser tratados com seriedade e não como exceção.

Por isso é ainda mais importante que a BGS tomou essa postura. A internet dá uma impressão perigosa de que o que acontece nela não é sério e sem consequências. Isso precisa parar, porque não dá mais para que as mulheres da comunidade gamer vivam com medo de qualquer coisa, só porque querem participar de campeonatos, falar de seus jogos preferidos ou participar de concursos.

Eu fui: Brasil Game Show 2016

A Brasil Game Show, a maior feira de de games da América Latina, está na sua nona edição. Ela vai até o dia 5 de setembro e há vários stands e jogos para os visitantes testarem. Apesar da feira parecer ter menos lançamentos que no ano anterior, ainda tem muita coisa interessante para ver.

Não tive nenhum problema para entrar e esse ano consegui aproveitar melhor os jogos do que no ano passado. Como sempre, há várias opções de stands para os visitantes aproveitarem: Ubisoft, Sony, Microsoft, Warner, Área Indie…

A minha primeira parada foi o stand da CD Projekt Red, que estava bem localizado e chamativo. Depois do sucesso de Gwent, jogo de cartas do The Witcher 3, a empresa resolveu fazer uma versão online e conseguimos testar um pouco. São quatro opções de baralho, o jogo está todo em português e a experiência é muito divertida. É um pouco difícil pegar o jeito no começo, ainda mais para quem nunca jogou, então espero que eles pensem em uma parte de tutorial para o começo do jogo. Várias regras continuam as mesmas, mas algumas coisas foram mudados. O jogo está bem divertido, recomendo e mal posso esperar o beta!

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Eu fui: Brasil Game Show 2015

A Brasil Game Show é a maior feira de games da América Latina, ela sempre acontece no Expo Center Norte e mostra as novidades dos mundos dos jogos pro Brasil, que é um dos países no mundo que mais consome videogames.

O evento acontece do dia 08 até dia 12 de outubro, sendo que o primeiro dia é fechado para imprensa e negócios. Hoje eu e a Rebeca fomos dar uma olhada no evento e nas novidades.

Falando do evento em geral, achei esse ano um pouco mais cheio que no ano passado. Em 2014 as filas eram menores e não desisti de jogar nada que queria, esse ano acabei abrindo mão de Dark Souls 3 (pois é, triste) porque não dava pra ficar esperando lá e ver todo o resto. Isso pode significar que a BGS tem aberto mais espaço para blogs e canais menores conseguirem ter acesso ao dia da imprensa, o que é bem legal porque nesse meio a gente sabe que nome muitas vezes acaba contando mais que qualquer outra coisa.

Esse ano vi várias pessoas gravando gameplays, o que foi bem legal porque ano passado não podíamos subir com câmeras nas áreas de jogos. Porém, senti falta de mais anúncios, ano passado fiquei boa parte do tempo em um dos stands só vendo anúncios de jogos com seus diretores, esse ano acho que só teve (por enquanto) um na Sony e outro em um stand que não consegui ver qual era.

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Na entrada já aparecem os stands maiores, como Activision, Ubisoft, Sony, etc. Ao lado disso tinha um pavilhão voltado à internet, então vimos stands do Youtube, Azubu, IGN, etc. Depois da praça de alimentação tinha algumas lojas e a área Indie, que infelizmente fica afastada do resto.

Antes de falar dos jogos que consegui testar e sugestões pra galera que vai nesses próximos dias, preciso fazer uma reclamação que sempre volta quando vou em eventos geek/nerds: Booth Babes. Em 2015 esse tipo de evento ainda encontra a necessidade de colocar mulheres com roupas curtíssimas e coladas em seus stands para atrair público. Não sei se preciso falar o óbvio, mas isso não é legal, objetifica a mulher que tá ali e assume que todo o público de jogos é homem cis hétero, o que não é verdade. É ofensivo e me faz girar os olhos toda a vez. Vou dar alguns pontinhos porque, de todos os eventos que já fui, a BGS desse ano tinha as Booth Babes “menos piores”, mas só vou parar de reclamar quando não tiver mais nenhuma, tá certo? Sério migo, tá feio, pare.

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