Thor: Ragnarok | Crítica

Havia uma boa expectativa para esse novo Thor. Taika Waititi é um bom diretor, os trailers estavam agradando aos fãs, o filme parecia que ia abraçar a comédia e, até certo ponto, o brega. Independente de gosto pessoal, é uma fórmula que boa parte dos fãs da Marvel tem gostado cada vez mais.

Thor está tentando impedir o Ragnarok. Depois que descobre que Loki está no lugar de Odin, ele e o irmão vão até a Terra buscar o pai. O problema é que Hela, a deusa da morte e filha mais velha de Odin, aparece. Agora Thor e Loki terão que impedí-la de tomar Asgard e destruir todo o seu povo. Essa crítica não tem spoilers.

O tema que as pessoas mais tem falado é o quão engraçado o filme é. Todo mundo sabe que a Marvel sempre puxa o humor, além de que todo mundo já deveria saber que piadas e humor não faz um filme bom ou ruim. No caso de Thor, especificamente, o humor sempre ajudou. O segundo filme é o que puxou mais para o lado do sério e também o que menos funcionou. Um dos grandes acertos de Thor: Ragnarok é abraçar esse aspecto de não se levar a sério demais.

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Mãe! | Crítica

Mãe! é um filme que tem dado o que falar nos últimos tempos. Aparentemente, é impossível sair do cinema sem uma opinião forte, você ama ou odeia. Antes de chegar na minha opinião pessoal, vou procurar fazer a crítica mais objetiva possível. Por enquanto, não vou falar de nenhum spoiler.

De fato é complicado falar sobre o que o filme é sem estragar a experiência, mas basicamente: Jennifer Lawrence, a mãe, (os personagens não têm nome, então vou usar o dos atores algumas vezes) mora nessa casa, no meio do nada, junto com seu marido, Javier Bardem, um poeta que está há algum tempo sem conseguir escrever. Mãe está reconstruindo a casa, que foi queimada e fez o marido perder tudo. Eles aparentemente vivem bem, até que Ed Harris, que é médico, chega na casa e é convidado a ficar lá pelo poeta. Mãe não fica feliz, e as coisas pioram quando a esposa do médico, Michelle Pfeiffer, também chega na casa.

Assim como a mãe, nós estamos perdidos nos inúmeros acontecimentos que vão acontecer ali. A câmera sempre acompanha Jennifer Lawrence, às vezes parado em seu rosto, outras vezes mostrando o que ela está vendo. Um dos grandes pontos positivos do filme é a atuação de Jennifer Lawrence, que coloca a emoção necessária em cada cena, dando movimento inclusive para momentos que são mais longos do que precisariam ser. As atuações como um todo se destacam, por mais que em boa parte do filme você não entenda porque os personagens agem de determinada forma, a atuação é o que faz o passo do filme não se perder.

Por outro lado, os personagens não tem profundidade. Sim, eu sei que há todo um significado por trás da história do filme e da identidade daqueles que estamos vendo, mas em termos de arco do personagem, a maioria deles termina no mesmo ponto em que começaram. Eles não passam de peças para o significado final da obra, o que até funciona, porém não vai além, não vemos mudanças e quando elas parecem que vão acontecer, principalmente com a protagonista, a personagem apenas volta para o ponto de seu arco que estava no começo.

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Novas Imagens e Comentários de Ava Duvarney sobre sua adaptação de Uma Dobra no Tempo.

A Entertainment Weekly liberou fotos e uma entrevista com Ava Duvarney, diretora da nova adaptação de Uma Dobra no Tempo, livro da escritora Madeleine L’Engle.

Uma Dobra no Tempo, que aqui foi publicado pela Rocco Jovens Leitores, segue a história de Meg e seu irmão Charles cuja vida muda quando seu pai desaparece enquanto trabalhava para um sigiloso projeto do governo. Eles entram numa aventura por diferentes fimensões, habitadas por criaturas amigáveis e seres maléficos.

Meg Murry (Storm Reid) e Calvin O’Keefe (Levi Miller)

Uma Dobra no Tempo marca a primeira vez que uma diretora negra assume uma produção de mais de 100 milhões de dólares. Essa não é a primeira adaptação do filme, em 2003 a própria Disney produziu uma versão, mas de menor orçamento.

A diretora Ava DuVernay com Storm Reid no set de filmagem.

Sobre Meg e sobre aceitar dirigir o filme, Ava disse:

A primeira imagem (que eu tinha na minha cabeça) era de uma garota negra no lugar de Meg, uma garota viajando para diferentes planetas e encontrando criaturas e situações que eu nunca tinha visto uma garota não-branca encontrar… Todas aquelas cenas acertaram na minha fantasia, e depois foi algo que Tendo Nagenda (VP de produção da Disney) me disse, que eu nunca vou esquecer. Uma das coisas que realmente me fez querer ler foi quando ele disse ‘Ava, imagine o que você faria com esses mundos’. Mundos! ‘Planetas que ninguém nunca escutou falar’, ele disse. Não existem outras mulheres negras que tenham sido convidadas para imaginar como outros planetas e universos possam ser. Eu estava interessada nisso e numa heroína que se parecesse com as garotas com as quais eu cresci.”

Mr. Murry (Chris Pine)

Chris Pine interpreta Mr. Murry, o cientista pai de Meg. Além dele, o elenco ainda possui Ophra Winphrey, Mindy Kalling e Reese Whiterspoon.

Sobre escolher quem seriam as misteriosas Senhoras Queé, Quem e Qual, Duvarney disse:

Eu queria uma Senhora negra, uma branca e uma que não era nenhuma delas e Mindy foi a primeira que me veio a cabeça. Eu sinto que nós não falamos o suficiente sobre outras etnias e culturas, e Mindy é tão bonita para mim. Sua personagem é alguem que, em seu figurino e ao trabalhar com Mindy, nós queríamos trazer um mix de estilos, culturas e costumes. (…)

(Para Senhora Queé) eu estava procurando aquela inocência, aquela coisa que Reese interpreta tão bem, mas algo com muito poder e precisão, e diversão. A personagem tem tanto humor, você realmente precisa alguém que tenha experiência e tenha feito tudo isso, e essa é Reese.(…)

Quando você está tentando escalar a mulher mais sábia do mundo (Senhora Quem), qual é a dúvida? Você vai e liga para ela e fica feliz que você tem o número dela na discagem rápida. A personagem é muito do que ela ela (Ophra) te ensina através da sua revista e da OWN (rede de televisão da Ophra), sobre ter a sua própria luz e conquistar a escuridão, e sobre como nós temos que empoderar a nós mesmos nessa vida de uma certa maneira, e cuidar uns dos outros.

Senhora Qual (Oprah Winfrey)
Senhora Quem (Mindy Kaling) 
Senhora Queé (Reese Witherspoon)

Você pode ler toda a entrevista, em inglês, no site da Entertainment Weekly.

O filme estréia dia 18 de Março de 2018!

Fim De Semana | 4 Dicas de Filme, Séries e Quadrinho para curtir o sofá.

Eu tenho passado a semana embaixo de camadas de roupas e as noites em baixo de cobertores, a queda da temperatura foi tão drástica quanto a minha vontade de passar o fim de semana inteiro embaixo do edredons jogada no sofá. Mas, mesmo se você não mora num dos estados brasileiros onde a temperatura veio a baixo, ainda pode curtir algumas dessas dicas para ficar tranquilo no final de semana.

OKJA

Dirigido por Bong Joon Ho, e com uma lista gigante de atores famosos, Okja conta a história de Mija, uma menina que arrisca tudo para para salvar seu melhor amigo, um animal mutante chamado Okja, das garras de uma corporação multinacional que quer usá-lo como alimentação. Okja promete fazer você pensar sobre o modo como nos alimentamos, sobre a indústria alimentícia e também promete fazer você chorar rios. Bong Joon Ho é um dos meus diretores favoritos, e Okja é uma produção original Netflix.

Brooklyn 99

A série acompanha o a delegacia do distrito 99 do Brooklyn enquanto eles tentam desvendar assassinatos e outros crimes. A série tem, talvez, o elenco mais diversos dessas comédias de escritório e isso reflete muito na qualidade do humor apresentado. Dos meus criadores de The Office e Parks and Recreation, Brooklyn 99 com certeza é a pedida caso você queira passar o fim de semana rindo até a barriga doer. A terceira – e ótima – temporada acaba de chegar ao Netflix.

As Empoderadas

O quadrinho escrito e desenhado pela Germana Vianna, conta a história de três desconhecidas que ganham poderes espetaculares e precisam se unir para não só lutar contra o crime, mas também para conseguir manter suas vidas funcionando com essa virada do destino. O primeiro arco de história já foi terminado, e você pode ler essa belezinha através do Social Comics!

Chicago Typewriter

Vamos curtir a bad do friozinho debaixo da coberta? Então vamos. Chicago Typewriter conta a história de três amigos em duas encarnações diferentes. Unidos pela amizade e pelo amor pela Coréia, Soo Jin-O, Jean Seol e Han Se-Joo são três combatentes rebeldes durante a Segunda Guerra Mundial lutando contra a invasão japonesa. No presente, Han Se-Joo é um escritor de sucesso e Jean Seol é uma ex-esportista de tiro assombrada por memórias de sua vida passada. Um drama histórico, sobre amor, amizade e sacrifício que cai facilmente num TOP 3 dos meus doramas favoritos. Você pode assistir no Viki.com.

Bom Fim de Semana! 😉

Edgar Wright, Twin Peaks e Mulher-Maravilha: A Frustração Que Vem de Esperar Mais.

Com o lançamento de Em Ritmo de Fuga (Baby Driver), de Edgar Wright, se aproximando eu tenho cada vez mais pensado sobre o sentimento de frustração que cresce toda vez que um diretor que eu gosto lança algo novo. É muito difícil que o anúncio de algo novo não venha carregado com um mix de felicidade, esperança e a certeza de que minhas expectativas não serão alcançadas. 

Edgar Wright é um dos poucos diretores dos quais eu realmente acompanho a carreira. Spaced, A Trilogia do Corneto e Scott Pilgrim Contra o Mundo são alguns dos meus filmes favoritos – Hot Fuzz, o segundo na trilogia, figurando facilmente dentro de um TOP 10. Eu adoro o ritmo da narrativa, os roteiros, a direção e os personagens… O problema está exatamente no tipo de representação que Edgar Wright sempre traz para a tela: o protagonismo masculino e branco. Com exceção de Spaced, série da qual já falei aqui, todos os seus protagonistas são masculinos, todos brancos. E se pararmos para analizar as personagens femininas, mesmo que secundárias, a situação não foge muito do papel de “musa-com-algo-a-mais”. 

Baby Driver parece tudo aquilo que eu amo no cinema: um filme de ação, com personalidade, cenas de perseguição, humor, a edição divertida e inteligente dos filmes de Wight mas, infelizmente, também vem novamente com o protagonista masculino e branco. E a sensação de frustração vem exatamente disso, porque por mais que eu ame o trabalho dele como diretor, por mais que eu vá assistir ao filme provavelmente na primeira semana de lançamento, eu vou sair do cinema invariavelmente frustrada.

Frustrada porque é exatamente por saber o quão incrível Edgar Wright é como diretor que me dói vê-lo contar sempre a mesma história, sempre com o mesmo protagonista. 

Há argumentos para dizer que Spaced, A Trilogia do Corneto e Scott Pilgrim tem protagonistas com personalidades diferentes, mas no fundo ele conta apenas a narrativa predominante porque seja o protagonista um nerd, um policial ou um desempregado, no fim a narrativa é aquela que a gente vê se repetir ad infinitum na mídia. E eu quero mais, quero vê-lo contar histórias que saiam do seu lugar de conforto, histórias de personagens que não sejam de certa maneira um espelho dele e de suas experiências. Eu vejo todo o potencial narrativo e criativo de Wright e me pergunto porque Baby Driver não tem uma protagonista feminina, ou porque baby não é um rapaz negro, ou asiático ou porque os seus filmes são sempre tão heteronormativos. 

Essa é uma sensação que se repete com quase todos os diretores que gosto e acompanho, como Adam MaKay por exemplo, e é a mesma frustração que me faz assistir Mulher-Maravilha e querer que tivéssemos mais mulheres e mais diversidade na tela. Criar algo novo, ou quando se trás de volta algo já conhecido, deveria sempre significar ir em frente. Star Wars trouxe o Rey e Finn, e por mais que ainda seja uma abordagem tímida, deixa a sensação de que mesmo que lentamente nós estamos caminhando para frente, ao invés de regredir. A Marvel finalmente me passou a sensação de ir além do seu passado com o trailer de Pantera Negra, mas ainda é pouco e ainda é tímido. Voltar ao mundo torto e bizarro de Twin Peaks tem sido uma batalha constante, como pode depois de 25 anos os mesmos padrões e clichês de personagens femininas se repetirem, e por que eles parecem estar ainda piores do que antes?

FBI Agent Tammy Preston: Em Twin Peaks não dá para ser agente do FBI e não ser super sexy.

Quando discuto nas minhas aulas ou palestras sobre a narrativa única e a importância de contar outras histórias que não a branca e masculina, o que eu procuro incentivar nas pessoas é exatamente querer mais, esperar mais. Como criadora de conteúdo ficcional eu não vou querer me prender a uma fórmula padrão, eu vou querer ir além, porque se nós temos tantas histórias no mundo, tantas pessoas, tanta diversidade, porque limitar a minha caneta àquela que é branca, masculina, heterosexual e cis? Por que me limitar criativamente?

Edgar Wright não é um diretor ao pé de igualdade de Scorcese, não no que diz respeito ao que ele tem liberdade para colocar na tela (já que em questão de qualidade, polêmica: eu prefiro Wright), então é entendível que para ele existam limites maiores de produção. Mas a sensação que fica é a que existe todo um potencial, uma inovação narrativa que podia ser expandida para além de uma montagem rápida e divertida, além de diálogos bem escritos e cenas de ação engraçadas e bem dirigidas, uma inovação que podia trazer mais diversidade. E se ele não se limitar à narrativa branca e masculina, imaginem as histórias incríveis e ainda mais inovadoras que ele poderia trazer para a tela. 

Gal Gadot Responde: “Mulher Maravilha é feminista, claro.”

Durante uma entrevista à Entertainment Weekly sobre o Mulher Maravilha, Gal Gadot se deparou com uma pergunta que virou moda entre os repórteres que cobrem entretenimento: Mulher Maravilha é feminista? A resposta de Gadot não podia ser melhor.

Mulher Maravilha é feminista, claro. Eu acho que as pessoas são equivocadas sobre o que o feminismo é. As pessoas acham que feminismo é sobre axilas cabeludas e mulheres que queimam sutiãs. Não é isso. Para mim, feminismo é sobre igualdade e liberdade, e mulheres escolhendo o que a gente quer fazer. Se é por salários, então somos pagas o mesmo que os homens. Não é sobre Homens vs Mulheres, ou sobre Mulheres vs Homens.

Gadot foi além e falou sobre como ela queria que isso aparecesse na tela.

Era importante para mim que a minha personagem nunca fizesse sermões sobre como homens devem tratar mulheres. Ou sobre como mulheres devem se perceber. Era mais sobre brincar com o fato dela não saber como a sociedade funciona.”Como assim  mulheres não podem ir ao Parlamento? Por que?”

É só lembrar todo mundo sobre como as coisas deveriam ser. Eu queria interpretar o “peixe fora d’água”, mas eu não queria fazê-la muito boba.

Passar uma mensagem positiva usando a falta de conhecimento da Mulher Maravilha sobre como a nossa sociedade funciona não é novidade. Esse é um dos meus aspectos favoritos sobre o filme animado de 2009, e da série da Liga da Justiça, é que os dois estão cheios de momentos incríveis em que Diana mostra como muitos dos valores da nossa sociedade, valores ligados à mulher, são absurdos. 

Em tempos de Meryl Streep, interprete de uma feminista, tentando ao máximo se distanciar da palavra feminismo, ver Gadot falar tão diretamente que a Mulher Maravilha é feminista é ótimo. Eu diria que se você quer queimar sutiãs, você pode. E se você não quer depilar as axilas, também está ótimo, porque feminismo é exatamente sobre dar liberdade para as mulheres fazerem o que elas quiserem. Seja lutar por salários iguais, seja pagar menos numa lâmina de gillette.

Eu sempre achei muito doida essa coisa de perguntar para celebridades se elas são feministas ou não. Mais do que ajudar, esse tipo de pergunta acaba inibindo e colocando essas mulheres em cantos dos quais, muitas vezes, é difícil sair. Mas não dá pra negar que a cultura pop ajudou muito à colocar o feminismo como um tema nas nossas conversas do dia-a-dia, e é ótimo ver a equipe por trás de um dos maiores ícones feministas dos quadrinhos não se esquivar da melhor resposta.

(via The Mary Sue)

As Primeiras Reações ao Filme da Mulher Maravilha são Fantásticas!

Segura coração, estamos a exatos 14 dias do lançamento de Mulher Maravilha! São duas semaninhas para vermos a amazona mais maravilhosa dos quadrinhos arrebentando as telas e as primeiras reações, de críticos americanos, já começaram a chegar à internet.

Eu, que depois de Batman v Superman e Esquadrão Suicida, me mantinha um tanto cética ao filme – mais uma maneira de auto-proteção do que qualquer outra coisa – estou cada dia mais na loucura pra esse lançamento. Mulher Maravilha é o primeiro longa de super-herói em que a protagonista solo é uma mulher, o que por si só já faz o filme carregar uma carga pesada de todos os sentimentos do mundo, mas ele é também visto como o possível ponto de virada para o Universo Cinematográfico da DC, o que também acumula muitas expectativas.

Muitos dos críticos destacam o quão corajoso e emocionante o filme é, eu espero de coração que isso queira dizer que eles fizeram um filme de guerra fantástico, e que a Diana esteja tão maravilhosa como nós sabemos que ela é. Eles também não cansam de elogiar Gal Gadot no papel – a gente já sabia que ela tava maravilhosa desde que roubou a cena em BvS, mas é sempre bom ler isso.

Caso você ainda não tá no trem do hype, estamos fazendo uma parada especial para você entrar.

Minha reação ao filme da Mulher Maravilha: emocionante, poderoso, corajoso, épico, simplesmente maravilhoso e – o melhor de tudo – absolutamente empoderador. -ReelVixen
Eu amei Mulher Maravilha. O primeiro ato é um pouco devagar, mas é otimista, emocional e engraçado. Melhor filme da DC até agora. – Bleacher Report
Feliz em reportar que Mulher Maravilha é incrível e Gal Gadot é fantástica. A queimica dela com Chris Pine é magnética. Absolutametne recomendado. – Collider
Estou finalmente liberada para dizer: Eu amei #MulherMaravilha! Eu chorei a vendo lutar. As Amazonas chutam bundas! #ElaéMulherMaravilha – Coming Soon
Mulher Maravilha é o filme da DC que eu vinha esperando. É emocionante, inspirador, engraçado e tem algumas verdadeiramente incríveis cenas de ação. – io9 e Gizmodo
Amei Mulher Maravilha. Ela me lembra do Superman de Christopher Reeve’s: verdadeiro super-herói, sem angústia ou cinismo, que é o que precisamos agora. – Uproxx
Estou muito feliz em reportar que #MulherMaravilha é o melhor filme da DC desde O Cavaleiro das Trevas. Já estou esperando para ver de novo. – Coming Soon
#MulherMaravilha é o melhor filme do DCEU até agora. O coração da Diana de Gal Gadot empodera ele, e a mudança de mítico para uma história da Primeira Guerra funciona muito bem. – Cinema Blend
Mulher Maravilha é ótimo. Meu favorito dos filmes recentes da DC. É destemido, engraçado, bem escrito e fodão. Gal Gadot arrasa. O seu laço é incrível. – Fandango
#WonderWoman é com certeza o melhor filme do DCU até hoje! O filme é TAO BOM. Eu absolutamente amei! Bravo! – The Wrap

De quebra, fiquem com esses dois pôsters do filme, um liberado ontem, o outro um pôster chinês que reune os principais personagens do filme.

Mulher Maravilha estréia, no Brasil, dia 1º de Junho.

(via io9)

Her Universe lança coleção da Mulher Maravilha, queremos todas.

Estamos no chão com esse lançamento da Her Universe para o filme da Mulher Maravilha – quero tudo, quero todas. As peças variam entre 30 – 90 dólares, salgadinho se você mora no Brasil e a loja até entrega no Brasil, mas fica ainda mais caro.

Vamos chorar juntas com essas lindezas.

Oi jumper, te quero. 
Apaixonada nessa jaqueta, que é ótima praquele clima nem frio nem quente da CCXP. Também quero ser Filha de Themyscira.
Pro inverno, jaqeuta de couro super estilosa que passe por civil tranquilamente.

Macacão básico do amor.

Pro dia que você quer ser guerreira, mas também quer ser diva.
Vestido para aqueles dias em que você quer sair de cosplay, mas não pode.
Ele é tão mágico que é VICE-VERSA <3 Praticidade nota 10.

A MINHA FAVORITA – QUERO ESS SAIA AGORA.
ELA BRILHA NO ESCURO, QUERO.
Meu aniversário é em julho. Só dizendo. ;)As pe

 

Três Coisas que Eu Quero Muito Ver em Mulher Maravilha (2017)

Ainda estamos entrando em meados de Maio, mas o hype pra Mulher Maravilha já existia antes mesmo deles terem anunciado Gal Gadot como a princesa guerreira. Nesses últimos dias antes do lançamento mais aguardado do ano, eu me pego pensando em tudo que eu quero, e não quero ver em no longa. MAS, por hoje, eu resolvi enumerar apenas as três principais coisas que eu mais quero ver no dia 1 de Junho – mesmo que eu saiba que vai ser muito difícil de se concretizar.

Um Filme de Guerra

Quero ver a primeira guerra, quero ver guerra amazona. Quero ver aquelas minas tudo chutando todas as bundas, com lança, espadada, laço da verdade e tudo que se tem direito. Quero que as cenas sejam como seriam as cenas de guerra em filmes com protagonismo masculino, mas que elas levem em consideração que é uma mulher que está na guerra – sem diminuí-la à um símbolo sexual. E quando eu digo que é preciso levar em consideração que é uma mulher que está na guerra não é para deixá-la frágil ou como donzela em perigo, é para que o file realmente coloque a visão de uma mulher sobre toda aquela violência, não o que um homem acha que uma mulher veria naquilo.
Quero ver Diana salvando o Steve Trevor da morte iminente, quero vê-la salvar um bando inteiro de soldados. Quero ver uma história que seja original, mas que também se baseie na história real da guerra. Espero que a história não vilanize só um dos lados da primeira guerra que, em termos históricos, foi muito mais complexa do que o bem vs nazistas da Segunda Guerra Mundial.

Amizade Feminina


Os trailers mostraram que teremos muitas amazonas em cena, então nada mais normal do que esperar que nós vejamos todo tipo de amizade entre elas. O relacionamento de amizade entre mulheres é geralmente representado apenas de uma maneira: nós nos amamos, comemos e gritamos juntas. Mas existem tantos tipos de amizades femininas como de amizades masculinas, por isso eu espero ver Diana ter amigas que: vão correr para ajudá-la a qualquer hora, aquela que aparece só na hora de fazer guerrinha de espada, a outra que gosta de cavalgar na praia junto, aquela que gosta mesmo é de virar o tação de vinho ao luar, a mina que não gosta muito de você, duvida de você mas que na hora da porrada vai correr e matar ao teu lado. Tem também a Etta Candy que, pelos trailers, parece assumir o cargo de BFF da Diana quando ela chega ao continente. Acho que ela vai ser um pouco diferente da versão original da personagem, mas também tô doida pra ver o que eles estão fazendo com ela.

Uma Themyscira Que Não Seja Heterossexual


EU SEI, MAS ME DEIXA SONHAR, OK? Eu queria muito, mas muito mesmo ver a Themyscira que a gente sabe que ela é. Mulheres morando por séculos sozinhas, sem nenhum homem por perto e convivendo sozinhas é óbvio assumir que elas também estão há seculos desenvolvendo relacionamentos românticos entre elas mesmas. Ver a MM como bissexual seria mais uma cereja no bolo, mas eu acho que isso a gente não consegue ver nesse filme. Eu não sei qual a liberdade que a diretora teve de dar sugestões ao roteiro, e eu não sei quanto os roteiristas do filme puderam – ou tiveram a pré-disposição – de abordar essa faceta tão óbvia e esperada da ilha das amazonas, mas ia com certeza ser incrível ter Mulher Maravilha não só como o primeiro filme de uma super-heroína à chegar as telonas (sim, eu estou desconsiderando Elektra), mas também como o primeiro filme de super-herói à trazer uma representação de relacionamentos homoafetivos – no caso, lésbicas e bissexuais.

Muito se espera de Mulher Maravilha, mas por enquanto a gente fica só com as hipóteses e as nossas expectativas para o filme. O filme estréia dia 01 de Junho aqui no Brasil. <3

Mulher Maravilha: Onde está a campanha de marketing do filme? Também não sei. ¯\_(ツ)_/¯

Esta semana, enquanto esperava a sessão de Guardiões da Galáxia Vol. II começar, eu comentei que precisava ficar de olho na cabine da Mulher-Maravilha – taí uma cabine que eu não quero perder. Me perguntei que dia o filme lançava e, com isso, me dei conta que quase não vejo promoção do filme por aí. Hoje de manhã me deparei com esse texto do The Mary Sue e minhas dúvidas foram respondidas: eu não sou a única que está querendo saber porque diabos o marketing de Mulher Maravilha está quase inexistente.

Vivian Kane, no The Mary Sue, aponta algumas diferenças bem gritantes:

Olha o canal da Warner Bros no Youtube. A página de Batman v Superman tem 30 vídeos, aproximadamente metade deles tinha saído antes do fim do mês anterior ao lançamento do filme. Quase dois meses antes de Esquadrão Suicida sair, a sua página já tinha quatro comerciais de TV diferentes.

Um mês antes do seu lançamento, Mulher-Maravilha tem cinco vídeos no seu canal de Youtube. Dois deles são trailers do ano passado, e dois são experiências Google VR sobre a arte. Gal Gador está na capa da Empire Magazine com o uniforme completo , a na revista W vestida normalmente.

Desde a publicação da matéria pelo The Mary Sue, a Warner adicionou mais três vídeos ao youtube da MM, somando um total de 8. Eu sei que todo mundo fica cansado da quantidade de vídeos, fotos e todo tipo de imagem promocional dos filmes, mas a questão é exatamente essa. Ninguém aguentava mais escutar sobre todas os impropérios que o Jared Letto fez a equipe de Esquadrão Suicida passar, tinham tantos comerciais de TV que a sensação era de não precisar ir ver o filme no cinema, Batman v Superman bateu tanto na briga dos heróis que quando ela veio no filme foi quase decepcionante. Eu tenho visto mais sobre Liga da Justiça, que sai só no final do ano, do que sobre a MM.

Tem que ter coragem pra ser protagonista feminina em universo dominado por homem.

Alguns meses atrás a BoxOffice Pro fez a primeira expectativa de público do primeiro fim de semana da Mulher-Maravilha: 83 Milhões de dólares – bem menos do que a previsão de outros filmes do DCU. Homem de Aço tinha 116.6 Milhões, Esquadrão Suicida tinha 133.6 Milhões e Batman v Superman tinha 166 Milhões. Tem algumas coisas para serem levadas em consideração aqui.

O DCU está longe de ser considerado um universo de qualidade – apesar dos ganhos imensos na bilheteria os filmes fizeram menos do que se gostaria, e foram destruídos pela crítica especializada. Mulher Maravilha vai ser o quarto filme da DC, o quarto do mesmo universo já tão problemático, é de se esperar que os números sejam menores.

Dito isso, eu não consigo achar que essa diferença de 33 Milhões entre MM e Homem de Aço, um filme de 2013, não tem a ver com o fato de Mulher Maravilha ser um filme de protagonismo feminino. O mesmo pode ser dito sobre a falta de marketing com que o filme vem sofrendo há um mês do seu lançamento. Estamos em 2017, depois de Star Wars: Force Awakens, depois de Rogue One, depois de Mad Max e de todos os Jogos Vorazes, você esperaria que Hollywood tivesse entendido que filmes com mulheres protagonistas fazem dinheiro. Não foram os bonecos da Rey que encalharam nas lojas, foram os bonecos do Kylo.

A tão sonhada adaptação da Mulher Maravilha para o cinema sofre com a desculpa esfarrapada de que é “um filme difícil de se fazer, complicado” desde antes da DC pensar em criar um Universo Cinematográfico como o atual. Parece que a mesma retórica machista, sustentada numa lenda de que mulheres não curtem super-heróis e de que homens não vão ir ao cinema assistir um filme de protagonismo feminino, agora sustenta a falta de marketing do filme. Será mesmo que eles não sabem como fazer o marketing para o filme da super-heroína mais conhecida do mundo? Será mesmo que eles não sabem vender uma das integrantes da droga da tríade dos quadrinhos?

Patty Jenkins e Gal Gadot tem se esforçado para falar o tempo todo sobre Mulher Maravilha, é muito legal ver o quão empolgadas com o filme elas estão, com a diretora inclusive já tecendo considerações sobre o que ela gostaria de ver numa sequência dele. Gal publica fotos com camisetas da MM, fala sobre o filme, sobre como a personagem é uma inspiração. Patty ficou, inclusive, rodeada de cosplayers da MM e foi puro amor. Existe uma promoção para que um fã vá ao tapete vermelho do filme – mas onde está o resto?

Se você acompanha o Collant você sabe que por mais animada que eu esteja com o filme da Mulher Maravilha, eu também estou receosa. Patty Jenkins é uma diretora muito competente, mas qualquer coisa que tenha o dedo do Snyder me faz tremer de medo de ser ruim. Dizem que MM vai ser o primeiro filme realmente bom do DCU, e eu espero muito que isso seja verdade. Inclusive acho que um dos pontos de marketing que está faltando é exatamente usar o filme como um recomeço, uma fase 2, que seja, dos filmes da DC. Vou estar lá, ingressos comprados pra pré-estréia, fazendo fila em cabine e provavelmente gastando dinheiro em suvenir.

Mas nada disso vai adiantar se a Warner não acordar e não der à MM o mesmo tipo de campanha de marketing que Esquadrão Suicida ou Batman V Superman teve. Porque eu sou o público que vai sempre ver esses filmes – eu sou o público garantido. E se tem uma coisa que quem trabalha com cinema sabe, é que se você não colocar dinheiro na divulgação do filme (muitos filmes tem quase o mesmo orçamento de produção para o marketing), então só um milagre dos deuses pra fazer seu filme estourar. Eu acho que Mulher Maravilha tem potencial para superar as mais otimistas projeções do Box Office, mas pra isso a Warner precisa fazer a parte dela. Depois não me venham dizer que filme com protagonismo feminino não vende, que diversidade não vende. Por Hera que eu chuta a cabeça de quem falar isso.

Mulher Maravilha estréia dia 2 de Junho no Brasil.