Sapacoco, novo quadrinho da Netuno Press, será lançado na CCXP!

Falamos de quadrinhos de ação, terror, mas agora vamos dar uma sugestão de… Quadrinho sobre amigos imaginários. Pois é, CCXP está chegando e a variedade de quadrinhos disponíveis do beco dos artistas é grande! Vamos falar um pouco de Sapacoco.

O que acontece com um amigo imaginário quando ele não tem mais um amigo? Ele vira um imaginário? Esse é o ponto de partida de Sapacoco novo quadrinho de Márcio Moreira e Débora Santos (Pombos!), do selo Netuno Press.

Mauro e Sapacoco eram amigos inseparáveis, mas, nove anos depois, o garoto decide que está velho demais para ter um amigo imaginário. Agora, Sapacoco precisa lidar com a separação e decidir o que fazer da vida. Afinal, o que é um amigo imaginário quando ele não tem mais um amigo? Mas claro que as coisas não são tão simples assim e Sapacoco descobre que Mauro guarda um segredo… kawai!

Sapacoco é uma história sobre amadurecimento, perseguição de carros e um bar onde fantasias vão encher a cara. E só uma dessas três coisas é mentira! São vinte páginas de quadrinhos (e pelo menos um poema) impressas em risografia, nas cores azul e rosa, em formato mangá.

O quadrinho estará disponível na mesa H29 durante a CCXP 2017!

Sapacoco
24 páginas
13,5 x 20,5 cm
Impresso em risografia, azul e rosa
R$ 15,00
Selo Netuno Press
Lançamento na CCXP, mesa H29.

Bad Omen 2: Spitfire, de Alice Monstrinho, será lançado na CCXP 2017!

Há muita coisa para ver no Artist’s Alley da CCXP, inúmeros artistas talentosos, quadrinhos com histórias interessantes e artes que dá vontade de levar todas. Nós aqui no Collant sempre tentamos incentivar mais os trabalhos das mulheres que estão lá. Caso você esteja procurando por algo mais voltado para o terror, com lobisomens e brigas sangrentas, deixa eu te sugerir o Bad Omen.

Ano passado eu comprei e li o primeiro volume do quadrinho da Alice Monstrinho. Bad Omen começa contando a história de Kanayla, uma lobisomem que precisa lidar com os vampiros atacando a sua matilha. O quadrinho tem influência nos RPG de mesa de World of Darkness (Vampiro: A Máscara, Lobisomem: O Apocalipse, etc), e também de literatura de terror, como Edgar Allan Poe e Lovecraft.

A história tinha me ganhado quando eu soube que envolvia vampiros e lobisomens, mas mesmo tirando meu gosto pessoal por essas criaturas, é um quadrinho bom de ler. Além de ser curto, a protagonista tem uma jornada interessante, seu jeito sem paciência e desbocado deixa a história ainda mais divertida.

O segundo volume vai contar o passado de Barry, um caminhoneiro misterioso que aparece no primeiro quadrinho. Além disso, este volume vai contar com uma galeria de 11 artistas convidados, entre eles Alex Shibao, Priscilla Prips, Pietro Antognioni e André Meister.

Para quem ainda não tem o primeiro volume, a autora também vai estar vendendo a segunda edição dele na CCXP, com algumas mudanças e um making-off explicando o processo de criação de Alice Monstrinho. Eu recomendo muito que, caso você curta esse tipo de história, dê uma passada na mesa D39 e dê uma conferida no trabalho da Alice!

Bad Omen 2: Spitfire (segundo volume)
Lançamento: 06/12/2017
Autores: Alice “Monstrinho” Grosseman Mattosinho
Roteiro: Alice “Monstrinho” Grosseman Mattosinho e Humberto Garcia
Arte: Alice “Monstrinho” Grosseman Mattosinho
Formato: 17cm x 25,5cm
44 páginas, miolo preto-e-branco
Preço: R$30,00
Aonde comprar: Mesa D39 do artists’ alley da Comic Con Experience, de 6-10 de dezembro de 2017. Posteriormente online através do site rebelhound.weebly.com
Classificação indicativa: 14 anos (contém violência e linguagem imprópria)

Bad Omen (primeiro volume)
Lançamento: 01/12/2016 (primeira edição) e 06/12/2017 (segunda edição revisada)
Autores: Alice “Monstrinho” Grosseman Mattosinho
Roteiro: Alice “Monstrinho” Grosseman Mattosinho e Humberto Garcia
Arte: Alice “Monstrinho” Grosseman Mattosinho
Formato: 17cm x 25,5cm
40 páginas, miolo preto-e-branco
Preço: R$30,00
Aonde comprar: Mesa D39 do artists’ alley da Comic Con Experience, de 6-10 de dezembro de 2017. Posteriormente online através do site rebelhound.weebly.com
Classificação indicativa: 14 anos (contém violência e linguagem imprópria)

Sobre a autora:

Alice é uma artista de Florianópolis que adora monstros e busca dar um toque de estranheza, extraordinário e animalesco em tudo que faz. De criaturas radioativas a lobisomens, busca deixar sua marca monstruosa nesse mundo. Apaixonada por jogos eletrônicos desde criança, trabalhou como produtora de conteúdo no Portal Versus, na época o maior site sobre jogos de luta da América Latina, e no portal de notícias Garotas Geeks, que engloba matérias, cobertura de eventos geeks e vídeos de uma maneira divertida e informativa.
Fundadora do estúdio Rebel Hound em 2014, que fornece serviços de arte 2D, e formada em design de jogos pela Univali, trabalha com criação de personagens, concept art, quadrinhos e ilustração para diversas áreas de entretenimento há mais de 7 anos.
Já lançou duas publicações independentes: o artbook para colorir bilíngue Radioactive! e a história em quadrinhos de ação e terror Bad Omen, na temática de vampiros e lobisomens, que terá seu segundo volume – Bad Omen 2: Spitfire – lançado na CCXP em dezembro de 2017. A artista também leciona palestras e oficinas de pintura digital e criação de personagens em eventos como Campus Party, Olhares múltiplos Univali, SENAI, Bienal de Curitiba, Empreende Nerd e The Developers Conference.

Resenha: Estranhos, de Fefê Torquato

Estranhos foi lançada em março de 2016, após ser financiada coletivamente no Catarse. A história do quadrinho de Fefê Torquato é contada do ponto de vista de um narrador que observa moradores de um prédio. Não sabemos quem é esse personagem, mas podemos acompanhar enquanto ele vai inventando histórias para pessoas que ele vê pela janela.

O quadrinho é dividido em partes, cada uma delas mostra um dos apartamentos. Acompanhamos aqueles moradores com a mesma curiosidade do narrador, enquanto ele nos apresenta o que acredita ser real, podemos tirar nossas próprias conclusões a partir do que vemos. Temos pessoas de todos os tipos, desde o ator frustrado até a família aparentemente perfeita.

Uma das coisas mais interessantes é como o leitor se relaciona com o narrador. Afinal, não estão os dois acompanhando a vida de pessoas que não conhecem? Óbvio que para o leitor, são personagens de uma história, mas tanto quem lê como o narrador não sabem o que realmente acontece com aqueles moradores, só podemos adivinhar e observar sem sermos convidados.

Morei em prédios boa parte da minha vida, já tive essa sensação de olhar para janela e imaginar o que acontece dentro de outro apartamento. Às vezes pode ser até no mesmo prédio, alguém que você vê no elevador ou uma briga que escuta do andar de cima. Pessoas são curiosas e não é incomum imaginarmos o que está acontecendo na vida do outro. Lendo Estranhos, também imaginei que conclusão as pessoas tirariam se vissem a minha rotina pela janela.

img_3760
Autografado 😀

Cada história nos faz refletir um pouco sobre certas coisas, é provável que os leitores se identifiquem mais com alguns moradores do que outros, mas todos os personagens podem trazer algum tipo de reflexão. Ajuda muito o fato deles serem tão diferentes, a maior semelhança mesmo que encontramos é que todos seguem uma rotina e moram no mesmo prédio.

O personagem do narrador também é interessante. Comentei como é normal imaginarmos o que acontece com o vizinho, mas esse narrador realmente gasta um bom tempo do seu dia olhando o que acontece com os outros. Fiquei me perguntando quem seria esse personagem. Como tem tanto tempo para ficar olhando pela janela? Por que faz isso todos os dias? Será que mora sozinho? Trabalha com o que? Mas acho que foi uma escolha boa o quadrinho não nos revelar nada sobre esse personagem além de seus pensamentos sobre os outros, o que pode dizer muita coisa.

Gostei muito também dos traços geométricos e da arte de Fefê Torquato, encaixou bem com o ambiente urbano em que o quadrinho se passa. A escolha dos desenhos estarem apenas em branco, preto e cinza também chama a atenção. As cores precisam ser muito bem pensadas para combinar com a história que está sendo contada. Um dos temas do quadrinho é a rotina com um tom melancólico, fazendo a escolha das cores encaixar bastante com a mensagem do texto.

A edição é muito bonita e a história deixa o leitor curioso para ler mais. Já tinha ficado contente quando descobri que o projeto tinha conseguido o financiamento necessário no Catarse, fiquei ainda mais feliz ao ver o resultado final. Recomendo a leitura, acredito que é um quadrinho bem legal e faz o leitor pensar em certos assuntos.

Estranhos tem 122 páginas e pode ser adquirido aqui.

Originalmente postado em Ideias em Roxo

As relações entre mulheres no quadrinho Topografias.

Publicada pelo Selo Piqui, Topografias é uma coletânea de seis histórias em quadrinhos, escritas, desenhadas e coloridas pelas incríveis Barbára Malagoli, Julia Balthazar, Lovelove6, Mazô, Puiupo e Taís Koshino. Embora a sinopse da coletânea fale que o fio condutor é o percurso, a passagem, das personagens por ambientes e narrativas improváveis, é possivel perceber que as histórias giram em torno das relações entre mulheres em seus universos individuais, dando enfoque a multiplicidade de gostos, personalidades e vivências.

IMG_5403
Capa por Ingrid Kita

Chuva de Verão, de Julia Balthazar, por exemplo, fala de escapismo e de realidade através dos diálogos entre duas amigas em um dia de calor. Logo em seguida, nos transporta para um ambiente tão cheio de cor e calmaria, mas que funciona muito bem como síntese daquela vontade que nós todos já sentimos de não crescer nunca.

IMG_5410
Fragmento de Chuva de Verão

Bárbara Malagoli nos guia por uma viagem espacial em Frumello, fazendo uso de páginas cheias de elementos visuais ao invés dos requadros tradicionais nos quadrinhos, para nos proporcionar uma reflexão sobre o poder e a grandeza das personagens mulheres.

IMG_5411
Fragmento de Frumello

IMG_5413

Teneúsca, de Taís Koshino, apresenta um futuro distópico no qual a humanidade evoluiu a ponto de se comunicar por telepatia e a individualidade é reprimida para garantir o bem estar social. Gosto dos vários quadros pequenos que a autora usa para passar a sensação de velocidade,  aprisionamento e desconforto que a personagem principal experiencia ao longo da narrativa. No entanto, o que mais me chamou atenção é o questionamento sobre o espaço que a mulher ocupa num determinado ambiente e o entendimento do que é ser mulher nesse espaço.

Fragmento de Teneúsca

Flagelo, por sua vez, tem uma atmosfera surreal, b-side e estranhamente divertida. Puiupo põe sua personagem Prúlia em uma situação absurda na qual tem que escolher entre ser engolida pela cabeça embrião parasita (?) que ela acabou de dar a luz, ou abandonar esse ser e continuar viva. Em meio a esse caos, a amiga de Prúlia se mantem firme para apoiar qualquer decisão.

IMG_5418
Fragmento de Flagelo

Sátira Latina, da Mazô, é composta por recortes de várias matérias de jornais que unidas se complementam numa narrativa capaz de render várias interpretações. A correlação entre crença na astrologia e realidade saltam aos olhos e torna a esperiência da leitura algo bem interessante, ao mesmo tempo em que a desconecção de algumas informações me fizeram pensar sobre como nós damos relevancia a determinados momentos da nossa história, em detrimento de outros.

IMG_5421
Fragmento de Sátira Latina

Lovelove6 encerra a coletânea com uma história sobre amor e ciúmes protagonizada por duas mulheres. Árvores se constitui como uma narrativa que beira ao poético pelo tom intimista e pela composição de quadros que remetem ao sonho, mas é uma história erótica na qual a relação das protagonistas é envolta por sexo, aspirações e momentos naturais a qualquer casal, fugindo totalmente dos padrões sexualizados comuns aos quadrinhos eróticos.

IMG_5423
Fragmento de Árvore.

Topografias tem leitura rápida, agradável e multiplas representações do ser mulher.  Pra deixar vocês com mais vontade de comprar o quadrinho, confiram o video de divulgação 😀

Tem MINAS incríveis no Catarse: Revista RISCA!

Esse mês foi um mês MUITO corrido na vida fora-do-blog, e eu acabei perdendo a oportunidade de falar de alguns catarses muito legais…. MAS OLHA SO! Tem catarse novo, e é catarse de minaS! <3

Porque

Ano passado o Lady’s financiou através do Catarse o encontro Lady’s Comics, que aconteceu lá em Belo Horizonte, reuniu um monte de mulherada incrível (e alguns caras também) para discutir as mulheres nos quadrinhos. Esse ano elas voltam com um projeto muito legal que vai juntar um monte de quadrinistas numa só revista, a Revista RISCA!

Eu fiz algumas perguntinhas para as meninas e elas foram queridas em responder!

Eu tô amando a proposta da Revista Risca. Adoro ver esses espaços criados por e sobre mulheres. Como surgiu a idéia de fazer a Revista? E qual o objetivo de vocês com a criação da Revista?

Já havíamos pensando em transpor nosso trabalho para o papel desde um bom tempo. Mas não sabíamos a forma. Pensamos em livro e até fanzine. Mas a revista deixa tudo mais divertido. O objetivo da Revista é registrar alguns debates que ficam por muitas vezes perdidos na internet ou que são pouco abordados. O Lady’s sempre primou pela documentação do trabalho das autoras e acreditados que ter um conteúdo impresso é um bom documento para auxiliar futuras pesquisas e interessados nesta área. Sentimos falta deste conteúdo em livros sobre quadrinhos e então resolvemos fazer por nossa conta.

O Lady’s Comics tem cinco anos de vida, e ano passaram fizeram um evento incrível para discutir mulheres e quadrinhos e pelo que vi foi uma coisa linda. Desses cinco anos de Estrada, o que vocês mais tiram de aprendizado?

Que se nos mobilizarmos as coisas podem mudar. O Lady´s desde o início fez um trabalho de formiguinha. Somos 3 pessoas apenas que foi trocando ideia nos eventos, questionando a questão da representatividade e do maior reconhecimento das autoras, fomos levando essa discussão para outros grupos e junto com as autoras fomos criando uma rede. Hoje o tema está sendo amplamente discutido e ficamos felizes em pensar que o Lady´s tem um dedinho nisso.

Quais os planos para os próximos 5 anos de Lady’s Comics? Vocês têm esses planos já?

Para o site, vamos reestruturar, ter novas colaboradoras e fomentar uma maior produção crítica feita por mulheres sobre HQs. Também queremos seguir com uma publicação anual da Revista RISCA!, assim como dar sequência ao Encontro do Lady’s.

De novidades, acabamos de ter um novo projeto aprovado que visa levar os quadrinhos para crianças de áreas periféricas de BH e auxiliar professores desses locais a usar os quadrinhos dentro da sala de aula. Podemos contar que o projeto se chama Q.U.A.T.I. – Quadrinhos, Educação, Traços e Imaginação e que ano que vem já vamos começar a trabalhar nele.

O nosso próximo grande passo é ter um local físico para podermos fazer esse e outros trabalhos…tudo no campo das ideias hahaha mas sonhamos alto.

recompensas

 

As recompensas são do tipo que eu adoro: a revista física, Pôster A4, cards… Mas, se você é de BH (ou pretende ir pra lá) e pode desenbolsar um pouco mais, tem oficinas de bordado, técnicas e materiais e de projeto gráfico. <3 Então, gente. CORRAM PARA O CATARSE. Vamos fazer essa revista linda acontecer!

 

Eu li (E acho que você deveria ler também): Quando Tudo Começou, de Bruna Vieira e Lu Caffagi.

Ontem de noite eu li Quando Tudo Começou, da Bruna Vieira e da Lu Caffagi e, como bem disse o moço na Livraria Cultura “os desenhos parecem feitos de algodão doce”. Fofo é pouco para descrever o quão perfeito é o traço da Lu.

Não sei dizer se é bem um quadrinho ou alguma outra forma de contar histórias que fica entre literatura, livros interativos e a nona arte, mas Quando Tudo Começou me lembrou um pouco animes Shoujo Slice of Life. Em parte por causa do desenho do quarto de Bruna (um quesito bastante abstrato, eu sei), em parte porque o livro não chega a ser uma história fechada, é mais um relato desse primeiro pedaço da vida de uma garota do interior.

hq-bruna-vieira

Eu cresci numa cidade pequena (5000 habitantes não é muito, né?), troquei de escolar aos quinze, mas, diferentemente da Bruna, eu mudei de escolar com alguns amigos – além disso, minha irmã tinha acabado de sair dessa nova escolar para a faculdade. E digamos que a minha irmã sabe deixar a presença dela na memória das pessoas (de uma maneira positiva, sempre.) Mas fica aquela pressãozinha de “o que as pessoas vão pensar de mim”- o tipo de sensação que acompanha a gente mesmo quando já somos adultas.

Quando Tudo Começou é um retrato honesto e delicado sobre como a gente deixa a nossa insegurança bater mesmo quando estamos fazendo algo que queremos muito, algo que temos certeza ser o melhor para nós mesmas. Mudar nunca é fácil, e quando isso vem numa época como a adolescência tudo parece ainda mais difícil e assustador (alô todos aqueles sonhos em que você chega na escola e alguém te avisa que você está nua na frente de todos os seus colegas o/ – no meu caso quem me avisou foi o Pernalonga, o sonho aconteceu logo depois de assistir Space Jam no cinema. Longa história…).

quando_tudo_come_ou_bruna_vieira_em_quadrinhos

Se você gosta de histórias sobre momentos da nossa vida, daquele tipo que na hora é a maior coisa do mundo e você sente como se fosse se desmanchar, mas que depois entende que é parte de crescer, eu te aconselho a ler Quando Tudo Começou. O livro conta a história do momento em que Bruna começou a escrever, mas podia ter sido tantos outros momentos de tantas outras adolescências. Fofo, delicado, honesto e acolhedor.

PS: Para as meninas que gostam de desenhar quadrinhos, no finalzinho do livro tem uma parte em que a Lu Caffagi mostra um pouco dos desenhos iniciais para o projeto.

Fefê Torquato no Catare: Estranhos!

Eu falei sobre o trabalho da Fefê Torquato antes, quando li o incrível Gata Garota, lançado pela Editora Nemo. Hoje eu volto falando sobre o novo projeto da Fefê o Estranhos, que está no Catarse!

Capa1

Uma das coisas que eu mais gosto no trabalho da Fefê é o modo como ela une linhas e traços geométricos com formas mais orgânicas e arredondadas. Se esse traço já aparecia muito bem no Gata Garota, mas em Estranhos ele parece fazer ainda mais sentido com a ênfase na arquitetura da cidade.

Fiz umas perguntinhas pra Fefê pra gente saber um pouco mais sobre o projeto e sobre a artista também!

Como surgiu o Estranhos?

Na verdade duas das histórias eram contos independentes que eu escrevi em 2008. Um deles estava inacabado, inclusive. E naquela época eu só escrevia, não fazia quadrinhos ainda. Então lendo de volta esses tempos, eu gostei bastante e pensei numa forma de uni-los num projeto. E apesar de serem duas histórias diferentes elas tinham em comum o fato de serem sobre gente e sobre algo muito particular em suas vidas. A ideia geral de cada história era sobre um evento cotidiano insignificante que tomava uma dimensão desproporcional e esclarecia algo muito maior sobre cada personagem. Então bastou inventar outras 8 histórias e criar um contexto único para todas.

Como é o seu processo de criação? Você tem a idéia da história e já se joga na produção ou tem um momento de organização, para estruturar o roteiro e programar os desenhos?

Eu escrevo primeiro, e às vezes faço de uma forma já adaptada à narrativa dos quadrinhos, mas minha tendência é sempre escrever de forma solta e independente, onde o texto meio que já basta por si só. Não é muito esperto, e dá mais trabalho depois, mas é como eu me costumei fazer.

Então eu começo a rabiscar ideias sobre como serão os personagens e os fundos. E ao mesmo tempo procuro referências visuais sobre como eu quero que a história pareça, se vai ser colorido, ou em preto e branco, que tipo de acabamento, traço e tudo mais.

A partir daí eu faço um storyboard simples pra ter uma ideia geral da história e depois disso um storyboard mais detalhado, usando as características já definidas dos personagens com as referências já estabelecidas.

E daí eu finalizo!

Você tem algum(a) quadrinista como referência? Alguém que te inspire bastante?

Eu confesso que muitos quadrinistas me inspiram a trabalhar, mas raramente eu os uso como referência nos meus trabalhos. Em geral como referência eu uso ilustradores, filmes e livros. Nesse trabalho específico eu usei como referência os desenhos de um artista francês chamado Grems, em especial as paisagens urbanas que são muito gráficas e simples mas que de tão ricas criam uma padronagem bem legal.

Preview

Para acompanhar o processo de criação de Estranhos você pode seguir a Fefê no Instagram e curtir a page dela no Facebook. No canal do youtube dela também dá pra ver a lindeza dos SpeedDrawings e dos desafios DrawOutside. A Fêfê também tem liberado umas tirinhas filmadas hilárias sobre A Vida Enquanto Catarse, mostrando de maneira divertida como ela lida com a ansiedade de ter um projeto em financiamento coletivo.

https://youtu.be/vTBKQAhre6Q

Então já sabem, corram lá no Catarse, transformem esse projeto em realidade e recebam de recompensa um monte de coisas lindas. <3

A Samurai – Tem mais um Catarse com Protagonista Feminina Incrível!

Hoje a gente trás mais um Catarse puro amor pra você correr lá e ajudar a revista a ser financiada, tô cada vez achando mais lindo essa quantidade de mulheres por trás e como protagonistas nos quadrinhos brasileiros o/

samuroa-historia

O que me chamou atenção logo que eu vi o projeto pela primeira vez foi o título A Samurai, acho sempre muito legal quando vejo palavras que estão normalmente associadas ao masculino serem utilizadas no feminino. E a história da revista promete ser uma jornada empoderadora e libertadora para a protagonista.

Criaação do estúdio Manjericcão, e escrita por Mylle Silva, A Samurai conta a história de Michiko, uma Gueixa tornada Samurai que sonha em reencontrar sua família. Além do talento de Yoshi, a revista vai contar também com a participação de oito artistas diferentes, dentre eles a incrível Mika Takahashi e a Bianca Pinheiro, criadora do fofíssimo Bear.

11245799_956632344369672_3334197468034952823_n

O estúdio Majericção é formado por Yoshi Itice e Myle Silva. Yoshi e Mylle fizeram parte do estúdio LoboLimão, onde Yoshi manteve um site de webcomics e publicou quatro livros através de financiamento coletivo – eles sabem o que estão fazendo. 😉 Mylle também publicou um livro através do Catarse, o A Sala de Banho, que ela mesma encadernou e eu ainda estou tentando mesurar o trabalho sem fim que isso deve ter dado. O.O A idéia de escrever quadrinhos surgiu durante a CCXP, enquanto Mylle caminhava pelo Artists Alley (eu super entendo, aquele lugar estava puro amor).

A Mylle foi super querida e respondeu algumas perguntinhas pro Collant!

Eu fiquei bem animada quando vi o projeto a primeira vez! É muito legal ver uma personagem feminina invertendo os padrões de gênero. Como a ideia para a HQ surgiu?

Mylle: Então, sempre fui apaixonada por personagens fortes, verdadeiras guerreiras, como a Xena. Vi a série quando era pequena e a revi inteira recentemente enquanto estava disponível no Netflix. Num dia qualquer pensei como seria legal criar uma personagem guerreira, lutadora, destemida e, principalmente, sem ser sensualizada. Juntei isso ao fato de que gosto muito de cultura japonesa e decidi que a personagem seria uma Samurai. Pronto, já tinha a primeira semente, só adubei um pouco com pesquisa, contextualização e comecei a escrever.

10983159_954663757899864_8027971454579640901_n

O título (que é muito legal, aliás) é A Samurai, por isso fiquei me perguntando se o roteiro tem inspiração no modo de contar história japonês. Tem uma pegada mangá, ou é mais ocidentalizado? Quais foram as influências para a construção da história?

Mylle: Como eu disse, sempre gostei muito de cultura japonesa – tanto que fiz um intercâmbio e morei em Tóquio alguns meses. Sendo assim, sou bastante influenciada pela literatura japonesa, principalmente pelos escritores Haruki Murakami e Yassunari Kawabata – além de mangás no geral. A intenção não é fazer um mangá, mas a história em si, tendo tanta influência da cultura e pensamento japoneses, se aproxima um pouco do que lemos nos mangás – força de vontade, ambientes fantasiosos, relações mais frias entre homens e mulheres e final em aberto são alguns aspectos muito presentes em quaisquer histórias japonesas.

Vocês têm vários artistas, com estilos bem diferentes, trabalhando no projeto, o que é uma ideia muito legal. O que a gente pode esperar do visual do projeto, da maneira como isso vai influenciar o roteiro?

Mylle: Olhando o trabalho de cada um dos artistas, vi o que cada um poderia oferecer, em como cada um poderia passar a mensagem que espero. Se é um capítulo de batalha, preciso de um traço mais fluído, se são memórias, preciso de desenhos mais delicados. A minha expectativa é que o leitor se encante durante a leitura, que cada novo capítulo seja uma nova experiência dentro da compreensão da história. O objetivo é fazer uma HQ envolvente, forte e encantadora.

 11313039_968065119893061_7992430016024717194_o

Eu fiquei bem interessada em quem a personagem é! Vocês podem falar mais sobre ela, e talvez um pouquinho da história dela? Sem grandes spoilers, claro!

Mylle: Michiko foi vendida ainda muito pequena para o okiya (a casa das gueixas) e foi treinada para se tornar uma delas. No período Edo (de 1603 a1868) era comum vender as meninas para esses locais. Elas não podiam sair de lá e eram treinadas para serem mulheres refinadas e habilidosas artistas que sabiam muito bem conduzir uma conversa sobre qualquer assunto. Mas Michiko tem um sonho: conhecer a própria família. Guiada por ele, ela quebra todos os paradigmas e decide se tornar uma guerreira, mesmo que para isso ela tenha que largar a vida de luxos que possui. Uma samurai que não deixa que a vida faça escolhas por ela, uma mulher que é dona do próprio destino.

castelocores1

Se você ainda não se convenceu, corre lá no Catarse e assiste o vídeo que eles prepararam. As recompensas, sempre tão importantes nos projetos, também estão incríveis e você pode, inclusive, levar o quadrinho encadernado pela autora *_*.

Muito obrigada ao Yoshi e à Mylle pela participação aqui – e boa sorte!

Tem Quadrinista Incrível no Catarse: Lila Cruz e o projeto Quadrada!

Uma das melhores coisas do Colant é encontrar sempre um projeto legal feito por mulheres – e trazê-los aqui para vocês!

quadradas

O “Quadrada” é exatamente isso! O projeto da quadrinista bahiana Lila Cruz é uma compilação de três quadrinhos diferentes o Ansiedade, o Nostalgica e o Desnuda, todos desenhados e escritos pela Lila e que juntos formam o Quadrada. Com uma visão feminina sobre assuntos que variam desde lembranças da infância, passando pelo desejo de ser uma power ranger até ansiedade e relacionamento abusivo, o projeto é uma publicação que parece conseguir compilar um pouco desse monte de emoções e experiências que é ser mulher – e crescer.

Pra falar um pouco mais sobre um projeto tão pessoal, eu fiz umas perguntinhas pra Lila.

10396281_796279170448248_6950632101784146064_n

O que te levou aos quadrinhos? Em que momento você pensou “eu quero fazer isso?” É uma coisa que vem contigo desde pequena ou que se manifestou depois de adulta?

Eu costumava desenhar, mas quando era criança a única certeza que tinha na vida era que queria ser cantora, hehe. Só comecei a levar mais sério desenhar no final do colégio, e aí fui levando pra faculdade. Hoje, quase 12 anos depois, às vezes eu já penso as coisas em forma de tirinha, quadrinho, ilustração! É uma coisa que não consigo mais evitar. Acredite, eu tentei. rs

Os três quadrinhos do Quadrada são bastante pessoais, né? Como você lida com essa transição entre a tua realidade e as páginas em branco? Há um receio de se expor demais?

Há sim, em especial com Ansiedade, porque revela duas coisas bem pessoais, que foram o Transtorno de Ansiedade e o relacionamento abusivo. Eles estão diretamente relacionados um com o outro, porque o relacionamento abusivo desencadeou o quadro do transtorno. Já fiz música sobre isso, mas nunca mostrei a ninguém – então fazer um quadrinho bastante real e pessoal pra mim é muito louco, porque enquanto desenho eu lembro do que passei. Por outro lado, é bom pra que, se outras pessoas se reconhecerem naquilo, elas possam entender o que está acontecendo e tentar tratar o transtorno, ou, no caso do relacionamento abusivo, sair do relacionamento.

11175028_808476315895200_6637451565609240930_n

Desnuda parece ser um quadrinho com bastante situações divertidas. O humor é algo presente no teu trabalho? Como você usa ele para contar as histórias?

Ah, acho o humor muito útil, especialmente nas situações difíceis. Eu tento rir da maior parte das coisas difíceis que acontecem da minha vida, e já rio das outras coisas também, hehe. A Desnuda é uma maneira de desbloquear a minha pessoa na hora de fazer um quadrinho sobre mim mesma. Sempre tentei falar abertamente sobre mim mesma, mas na real sou muito travada, sob um disfarce de pessoa mega sociável e tagarela. Então a brincadeira com a Desnuda é me deixar levar, destravar mesmo, e parar de achar que sou uma fraude e que por isso não faz diferença se revelo ou não, se interajo ou não. (Amanda Palmer chama de Patrulha da Fraude essa vozinha interna, e eu tenho uma Patrulha da Fraude muito feroz. rs)

nostalgica03

O Nostálgica conta experiências e histórias da sua infância, ou elas são só inspirações? Essa sensação de nostalgia é positiva?

São sim, super reais! Nostálgica é um quadrinho muito divertido de fazer porque me lembra um bocado de coisa boa. Tive uma infância muito legal num bairro distante do centro de Salvador, e acredito que a revista é uma maneira de deixar registrado, pra que eu também não esqueça das histórias legais que vivi. A sensação é bem positiva mesmo, como uma saudação ao meu antigo bairro, à minha infância e a todas as memórias do perí. Fiz até uma capa que brinca com isso, com o modo como Truman, do Show de Truman, saúda todo mundo na porta da saída daquele lugar que ele chamou de casa à vida toda. É um misto de saudar e dizer tchau.

ansiedadepg02

Ansiedade me parece ser o quadrinho mais íntimo. Acho que ansiedade e relacionamento abusivo são temas que, infelizmente, muitas mulheres conseguem se relacionar. Transformar essas experiências em quadrinhos te ajudou a lidar com elas? Foi um processo tranquilo ou conturbado?

Está sendo um processo complicado. hehe. Porque fazer esses quadrinhos também te coloca na posição de ser julgada por eles. Posto páginas e algumas vezes recebo a resposta de “onde está o abuso?”, mas também recebo o contrário, as pessoas que se identificam. Eu também estou exorcizando umas memórias bizarras, como uma resposta ao cara, a resposta que nunca dei, por falta de coragem. E isso me ajuda muito a superar, porque por incrível que pareça, já se passaram alguns anos, mas a revolta é atemporal. Então o único jeito de lidar com isso é desenhando mesmo. E o transtorno de ansiedade é algo que fico muito feliz de ter superado, mas não esqueço – porque doenças mentais são muito subestimadas na nossa sociedade. Tem muita gente sofrendo de depressão ou do próprio transtorno de ansiedade, com pessoas ao redor dizendo “levanta dessa cama” “deixa de frescura”. Não é uma coisa fácil e precisa de médico mesmo, mas como não é tão visível quanto uma doença de pele, por exemplo, essas doenças não são levadas a sério.

Você já tem próximos projetos? Qual o plano depois do Quadrada? Onde a gente pode acompanhar o teu trabalho?

A Quadrada vai virar uma editora de pequenas publicações e pequenas tiragens. Tô suando muito pra isso. E vai estar no FIQ também, se tudo der certo. Tenho a intenção de levar as publicações pra outras feiras durante todo o ano que vem. E esse ano criei a Banca Relâmpago, com publicações minhas e de outras pessoas, que vai rodar Salvador nos próximos meses. É um trabalho de formiguinha, que dá desespero às vezes, mas que eu não consigo largar. Ah! E ainda tenho o 38 dias (um livro sobre um mochilão pra Europa) e um livro infantil, baseado em uma exposição solo que fiz em Salvador. Dá pra acompanhar pela página do facebook e pelo site da Editora, que ainda tá começando, hehe. 

10670069_808896915853140_2616096347984658412_n

O Quadrada ainda fica mais 16 dias no ar lá no Catarse, então corram para garantir a sua edição e ajudar mais essa quadrinista brasileira incrível a fazer o seu trabalhar alcançar mais gente! 😀

Tem quadrinista incrível no catarse! – Navio Dragão, da Rebeca Prado.

Quem aqui nunca quis uma coleção de escalpos? A verdade é que desde Bastardos Inglórios “You own me a Hundread Scalps. And I want my scalps”, virou uma daquelas frases que eu solto as vezes quando estou falando sozinha. Nah. Eu sei que todo mundo tem um momento de falar sozinho no dia…

Mas e se a coleção de escalpos for de uma menina viking com um cãozinho chamado Carne e uma paixão particular por armas afiadas? Aí, nesse caso, a coleção seria da incrível Lif, do Navio Dragão.

digitalizar0248

Como você pode ver na tirinha aí em cima, a Lif não é dada a muitas delicadezas e formalidades. Honesta, direta e com uma franqueza aterrorizante, a personagem criada pela SUPER TALENTOSA Rebeca Prado parece ter saído do fundo mal-humorado porém sincero que todas nós carregamos em algum lugar dentro da gente.

Eu conheci a Rebeca pelo Facebook graças à mesa da Comic Con (que não para de me fazer conhecer mulheres quadrinistas incríveis, aliás!), e a cada tirinha que aparece na minha timeline eu fico mais encantada com o seu trabalho. Seja a Lif com o seu jeitão carrancudo porém sincero, seja com os quadrinhos que brincam com aquelas situações pelas quais a gente sempre passa. Além de ser super persipicaz nas tiradas e nos comentários sobre o dia-a-dia, a arte da Rebeca é encantadora. Acompanhando o Instagram da artista a gente vê o processo insano de pintura por aquarela que ela dedica a cada quadrinho da Lif.

A Rebeca foi super querida e respondeu umas perguntinhas pra gente!

digitalizar0258Como e quando começou o seu interesse por desenho? 

Acho que eu sempre tive interesse por desenho. Sempre me diverti desenhando quando criança, e sempre fui “a que desenhava” da turma. Depois entrei em um curso e fui me especializando até entrar na faculdade e decidir trabalhar com isso!

Você acha que o seu trabalho é definido pela sua identidade de gênero? Ser menina definia o tipo de projetos pelos quais você se interessava quando estava começando? E agora?  

Olha, sinceramente? Eu fui criada sem essas coisas. Meus pais nunca ligaram pra “coisa de menino” e “coisa de menina”, então eu nunca filtrei nada sob essa perspectiva. Então quando eu fui escolher meus projetos e minha profissão, isso não interferiu efetivamente. Na Casa dos Quadrinhos eu era a única mulher da minha turma, e isso nunca me intimidou. Nos eventos era sempre eu e mais um tanto de caras, e eu me divertia do mesmo jeito. Mas recebo comentários “classificando” meu trabalho como “coisa de menina”.

De onde veio a inspiração para a Lif e para esse jeito tão peculiar da personagem?

A Lif é, pasmem, baseada em mim! Peguei uns aspectos da minha personalidade que as vezes me atrapalham e coloquei nela. Exagerando, é claro!

digitalizar0282

Alguns dos quadrinhos da viking são particularmente perturbados – e por isso absurdamente engraçados – você tira inspiração de situações e pessoas do dia-a-dia para as situações?

De certa forma sim! Claro que não dá pra dizer que tudo é, mas as vezes acontecem umas coisas que eu penso “A Lif aqui ia se esbaldar!”, aí eu vou e escrevo uma tirinha!

Você trabalha com crianças também, como é ensinar desenho para os pequeninos? Eles te servem de inspiração?

É sensacional. Eles são carinhosos, sem vergonha (literalmente), engraçados e sinceros. E sempre me cobram muito de ver o meu trabalho. Quando falei que ia lançar um projeto no Catarse, eles mal sabiam pronunciar “Catarse”, mas me perguntavam toda aula se “meus quadrinhos já podiam ser comprados”. É um tipo de retorno que não tem preço.

Você considera a Lif, e seus outros quadrinhos, diversão que se mistura com trabalho? São projetos bastante pessoais? 

Olha, apesar de eu me divertir fazendo, eu considero como um trabalho mesmo. Eu tenho uma rotina pra produzir, tenho um cronograma e me obrigo a segui-lo com afinco. Mas faço com tanto carinho que mal percebo que estou trabalhando!

tirinha 20 (1)

Você tira umas férias de uns deles de vez em quando e fica desenhando outras coisas?

Hahahahaha, dizem que quando um desenhista não tem nada pra fazer, ele desenha! E é assim mesmo. Eu sempre desenho no meu tempo livre, meu Instagram (@incbeka) tem muita coisa que eu produzo fora dos quadrinhos.

Quais são os próximos planos? Algum projeto novo depois do Catarse?

Olha, o Catarse tem m tomado bastante tempo. Se for financiado (estou torcendo!) eu vou passar muito tempo me dedicando a isso. Mas todo semestre tem um Baleia novo, e eu pretendo ir em eventos, agora como quadrinista, pra ver como é! Eu sempre fui, mas ou como professora ou como visitante mesmo. Então estou me preparando psicologicamente pra isso! E pro ano que vem, mais quadrinhos! Muuuitos quadrinhos!

Pra quem quiser conhecer e acompanhar o trabalho da Rebeca, você pode curtir a página dela no facebook, a Ink.! E as tirinhas da Lif também estão no blog Navio Dragão.

O Navio Dragão está no Catarse com uma campanha já bem sucedida – mas eu não podia perder a oportunidade de mostrar pra vocês esse trabalho incrível! Corre lá e garanta uma das recompensas lindas que a Rebeca está disponibilizando. “Ah! Mas o catarse do projeto já até superou o valor pedido, pra que ajudar?” Apoiar o quadrinho nacional (e as moças que fazem quadrinhos) é sempre uma razão para “catarzear” os projetos – e quando o trabalho é lindo, divertido, de qualidade e tem recompensas insanas como serigrafias em preto e branco e aquarelas originais não tem como resistir. <3

tirinhaaa 😉