Sapacoco, novo quadrinho da Netuno Press, será lançado na CCXP!

Falamos de quadrinhos de ação, terror, mas agora vamos dar uma sugestão de… Quadrinho sobre amigos imaginários. Pois é, CCXP está chegando e a variedade de quadrinhos disponíveis do beco dos artistas é grande! Vamos falar um pouco de Sapacoco.

O que acontece com um amigo imaginário quando ele não tem mais um amigo? Ele vira um imaginário? Esse é o ponto de partida de Sapacoco novo quadrinho de Márcio Moreira e Débora Santos (Pombos!), do selo Netuno Press.

Mauro e Sapacoco eram amigos inseparáveis, mas, nove anos depois, o garoto decide que está velho demais para ter um amigo imaginário. Agora, Sapacoco precisa lidar com a separação e decidir o que fazer da vida. Afinal, o que é um amigo imaginário quando ele não tem mais um amigo? Mas claro que as coisas não são tão simples assim e Sapacoco descobre que Mauro guarda um segredo… kawai!

Sapacoco é uma história sobre amadurecimento, perseguição de carros e um bar onde fantasias vão encher a cara. E só uma dessas três coisas é mentira! São vinte páginas de quadrinhos (e pelo menos um poema) impressas em risografia, nas cores azul e rosa, em formato mangá.

O quadrinho estará disponível na mesa H29 durante a CCXP 2017!

Sapacoco
24 páginas
13,5 x 20,5 cm
Impresso em risografia, azul e rosa
R$ 15,00
Selo Netuno Press
Lançamento na CCXP, mesa H29.

Primeiro capítulo de Carrion Song será lançado na CCXP 2017!

A CCXP 2017 já é semana que vem e, como vocês podem perceber, uma das nossas partes preferidas aqui no Collant é o Beco dos Artistas. Há vários artistas incríveis, inclusive mulheres, disponibilizando seus quadrinhos e trabalhos. Aqui vai uma sugestão para você que não sabe direito o que comprar por lá.

Carrion Song é um história em quadrinhos independente criada por Gabriela Birchal. O primeiro capítulo da história será lançado na CCXP 2017, na mesa D39 no Artist’s Alley, e conta a história de Corvo.
Corvo é uma mercenária amaldiçoada em busca de alguém muito importante para ela. A máscara é o estigma de sua maldição, o que a torna um pária. Ao receber um trabalho particularmente incomum, ela se vê acompanhada pelo bardo e mercenário Dorian, e deve adentrar uma torre para caçar uma terrível besta chamada Arque Lobo. No entanto, a caçada se mostra mais complicada do que o prometido e ambos deverão sair de uma cilada.
Gabriela é uma ilustradora e artista de concept e trabalha para video games, jogos de tabuleiro, capas de livro, dentre outros. Em 2017 resolveu voltar às raízes e escrever uma história própria. O primeiro capítulo foi feito de forma independente e, para a continuação da história, Gabriela conta com a ajuda de apoiadores no Patreon, uma plataforma na qual os criadores mantêm contato direto e oferecem conteúdo exclusivo para os fãs.
Se você não puder ir no evento, mas ainda estiver interessado no quadrinho, ele será vendido no http://gabrielabirchalart.iluria.com/
Título: Carrion Song
Autor: Gabriela Birchal
Formato: 17x26cm
Número de páginas: 36
Lançamento: Durante a CCXP 2017 nos dias 07,08,09 e 10 de Dezembro
Sites:

Bad Omen 2: Spitfire, de Alice Monstrinho, será lançado na CCXP 2017!

Há muita coisa para ver no Artist’s Alley da CCXP, inúmeros artistas talentosos, quadrinhos com histórias interessantes e artes que dá vontade de levar todas. Nós aqui no Collant sempre tentamos incentivar mais os trabalhos das mulheres que estão lá. Caso você esteja procurando por algo mais voltado para o terror, com lobisomens e brigas sangrentas, deixa eu te sugerir o Bad Omen.

Ano passado eu comprei e li o primeiro volume do quadrinho da Alice Monstrinho. Bad Omen começa contando a história de Kanayla, uma lobisomem que precisa lidar com os vampiros atacando a sua matilha. O quadrinho tem influência nos RPG de mesa de World of Darkness (Vampiro: A Máscara, Lobisomem: O Apocalipse, etc), e também de literatura de terror, como Edgar Allan Poe e Lovecraft.

A história tinha me ganhado quando eu soube que envolvia vampiros e lobisomens, mas mesmo tirando meu gosto pessoal por essas criaturas, é um quadrinho bom de ler. Além de ser curto, a protagonista tem uma jornada interessante, seu jeito sem paciência e desbocado deixa a história ainda mais divertida.

O segundo volume vai contar o passado de Barry, um caminhoneiro misterioso que aparece no primeiro quadrinho. Além disso, este volume vai contar com uma galeria de 11 artistas convidados, entre eles Alex Shibao, Priscilla Prips, Pietro Antognioni e André Meister.

Para quem ainda não tem o primeiro volume, a autora também vai estar vendendo a segunda edição dele na CCXP, com algumas mudanças e um making-off explicando o processo de criação de Alice Monstrinho. Eu recomendo muito que, caso você curta esse tipo de história, dê uma passada na mesa D39 e dê uma conferida no trabalho da Alice!

Bad Omen 2: Spitfire (segundo volume)
Lançamento: 06/12/2017
Autores: Alice “Monstrinho” Grosseman Mattosinho
Roteiro: Alice “Monstrinho” Grosseman Mattosinho e Humberto Garcia
Arte: Alice “Monstrinho” Grosseman Mattosinho
Formato: 17cm x 25,5cm
44 páginas, miolo preto-e-branco
Preço: R$30,00
Aonde comprar: Mesa D39 do artists’ alley da Comic Con Experience, de 6-10 de dezembro de 2017. Posteriormente online através do site rebelhound.weebly.com
Classificação indicativa: 14 anos (contém violência e linguagem imprópria)

Bad Omen (primeiro volume)
Lançamento: 01/12/2016 (primeira edição) e 06/12/2017 (segunda edição revisada)
Autores: Alice “Monstrinho” Grosseman Mattosinho
Roteiro: Alice “Monstrinho” Grosseman Mattosinho e Humberto Garcia
Arte: Alice “Monstrinho” Grosseman Mattosinho
Formato: 17cm x 25,5cm
40 páginas, miolo preto-e-branco
Preço: R$30,00
Aonde comprar: Mesa D39 do artists’ alley da Comic Con Experience, de 6-10 de dezembro de 2017. Posteriormente online através do site rebelhound.weebly.com
Classificação indicativa: 14 anos (contém violência e linguagem imprópria)

Sobre a autora:

Alice é uma artista de Florianópolis que adora monstros e busca dar um toque de estranheza, extraordinário e animalesco em tudo que faz. De criaturas radioativas a lobisomens, busca deixar sua marca monstruosa nesse mundo. Apaixonada por jogos eletrônicos desde criança, trabalhou como produtora de conteúdo no Portal Versus, na época o maior site sobre jogos de luta da América Latina, e no portal de notícias Garotas Geeks, que engloba matérias, cobertura de eventos geeks e vídeos de uma maneira divertida e informativa.
Fundadora do estúdio Rebel Hound em 2014, que fornece serviços de arte 2D, e formada em design de jogos pela Univali, trabalha com criação de personagens, concept art, quadrinhos e ilustração para diversas áreas de entretenimento há mais de 7 anos.
Já lançou duas publicações independentes: o artbook para colorir bilíngue Radioactive! e a história em quadrinhos de ação e terror Bad Omen, na temática de vampiros e lobisomens, que terá seu segundo volume – Bad Omen 2: Spitfire – lançado na CCXP em dezembro de 2017. A artista também leciona palestras e oficinas de pintura digital e criação de personagens em eventos como Campus Party, Olhares múltiplos Univali, SENAI, Bienal de Curitiba, Empreende Nerd e The Developers Conference.

Liberdade de Expressão ou Discurso de Ódio – Uma conversa sobre terror e cultura pop.

O termo “liberdade de expressão” é corriqueiramente jogado contra quem discute e critica o status quo excludente da cultura pop. Se criticarmos o status quo branco, masculino, heterossexual e cis, então estamos tentando censurar e por isso estaríamos rompendo com a liberdade de expressão dos produtores de cultura pop. 

Quando uma figura pública fala absurdos misóginos, racistas e etc, seus defensores correm para gritar “liberdade de expressão”. Mas o que talvez essas pessoas não saibam é que você ser livre para falar o que vem na sua cabeça, para jogar as suas idéias no mundo, não quer dizer que você é livre para clamar a morte de um grupo de pessoas. 

Durante o fim de semana do dia 12/08, nós assistimos em choque o que aconteceu na cidade de Charlottesville, no estado da Virgínia nos Estados Unidos. Enquanto muitos conseguiram ver o ataque pelo que ele foi, um ato de disseminação de ódio, preconceito e glorificação de uma ideologia segregada e assassina, algumas pessoas insistem que o que aconteceu foi, apenas, um grupo de pessoas expressando suas opiniões, o protesto contra a queda de uma estátua. 

Eu quero tentar tocar em todos os aspectos dessa discussão, mas antes de continuar, eu gostaria que você assistisse à este vídeo. São 20 minutos em que a equipe da Vice acompanha o grupo de nazistas que organizou a marcha de sexta e sábado. O vídeo possui imagens fortes do atropelamento, então se você não quiser assistir esta parte sugiro pular de 11:11 para 11:55 minutos. 

Liberdade de Expressão vs Consequências

Muitas pessoas entendem liberdade de expressão como um passe livre pra falar ou fazer qualquer tipo de coisa. Essas pessoas falam e agem da maneira que bem entenderem, mas quando a sociedade responde ao seu comportamento e à sua fala, elas ficam indignadas e confusas – como assim liberdade de expressão não as exime de responsabilidades? 

Alguns anos atrás, quando o caso da jovem que sofreu estupro coletivo no Rio veio à tona, um ilustrador brasileiro postou comentários misóginos e transfóbicos na sua página pessoal de facebook. A empresa que fazia o seu agenciamento para o mercado internacional decidiu desligar-se dele, cancelando o contrato dos dois. Muitos chamaram a decisão da empresa de censura, de submissão ao politicamente correto. A verdade é que a empresa não tirou lápis, papel e computador do ilustrador, ela apenas decidiu que não serviria mais de plataforma para o trabalho dele. 

Você pode falar o que você quiser, pode postar na sua página pessoal do facebook ou do twitter o que você quiser, mas isso não quer dizer que ninguém vai cobrar responsabilidade sobre o que você expressa. Liberdade de expressão não significa que o que você fala não será julgado, não significa que você não sofrerá consequências pelo que você diz, pelo que você coloca no mundo.

Um outro exemplo disso aconteceu alguns meses atrás, o youtuber PiewDiePie perdeu patrocinadores quando começou a chamar atenção para o conteúdo envolvendo nazismo que ele produzia para o seu canal. De novo gritaram censura e ditadura do politicamente correto, mas agora, em face do que aconteceu em Charlottesville, PiewDiePie soltou uma declaração dizendo que vai definitivamente excluir esse tipo de conteúdo de seu canal – ele não quer dar plataforma para uma ideologia na qual não acredita. Isso não é censura, não é ele se entregando para a suposta ditadura do politicamente correto, é um posicionamento importante em um momento de instabilidade como o atual. Espero, de verdade, que ele tenha entendido os problemas com o conteúdo que ele disponibilizava. 

Entender a diferença entre liberdade de expressão e discurso de ódio é imprescindível para que nós continuemos a afastar e coibir movimentos nazistas como o de Charlottesville. A Lorelay Fox soltou um vídeo ontem que sintetiza muito bem a diferença entre liberdade de expressão e discurso de ódio.

“Quando um discurso inferioriza o outro, quando um discurso tenta segregar religiões ou raças, quando um discurso inferioriza e ofende e pode gerar comportamentos agressivos contra outras pessoas. Um discurso que visa manter alguém no poder enquanto rebaixa uma parcela da sociedade.”

Lorelay destaca que no Brasil o discurso de ódio contra negros, mulheres e religiões está registrado como crime na nossa constituição, mas o mesmo não acontece com o preconceito contra LGBT – essa é uma luta que ainda está sendo travada.

Eu entendo que é difícil entender como falar de tolerância querendo cercear algum tipo de discurso – mas isso é um paradoxo. Não é possível falar em liberdade de expressão se parte do discurso que deveria ser liberado busca atacar uma parcela da sociedade. A Picoline fez um quadrinho que fala de maneira interessante dessa questão:

Além de entender a diferença entre Liberdade de Expressão e Discurso de Ódio é preciso lembrar de algo que nós sempre falamos por aqui: você é responsável pelo que coloca no mundo, mesmo que seja só um vídeo de youtube ou um post de facebook.

Nós falamos sobre isso com certa frequência por aqui: Você é responsável pelo que coloca no mundo, mesmo que seja só um vídeo de youtube ou um post de facebook.

Inclusão vs Segregação

Esse é um ponto que, ao meu ver, deveria ser muito mais fácil de entender do que parece ser. Ainda assim, muitas pessoas tem dificuldade de entender sobre o que são os movimentos sociais mais recentes, seja na discussão sobre representação dentro da cultura pop, seja em movimentos sociais que tomam as ruas como o Black Live Matters. 

Duas das frases que os manifestantes neonazistas e supremacistas gritavam em Charlottesville eram “White Lives Matter” e “You/Jews will not replace us”, respectivamente “Vidas Brancas Importam” e “Vocês não vão nos substituir”. Esses dois cânticos mostram um desconhecimento, muitas vezes opcional, sobre o que realmente são as discussões que ocupam as notícias dos últimos anos. 

Movimentos Sociais que buscam justiça social não são sobre colocar homens brancos em caravelas e mandar de volta para a Europa, eles são sobre tornar a nossa sociedade realmente justa e igualitária para TODOS. 

Black Live Matter não é sobre apenas a vida de uma pessoa negra importar, é sobre a vida de uma pessoa negra ter o mesmo valor da vida de uma pessoa branca. É sobre uma mulher negra e grávida ter as mesmas chances de não ser assassinada pela polícia que ela mesma chamou, chances que uma mulher branca nas mesmas condições teria. É sobre um garoto adolescente negro poder caminhar pela calçada da rua sem ser morto, assim como diversos outros garotos brancos fazem todos os dias. Não é sobre excluir brancos, não é sobre a vida branca não importar, é sobre não matar negros. Pedir para que a sociedade seja mais justa e não mate pessoas negras apenas por serem negras não me parece pedir por muito, parece ser pedir pelo mínimo. 

“Vocês não vão nos substituir” é um cântico que conversa diretamente com o discurso de alguns ativistas racistas e misóginos da cultura pop. Essas pessoas acham que, porque nós queremos mais representação feminina e de outras minorias, nós estamos dizendo que personagens brancos e masculinos precisam ser substituídos, mas não é sobre isso. É sobre abrir a cultura pop para representações que abranjam mais do que o branco e masculino – porque a nossa sociedade é muito mais do que isso. Nós não queremos pegar autores, ilustradores e personagens brancos e esquecê-los, nós queremos incluir novos personagens, queremos ver novas e mais diversas histórias sendo contadas. O mesmo pode ser dito sobre incluir minorias de maneira mais justa dentro da nossa sociedade. 

Sobre  manter-se neutro/imparcial. 

Muitas vezes, quando discutimos questões sociais como racismo e machismo, muitas pessoas caem no discurso que procura colocá-los num lugar de neutralidade sobre os assuntos: “Não são machista nem feminista”, “os dois lados estão errados”. Além de demonstrar um desconhecimento sobre as lutas e o significado das palavras, esse tipo de discurso, por mais que tente não ser, é sim um discurso político, já que acaba caindo no silêncio. 

Quando estatísticas mostram os números da representação feminina e masculina, quando as estatísticas de mortes entre a população negra cruza com as estatísticas de acesso à formação e direitos humanos básicos, quando o número de mulheres assassinadas por seus companheiros explode bem na cara dessas pessoas e ainda assim eles decidem assumir uma postura “imparcial” ou neutra, isso é escolher um lado. Porque mesmo com todas as informações e dados entregues nos seus colos de mãos beijadas, eles decidem olhar para o outro lado e, ao ignorar esses dados, estão escolhendo manter o status quo assassino e excludente em detrimento daqueles que são oprimidos por ele. 

Alguns meses atrás eu escrevi sobre Nick Spenser e seu arco de histórias na Marvel em Capitão América: Sam Wilson. Neste arco um Capitão América negro chega à conclusão de que precisa ocupar um espaço de neutralidade frente às questões políticas dentro da sociedade. Essa necessidade vem da errônea visão de que Steve, o Capitão original, sempre foi neutro. Sobre isso eu escrevi: 

Assumir que alguém é neutro politicamente é ignorar os sistemas de poder em ação na nossa sociedade – todo mundo é político, mas essa narrativa de neutralidade é algo do qual Spencer e seus semelhantes se aproveitam e validam. Eles são tão privilegiados que são incapazes de reconhecer esses privilégios, acreditando que são a norma, aquilo que é o padrão. O inquestionável. Qualquer um que esteja fora dessa norma, facilmente qualquer grupo de minoria, se torna político e, por isso, tendencioso. Essa visão, além de ignorar que a própria escolha de se ocupar uma suposta neutralidade política é um ato político (já que você decide se esquivar de responsabilidades, por exemplo), também lança uma sombra negativa sobre as minorias, já que à elas não é dada a opção de ocupar o tal lugar neutro.

Não contente, Spencer ainda foi responsável pela alteração da origem do Capitão América, colocando ele como um agente da Hydra desde o começo. Eu sei que a ordem cronológica da Marvel é uma bagunça e nada é definitivo, mas em tempos como os nossos esse tipo de mudança tem um peso muito grande, ainda mais com um personagem que foi criado como símbolo de luta contra o nazismo. 

Naja Later, autora no site Woman Write About Comics, resumiu bem o problema com o modo como a cultura pop, em específico a Marvel e Nick Spenser, tratam esse assunto: 

Se nós concordamos em Capitão América: Sam Wilson que Steve é “neutro”, então toda a identidade política de Steve é esvaziada para dar lugar à história de origem nazista em Capitão América: Steve Rogers #1. Nazismo se torna parte do espetro aceitável, e isso acontece porque Spencer construiu essa lógica narrativa desde o começo.

Como Gail Simone lembrou muito bem durante o fim de semana, os quadrinhos odeiam o Nazismo. 

Charlottesville e Nazismo

Eu até consigo entender, ou tentar entender, quem possui resistência quando discutimos cultura pop e representação. Nós estamos há décadas consumindo só um tipo de cultura pop, com um tipo de representação, é fácil cair na falácia da representação branca como padrão e universal. Mas neste caso, no que aconteceu em Charlottesville, quando falam em “liberdade de expressão” eu realmente não consigo entender. Porque eu tenho poucas certezas na minha vida, mas se existe uma certeza que é tão certeira quanto a morte é que Nazismo é ruim. 

Se você acompanha meus textos e as nossas Lives no Facebook, você sabe que quando anunciaram que o filme da Mulher-Maravilha ia se passar durante a Primeira Guerra Mundial, eu fiquei receosa. Diferente da Segunda Guera Mundial, a Primeira foi uma guerra envolvendo muitos lados, muitas questões políticas e foi muito complexa. A Segunda Guerra não, nela é muito fácil indicar qual é o lado que estava errado, quem era o grande vilão da Guerra: O Nazismo. 

Nenhum governo totalitário, de esquerda ou de direita, é bom. Ditadura sempre vem acompanhada de opressão, perda de direitos e mortes. O mundo já viu diversas ditaduras em diferentes continentes, mas se há um exemplo definitivo de maldade absoluta que é reconhecido por todo o mundo, esse exemplo é o Nazismo. 

(Para aqueles que ainda estão em dúvida sobre o Nazismo ser de esquerda ou de direita, eu sugiro assistir ao vídeo do Coisa de Nerd respondendo às perguntas que o Nando Moura fez. Além de super informativo, é difícil ver alguém explicar tão pacientemente respostas que foram cobradas de maneira tão violenta.)

Então, quando alguém grita que Charlottesville foi sobre “liberdade de expressão”, esta pessoa está errada. Não foi sobre uma estátua, foi sobre demonstração de poder, foi sobre discurso de ódio. Foi sobre um grupo de pessoas se unindo para gritar cânticos que clamavam por exclusão e morte. Pessoas que se consideram superiores por serem brancas carregavam bandeiras nazistas. Foi sobre ódio e sobre propagar uma ideologia assassina. 

Foi sobre assassinato, sobre James Alex Fields acelerar o carro contra manifestantes anti-nazistas e matar Heather Heyer, uma mulher que lutava contra tudo aquilo que aqueles manifestantes representam. 

“Socar nazis é agir da mesma maneira que eles”  

Não, não é. Eu não sou à favor de violência, e tento ao máximo abrir um diálogo sobre as questões que levanto aqui no blog, mas eu entendo quando alguém não consegue manter a calma e acaba explodindo frente à um ato preconceituoso.

Um monte de nazistas e supremacistas brancos, pessoas que não tem medo de se auto-identificarem assim, vão fazer uma passeata com tochas (símbolo da Ku Kux Klan) e armas, numa clara demonstração de poder, trazendo de volta uma ideologia que foi responsável pelo massacre de diferentes povos, que prevê o genocídio de tudo que não é igual à eles – eu consigo entender o sentimento de revolta e raiva que toma conta das pessoas que se opuseram à isso. Porque não existe essa coisa de “os dois lados se exaltaram e há culpa em todos os lados”. Porque está obviamente claro quem está errado – os Nazistas. 

Eu não estou dizendo que acho que violência só será resolvida com violência – não. Mas eu entendo e não consigo condenar quem soca um nazista, porque é possível que, se eu estivesse ao lado de um imbecil falando esse tipo de merda, um cara que abertamente se diz à favor de uma ideologia que prega morte à pessoas não-brancas, judeus, LGBT+ e outras minorias, se eu estivesse na manifestação que terminou com a morte de uma mulher, então é possível que eu terminasse socando um nazista também. 

Os Estados Unidos tem um histórico de lutar por igualdade de direitos, e mesmo depois de muitas conquistas, a situação continua longe do ideal. Por isso eu imagino o que deve significar para aquelas pessoas ver se repetir uma cena que a geração atual só escutou falar. Eu consigo entender a dor, a frustração e a raiva que isso pode causar. 

No conflito de Charlottesville só existe um lado errado: O que não só pregou ódio, mas que assassinou uma mulher – os nazistas. Você é responsável pelo ódio que você semeia. 

Mas o que isso tem a ver com a Cultura Pop? 

Absolutamente tudo. A nossa cultura reflete o momento histórico no qual nós estamos, literatura, filmes, séries, quadrinhos e games – tudo isso absorve e reproduz aquilo que acontece à nossa volta. Capitão América e Mulher-Maravilha foram criados exatamente como forças contra o nazismo, a ficção-científica continua até hoje discutindo as causas e os efeitos da Segunda Guerra Mundial – até Senhor dos Anéis faz isso. Mas mais do que isso, a cultura pop pode, infelizmente, reproduzir mentiras e estereótipos que ajudam a fomentar e fortalecer esses discursos de ódio. 

No vídeo da Vice que coloquei lá no começo do texto, é possível ver um dos líderes da manifestação, Christopher Cantwell, responder que ele começou a se envolver com o ativismo depois que questões raciais como Trayvon Martin, Michael Brown e Tamir Rice (todos jovens negros assassinados por serem negros) começaram a aparecer: 

“Em qualquer um desses casos é um imbecil negro se comportando como um selvagem, e ele se coloca em problema. Seja qual forem os problemas que eu tenho com os meus colegas brancos, eles geralmente não estão inclinados à esse tipo de comportamento. E você precisa levar isso em consideração quando você está pensando sobre como organizar a sociedade.”

Esse discurso, de que pessoas brancas são predominantemente pacíficas, e que pessoas negras são violentas, é profundamente disseminado na cultura pop. As histórias de heróis estão lotadas de protagonistas brancos bonzinhos, ou vilões brancos injustiçados. Essas mesmas histórias tem pessoas negras sendo responsáveis pela própria escravidão, ou sempre representadas como bandidos e vilões. Esses estereótipos são negativos porque ajudam a sustentar esse discurso de Christopher Cantwell, de que pessoas negras são mais propensas à violência do que pessoas brancas. 

É assustador ver a relutância da mídia em chamar o grupo de nazistas e supremacistas brancos de “nazistas e supremacistas brancos”, mesmo quando eles próprios se auto-denominam assim. Essa mesma relutância não chama o homem que assassinou Heather Heyer no protesto de terrorista, mas fosse ele um homem não-branco, esse adjetivo teria sido automaticamente adicionado ao seu nome. 

Porque a Cultura Pop é tão influente e importante na nossa sociedade, me assusta ver o comportamento da Marvel de, nos últimos meses, tentar afastar a Hydra do Nazismo, ideologia que não só foi inspiração, mas da qual foi representação desde sua primeira aparição nos quadrinhos. Isso me assusta porque Ike Perlmutter, CEO da Marvel, é apoiador do Trump, que por sua vez apoia movimentos supremacistas brancos. Isso me assusta porque a DC, antes da Mulher-Maravilha, tinha um discurso neo-facistinha no cinema, mesmo nos filmes do Nohlan, mesmo que essa não fosse a intenção deles (o que só deixa tudo pior, na verdade). 

Mas, acima de tudo isso, me assusta porque nenhuma cultura pop que a gente consome ou produz existe dentro de uma bolha. Ela existe dentro da nossa sociedade e, além de refletir o momento histórico em que é criada, também pode ajudar a sustentar o status quo que vilaniza e oprime minorias. 

Não é só nos Estados Unidos e Nós Não Podemos Nos Silenciar

A reflexão de hoje pode ser sobre o horror do que aconteceu em Charlottesville, mas engana-se quem acha que aqui no Brasil a situação é melhor, ela só é diferente. Porque enquanto nos EUA esses supremacistas e nazistas não tem medo de se auto-denominarem assim, aqui no Brasil nós temos esses grupos infiltrados na nossa política, só que de maneira mais silenciosa. Eles estão na produção de cultura pop, na televisão, no cinema e na política também. Eles são eleitos pela população e podem inclusive concorrer à presidência. 

A imensa maioria das fotos e vídeos de Charlottesville mostravam a grande maioria masculina nazista e supremacista branca – mas também haviam mulheres lá. E é importante que nós, mulheres brancas, entendamos nosso lugar na manutenção dessa ideologia e em como a nossa representação dentro da cultura pop pode também ajudar a manter esses mesmos conceitos errados sobre outras minorias. 

Racismo, misoginia e outras opressões existem no Brasil também, e nós usamos não só da nossa cultura pop, mas da que consumimos em massa dos EUA, para justificar comportamentos e tradições que são excludentes e assassinas. O mesmo discurso que permite à Christopher Cantwell dizer que Tamir Rice é responsável pela própria morte sustenta um sistema racista que mata Tamir Rices brasileiros todos os dias. 

Minha família precisou fugir da Espanha durante o governo franquista. Meus bisavós foram um porto seguro para os filhos das famílias espanholas que eram perseguidas pelo governo, meu avô lutou pela Resistência Francesa contra os invasores Nazistas. Pra mim, ver as cenas de Charlottesville me pesou pois me assusta como pode, depois de tão pouco tempo, nós ainda tolerarmos esse tipo de discurso de ódio. Não aprendemos nada? Será que a história vai se repetir? Durante a Segunda Guerra, o Nazismo como mau comum conseguiu unir todos os espectros políticos contra ele – EUA e URSS lutaram juntos para por fim a ofensiva Nazista pela Europa. Eu espero que nós possamos discutir com quem realmente quer discutir, não com quem ainda acredita que cantar “Os Judeus Não Vão Nos Substituir” é apenas liberdade de expressão.

Ao fundo, à esquerda, minha bisavó Emília e algumas das crianças que a escola dela e de meu bisavô acolheu durante o governo Franco.

Cultura Pop é o ambiente que nos permite ir além da nossa realidade, mas também nos permite refletir sobre os nossos tempos e impedir que nossas fraquezas como sociedade se repitam. Horizon Zero Dawn fala sobre isso, Capitão América fala sobre isso, Jogos VorazesHarry Potter e tantos outros livros, quadrinhos, jogos e filmes falam sobre isso. É nossa responsabilidade, como sociedade, não esquecer que o Holocausto aconteceu à menos de 80 anos, e que esse mesmo tipo de coisa continua acontecendo todos os dias em diferentes lugares do mundo. 

É nossa responsabilidade aprendermos com os erros de nossos antepassados e não nos calarmos quando algo tão horroroso como Charlottesville acontece. É nossa responsabilidade garantir que o que aconteceu no último fim de semana não seja um recomeço para esse grande mau, mas um marco de virada por um presente mais seguro e mais justo para TODAS as pessoas. E nós só vamos conseguir fazer isso quando começarmos à parar de achar que, porque a liberdade de expressão existe, você pode fazer o que quiser sem consequências, quando pararmos de equiparar nazistas e pessoas que são contra o nazismo. É nossa responsabilidade entender que liberdade de expressão não pode abraçar discurso de ódio. 

Até Mais.

Separei alguns links que talvez possam ajudar a entender e problematizar toda essa discussão. À medida que eu for encontrando novos links, vou adicionando aqui.

Em Inglês:

Como o Agressor de Charlottesville se Radicalizou.

Nem os descendentes dos Confederados querem que os monumentos continuem de pé.

O presidente de uma sinagoga em Charlottesville fala sobre o que aconteceu quando a manifestação passou em frente ao prédio.

Quem foi Heather Heyer, a mulher que morreu em Charlottesville.

A Vice perguntou para um especialista em ética se a gente pode socar nazistas.

Coisas importantes para se saber antes de socar um nazista – uma thread.

A longa história dos quadrinhos batendo em nazis.

Em Português:

A palavra é a nossa arma.

O Desabafo de uma idosa que confrontou os neo-nazistas em Charlottesville.

Como a resposta de Trump à Charlottesville afastou o presidente dos maiores empresários dos EUA.

Nazismo é de esquerda ou de direita? 

Para aqueles que ainda estão em dúvida sobre se o Nazismo foi de esquerda ou de direita, eu sugiro assistir ao vídeo do Coisa de Nerd respondendo às perguntas que o Nando Moura fez. Além de super informativo, é difícil ver alguém explicar tão pacientemente respostas que foram cobradas de maneira tão violenta.

Machismo no meio nerd | Editora da Marvel toma Milkshake com colegas de trabalho, faz selfie e sofre assédio.

Heather Antos é uma das várias editoras da Marvel, ela trabalhou em The Unbelievable Gwenpool e atualmente trabalha com as revistas de Star Wars da editora americana. Antos também é a feliz detentora de uma conta no twitter e, assim como um bilhão de outras pessoas, costuma postar fotos do seu dia-a-dia por lá.

Uma dessas fotos, no entanto, recebeu uma onda de ódio gigante porque, imaginem só, como assim uma mulher se junta com outras mulheres, todas trabalhando com quadrinhos para a Marvel, e postam uma selfie tomando milkshake? E como assim elas se intitulam Milkshake Crew? Como assim elas sorriem e são felizes?

Essa não é a primeira nem a última vez em que uma mulher vai ser assediada e ameaçada na internet. Com mulheres que de alguma maneira estão envolvidas com o meio nerd/geek então, infelizmente estamos longe de chegar no dia em que só postar uma foto feliz ao lado do chewbacca não vai levantar perguntas e xingamentos. Chelsea Cain, Leslie Jones, Anitta Sarkeesian, Zainab Ankhtar e a roteirista nacional Petra Leão são só alguns exemplos de mulheres que foram atacas online apenas por serem mulheres e habitarem de alguma maneira o meio nerd/geek.

Marykate Jasper, autora no The Mary Sue, levantou uma questão importante:

Quando esse tipo de assédio acontece, os advogados do diabo aparecem para dizer que esses assediadores estão reagindo dessa maneira por causa das mudanças em seus personagens favoritos, estão legitimamente criticando políticas para mulheres ou simplesmente dando voz às suas opiniões. Isso sempre é uma tentativa óbvia de fornecer uma desculpa mais palatável para as agressões machistas e/ou racistas. Mas essa resposta à selfie de Anton deixa ainda mais óbvio a real motivação deles. É assédio por existir. Por ousar ser uma mulher, sorrir e se divertir enquanto trabalha com quadrinhos. É assédio que tem como combustível o ódio por ver um monte de mulheres que editam quadrinhos se divertindo enquanto trabalham.

E esse é o ponto aqui: mulheres trabalhando com quadrinhos. Felizes. Mulheres, no plural, que trabalham com quadrinhos.

Dá pra fechar um bingo com os absurdos tão comuns sobre ser mulher na internet:

Você posta uma foto com suas amigas e, enquanto um cara se sente no direito de avisar para você e para o mundo que ele sente atração sexual por uma das pessoas da foto (da maneira mais nojenta possível), o outro faz menção à estupro. Ser mulher na internet.

“Eu totalmente transaria com a garota da frente.” – “Melhor fazer ela assinar um formulário de consentimento, ela parece o tipo “falsa acusação de estupro”.

Através da foto os analisadores de currículo podem dizer sua formação e se você é habilitada o suficiente para fazer o seu trabalho – tudo isso sem entrar no seu Linkedin. Eles também conseguem saber a sua inclinação política e descobrir se você tem ou não uma conta no tumblr. Essa última eu acho particularmente interessante porque, veja bem, a maioria das pessoas acha que eu nunca teria uma conta no tumblr, quando na verdade eu estou por lá há mais de dez anos.

Você posta uma foto com as suas amigas e ela se torna imediatamente um statement sobre a sua possível inclinação à temas feministas, ela também é uma óbvia menção à luta por inclusão de personagens femininas dentro dos quadrinhos. Você foi tomar um milkshake, mas está na verdade tramando a dominação mundial. Também vira a guerrinha mais chata do milênio: Marvel vs DC. O mais interessante aqui é que esse moço provavelmente chorou o equivalente às Cataratas do Iguaçú quando a Batgirl foi remodelada, provavelmente fez a mesma coisa com a série da Supergirl e deve ter tido uma síncope com as piadas em Mulher-Maravilha.

Esse próximo twitte é o meu favorito, e é difícil conseguir chegar em como uma coisa está relacionada a outra, porque esse é o tipo de linha de raciocínio que nem o supercomputador de Guia dos Mochileiros das Galáxia conseguiria de fato fazer funcionar, mas eu vou tentar:

Um grupo de mulheres saíram para tomar milkshake. Todas essas mulheres trabalham para a Marvel. Porque elas saíram para tomar um milkshake as revistas da Marvel desenvolveram uma falta de qualidade crônica. Disserte.

Piadas a parte, isso serve para mostrar que porque mulheres que trabalham com quadrinhos saíram para tomar um milkshake e postaram uma selfie, elas recebem mensagens que variam de: acusações sobre serem responsáveis pela suposta falta de qualidade das revistas da editora para a qual trabalham (e aqui há a intenção de ligar a presença feminina à queda da vendas da Marvel – algo que já discutimos AQUI), até twittes sobre estupro.

Quando você é mulher e trabalha no meio nerd/geek, fala sobre representação ou feminismo de maneira geral, é comum que uma simples foto do que você está lendo no momento resulte em pessoas mirabolando razões feministas para você estar lendo aqui. Mesmo que você só esteja curtindo um momento de paz e colocando a leitura de Homem-Aranha em dia. Esse tipo de movimento vem de todos os lados, de quem não te conhece e de amigos, já que muitas pessoas não parecem entender que a gente pode só gostar das coisas, ou que a gente só pega umas coisas pra ler/assistir e ficar de boa. Mas mesmo que esse não seja o caso, mesmo que você não seja uma das mulheres ativamente discutindo representação, ainda assim existir como mulher dentro do meio nerd/geek é quase um ato político.

Você não pode ser mulher, ser feliz e e trabalhar com o que gosta. Porque mesmo que essa não seja a sua intenção, ser feliz vira um ato político por ser uma afronta à masculinidade frágil dos fãs de quadrinhos – como assim você é feliz com toda a merda que te rodeia? Como assim você ousa ser feliz enquanto trabalha? Estar dentro do meio nerd/geek impõe uma aura política em toda mulher que existe alí dentro. Mesmo que, no fim, você só queira tomar um milkshake com as suas amigas e registrar esse momento feliz.

Mas nem só de merdas vive essa história. Diversas pessoas, leitores e profissionais saíram em apoio à Anton e às garotas da Milkshake Crew.

Por aqui nós continuamos adorando MilkShake e lendo quadrinhos.

Quadrinho das Caça-Fantasmas tem Kelly Thompson no roteiro!

Enquanto a gente espera impacientemente a Sony tomar uma decisão sobre uma continuação de Caça-Fantasmas: Atenda ao Chamado (2016), hoje a incrível Kelly Thompson anunciou o quadrinho, de mesmo nome do filme, que vai expandir o universo do time formado por Abby, Erin, Holtzman e Patty!

Edição Nº1 – Ilustrações de Corin Howell e cor de Luis Antonio Delgado

A publicação, que sai pela IDW Publishing traz Kelly Thompson (Hawkeye) nos roteiros e Corin Howell (Mighty Morphing Power Rangers) – as duas tem no currículo outros quadrinhos que se passam no universo dos Caça-Fantasmas.

Para o LATimes, Thompson disse:

Eu estou muito feliz em trazer essa primeira aventura solo das mulheres “Ghostbusters” para o mundo dos quadrinhos. Espere muitos elementos sobrenaturais e coisas do tipo “salvar o mundo”.

Essas moças são mágicas quando estão juntas, e eu adoro escrever sobre a criatividade maluca, o cérebro científico e o bom coração delas.

Mas vamos ser sinceras, eu estou aqui mesmo para colocar o máximo de piadas possíveis. E com essas moças as piadas vem rápidas e furiosas. E ainda, quem não quer escrever o Levin? É um sonho realizado!

Howel prometeu mais fantasmas e um eye candy já conhecido

Eu acabei de lembrar que eu vou poder desenhar o Kevin, eu estou muito animada!

Capa da edição nº 2 – Artista: Emma Viecelli e Cor: Luis Antonio Delgado

A história começa com “What Dreams May Come, Part 1”, na aventura o time recebe um chamado para se livrar de um fantasma classe III, mas acaba dando de cara com um assustador Classe VII.

EU ESTOU TÃO ANIMADA. Quero ontem.

Capa variante da edição 1 Artista: Valentina Pinto

Quadrinistas homens não vão ao Lady’s Comics, perdem a oportunidade de serem melhores.

Durante o primeiro fim de semana de Maio aconteceu o Encontro Lady’s Comics em São Paulo. O evento é encabeçado pelas meninas do Lady’s Comics, foi sediado e co-organizado pela Quanta Academia de Artes. O encontro, que está na sua terceira edição e primeira na capital paulista, trouxe nomes do quadrinho nacional e latino-americano para falar sobre todos os temas que envolvem a produção de quadrinhos, do roteiro até o jornalismo.

O Lady’s foi um encontro com oportunidades incríveis de aprendizado e aprofundamento, de entrar em contato com temas que nem sempre são abordados em eventos de quadrinhos e de se conectar com profissionais excelentes históricos diferentes. Foi inspirador ver todas aquelas mulheres palestrando e dividindo experiências, ver os futuros profissionais do quadrinho nacional, tanto homens quanto mulheres, participando do evento.

Infelizmente, muitos quadrinistas já reconhecidos que moram em São Paulo não compareceram e assim, não só refletindo o machismo inerente dentro do meio, mas também perdendo a oportunidade de melhorar os seus próprios trabalhos.

O que não falta no quadrinho nacional é a representação feminina reduzida à objeto e hipersexualização, a figura feminina é vítima constante do machismo e da misoginia, seja em quadrinhos de sci-fi ou fantasia, seja em quadrinhos que buscam representar a realidade (uma realidade geralmente masculina, heterossexual e branca, diga-se de passagem). Charges, tiras, coleções ou graphic novels – homens quadrinistas brasileiros adoram reduzir suas personagens femininas às suas fantasias sexuais pubescentes, mesmo que eles mesmos não se dêem conta disso.

Então, quando um evento como o Lady’s acontece, e eu vejo na programação palestras como a da incrível LoveLove6, “Desconstruindo o olhar masculino”, e a da Gabriela Borges, “A representação da mulher e os discursos de gênero”, eu fico desapontada, mas nem um pouco surpresa ao não ver esses quadrinistas nas cadeiras. Tirando os quadrinistas que estavam na equipe da Quanta, apenas dois ou três passaram por lá. Eles não comparecem provavelmente porque  acreditam que são tão superiores que não há nada para aprender, ou porque continuam achando que desenhar mulheres com peitos maiores que a cabeça é uma questão e estilo, não de machismo e mediocridade.

Como artista, uma das coisas mais difíceis de se enfrentar são as críticas ao seu trabalho, mas aprender a aceitá-las e a separar aquilo que é construtivo e o que é só hate é muito importante. Mas tão importante quanto isso é aprender a identificar onde os seus privilégios barram o seu trabalho de ser melhor, de ser maior. Existe, dentro da maioria dos artistas, um tipo de arrogância que vem da possibilidade de criar universos novos, é algo que a própria cultura artística infelizmente cultiva. Quando juntamos isso a percepção masculina de que apenas por serem homens eles têm uma suposta superioridade, a arrogância se torna burrice, que termina por ser opcional.

O privilégio masculino é algo que, para o próprio homem, é muito difícil de perceber, admitir ou fazer algo sobre. Essa dificuldade não o exime de culpa por não notá-lo e, no fim, esse mesmo privilégio acaba limitando aquilo que ele pode fazer com a sua própria arte. Por causa disso, eles não só acreditam que não há nada para aprender com profissionais mulheres, eles também não se dão conta que a escolha de “pular” um evento como Lady’s tem sim a ver com o gênero das palestrantes.

O Lady’s foca em convidadas mulheres, mas em momento nenhum exclui homens de participarem como espectadores ou apoiadores. Ele também não é um evento focado apenas em discutir gênero, tiveram mesas maravilhosas que nada tinham a ver com gênero – que, inclusive, representou a minoria dos temas abordados. A escolha de não participar vem única e exclusivamente deles e, mesmo que feita de maneira não-intencional, está sim baseada no gênero dos profissionais que ganham enfoque no evento.

Faz-se fila para aprender com os grandes nomes do passado, compra-se suas coleções e lotam salas de discussão – mas apenas se eles forem nomes masculinos como Ziraldo, Quirino ou Angeli. Ao que parece, quadrinistas homens não se interessam em aprender com nomes femininos que conseguiram driblar a censura e publicar tiras críticas durante a ditadura, como Ciça Pinto, ou com um dos nomes mais importantes da ilustração de imprensa, como Mariza Dias Costa.

Eles também não tem interesse em assistir palestra de profissionais de editoras, não se elas forem todas mulheres, e nem querem aprender um pouco mais sobre técnicas de pintura ou mesmo sobre como quadrinhos são utilizados dentro da sala de aula (uma ótima fonte de renda, diga-se de passagem). Eles também não querem entender ou aprender um pouco mais sobre maternidade e quadrinhos, muito menos sobre homoafetividade e quadrinhos – tá tudo bem, todo mundo viu Sense8.

Quadrinho é arte, mesmo o quadrinho de super-herói é uma forma de arte, porque ele nos conecta com temas e sentimentos, porque vivemos experiências novas ou já conhecidas através dos universos e personagens que encontramos. Porque, mesmo que inconscientemente, ele reflete a realidade à nossa volta. E é muito fácil para o artista, especialmente se ele é homem, se perder no seu próprio umbigo e acreditar que aquele mundo é o mundo à sua volta.

É assim que quadrinistas incríveis viram quadrinistas medíocres, porque acreditam que a história que estão contando, uma história que reflete apenas aquilo que eles acham ou acreditam, aquilo que eles veem apenas dentro da suas lentes míopes masculinas, aquilo que eles aprenderam apenas com outros homens é o melhor que eles podem fazer. Peitos maiores do que a cabeça, personagens femininas diminuídas a objetos sexuais ou subdesenvolvidas não é uma questão de estilo, é uma questão de mediocridade. E é uma mediocridade que existe apenas porque o artista é preguiçoso e se recusa a aprender e a olhar além do seu próprio umbigo.

Quando esses fabulosos quadrinistas já consagrados do quadrinho nacional decidem não comparecer à um evento como o Lady’s Comics, o mercado de quadrinho perde. Perde porque eles vão continuar fechados dentro de seus clubes do bolinhas, com suas broderagens e mesmo com o seu silenciamento frente ao machismo e a misoginia inerente ao mercado. Mas quem perde muito também são eles mesmos, já que limitam seu trabalho à visão masculina, como se a sua verdade fosse a grande e única verdade, como se não tivessem nada a aprender ou evoluir com visões diferentes. Eles próprios diminuem sua arte à mediocridade do olhar único. Espero que até o próximo Lady’s, ou quem sabe até o curso de verão da LoveLove6 que foi sugerido durante o encerramento do evento, esses quadrinistas decidam libertar o seu trabalho, e a sua cabeça, dessas correntes machistas que os impedem de ir além, de serem melhores.

Até mais.

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Para Ler Mais:

Broderagem, Mercado e Exclusão

O elefante na sala: Assédio no meio do quadrinho nacional. 

Como você, homem, pode ajudar a acabar com o machismo e o assédio no meio dos quadrinhos.

Facebook Live | Hipersexualização feminina X Hipermasculinização.

Na Live desta quarta-feira nós falamos sobre as diferenças entre hipersexualização feminina, hipermasculinização masculina e sobre a falsa simetria ao comparar hipersexualização feminina e masculina.

Caso você queira ler, aqui está o nosso guia para a Live! 😉

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Pra falarmos sobre isso tem algumas coisas que precisam ser estabelecidas:

1) MALE GASE – É o Olhar Masculino sobre uma personagem feminina, corriqueiramente isso termina nela sendo desenvolvida dentro de padrões de comportamento e de estética que são fetichizantes e objetificantes, determinando a existência dessa personagem apenas como um objeto criado para agradar a punhetice masculina. Elas também são desenvolvidas para não ofuscarem o personagem masculino e, assim, não parecerem mais importantes do que o leitor em si.

2) FEMALE GASE – É o olhar Feminina sobre um personagem masculino. Esse tipo de olhar é raro, e ainda mais raro é quando ele tende à sexualizar o personagem feminino em questão. Se formos falar sobre ele ser diminuído à um objeto eu realmente não sei se a gente consegue encontrar um único exemplo. Filmes e quadrinhos com um olhar feminino tendem a ser muito mais simpáticos com personagens masculinos do que o contrário.

2) FALSA SIMETRIA – É quando você tenta equiparar duas coisas que estão em situações diferentes. Por exemplo, a hipersexualização de personagens masculinos e femininos, a opressão sofrida por pessoas brancas e negras, etc.

Dito tudo isso, vamos às perguntas que não querem calar:

O Que é hipersexualização?

Quando uma personagem é diminuída e/ou objetificada.

Quando a sua sexualidade é utilizada para agradar o olhar do espectador, tirando dela qualquer humanidade ou senso de identidade. (Imagem Manara)

Quando se decide que um uniforme como esse (Imagem da Emma Frost) faz sentido – seja para lutar, seja em como diabos esse tecido funcionaria.

Quando se desenha uma personagem em uma posição ginecológica, que faz pouco ou nenhum sentido em uma cena de luta (ou em qualquer cena).

Quando todas as personagens femininas aparecem, em algum momento, com a bunda em evidência no pôster do filme – note que é quase contorcionismo ficar com peito e bunda no mesmo plano. (Viúva Negra)

Personagens Masculinos são hiperssexualizados?

Se permite sexualizar alguns poucos personagens femininos, mas nenhum deles é diminuído à isso. Gambit, Asa Noturna, Deadpool (?), Thor (nos filmes) e Amor são alguns dos poucos personagens cujas histórias e/ou imagens já os colocaram sob a female gaze, nenhum deles, no entanto, foi diminuído de sua humanidade, nenhum deles usa uniforme marcando as bolas, nenhum dos tecidos dos seus uniformes delinear o corpo deles como o tecido das personagens femininas o faz.

Eu tenho inclusive a teoria de que o Asa Noturno é eunuco, pq toda vez que ele aparece de perna aberta existe um vácuo no lugar de onde estariam as partes dele. (Imagem do Asa Noturna)

Não que eu queria ver as partes dele, mas as partes femininas né, tem gente que faz até sombra.

Mas e o Wolverine sem camisa? E o Sexy Ryu? E o Lobo? E o Thor dos quadrinhos?

É aqui que entra a diferença primordial quando se fala em personagens femininos e masculinos com pouca roupa: o público alvo.

Veja bem, Quando se desenha uma super-heroína com pouca roupa o público que o desenho quer atingir é o masculino – apela-se para a punhetagem desse público, vendendo sexo, vendendo o corpo feminino.

Quando se desenha um super-herói como o Wolverine, o Thor dos Quadrinhos, Batman e Superman sem camisa, com o corpo todo sarado, veias pulsando de todos os lugares, o público que esse desenho quer atingir é o masculino – apela-se para um ideal de masculinidade, um ideal de que homem é sinônimo de força física, de que masculinidade é sinônimo de violência. Não é no público feminino que se pensa quando Ben Affleck vira pneu em Batman vs Superman, é no carinha que vai olhar praquela cena e pensar “Fuck yeah macho man”.

Obviamente existem mulheres que gostam desse tipo de homem supersarado veias saltando, mas elas são um público acidental – elas não são a razão pela qual opta-se para mostrar esse tipo de físico masculino.

A hipersexualização feminina e a hipermasculinização do personagem masculino tem, no final, o mesmo público alvo: homens. E os dois ajudam a sustentar um sistema excludente e violento – tanto para as mulheres, quanto para os homens.

Do ponto de vista feminino, criar apenas esses tipos de padrões gera:

– Exclusão de uma porcentagem imensa de público. Pensando de maneira binária, homens e mulheres, esse tipo de construção pode gerar a exclusão de quase 50% de público que poderia estar pagando para consumir esses personages – é burrice editorial. Rebeca parou de comprar quadrinhos pq cansou. Voltou com a Thor.

– Cria padrões de beleza inaucansáveis – ninguém nunca vai ser a Vampira, ou a Mulher Maravilha. Isso afeta diretamente a auto-imagem que as mulheres tem delas, contribuindo para uma visão negativa que as mulheres tem dos seus próprios corpos.

– Segrega ainda mais a representação feminina: personagens não-brancas tendem a ser ainda mais hiperssexualizadas do que personagens brancas. Se elas tiverem origens africanas, nativo americanas ou asiáticas isso só piora, já que elas vão ser representadas sempre puxando para uma sexualidade fetichizante, que volta e meia cai em representações que incluem biquínis de oncinha.

Do ponto de vista masculino:

– Cria padrões de masculinidade que são tóxicos, pautados em violência e com corpos tão impossíveis quanto os femininos. Ao mesmo tempo que isso cria um ideal de masculinidade, esmaga a masculinidade dos caras que consomem essas imagens e histórias. Se você não é um homem forte e/ou violento, então não é homem.

– Diminui o seu público à um punhado de nerds punheteiros.

– Cria, na cabeça masculina, um ideal de mulher que é irreal e fetichizado. Isso não só contribui para a visão masculina de que mulheres são menos do que homens, como também para o comportamento violento masculino em relação à mulher.

Eu não estou dizendo, em hipótese alguma, que quadrinhos são culpados pela violência que o homem faz. Mas quadrinhos, assim como qualquer meio de comunicação e arte, não vive dentro de uma bolha onde seus consumidores não são afetados pelos sinais e pelos símbolos que eles ajudam a sustentar.

Como podemos mudar isso?

Mudanças já estão acontecendo, as editoras estão cada vez mais preocupadas com o modo como suas personagens femininas estão sendo retratadas, quais histórias e quais uniformes elas estão usando. Batgirl, MoonGirl, Kamala, a Thor e Miss Marvel são algumas dessas representações diferentes e mais positivas. Ainda existe muito chão pela frente, mas já estamos em um caminho interessante.

 

As Minas do Artists’ Alley da CCXP Tour Nordeste 2017!

Mal saímos de uma Comic Con Experience, já estamos chegando em outra – a CCXP Tour Nordeste! Infelizmente nessa edição o Collant não vai conseguir marcar presença e passar horas se perdendo nessa maravilhosidade de minas do Artists’ Alley! Mas, se você vai estar por lá, não deixe de passar nessas mesas incríveis! <3

O evento acontece nesta semana, de 13 à 16 de Abril, em Recife.

A13-14

Adriana Melo

Adriana Melo ingressou no mercado de quadrinhos depois de ter uma avaliação de portfolio, em uma convenção de quadrinhos em São Paulo, ainda aos 18 anos. Depois de um tempo treinando ao lado de outros desenhistas já ativos na industria, veio a primeira oportunidade: Homem de Ferro. A partir daí vários títulos se seguiram: Quarteto Fantástico, Surfista Prateado, Star Wars: Empire, Rose & Thorn, Witchblade, Sinestro Corps: Parallax, Miss Marvel, Birds of Prey e Catwoman entre títulos mensais e especiais. Atualmente, Adriana é a desenhista de “New Adventures of the Ninth Doctor” para a editora Titan Comics.

A16

Suu Hideto

Suu Hideto cursou publicidade e propaganda, trabalhou como professora de mangá na AreaE Escola de Artes, Escola de desenho Daniel Azulay e no Senac Bom Retiro como professora de desenho de moda utilizando o manga; Fez projetos independentes como a HQ “Peter Pan the Second Day”, e “Shoujo Mangá Dream” entre outros! Recentemente publicou pela editora Crás o livro “Lolita Fashion Japan” com Sandra Rybicki e Cecilia Cherullo. Pretende divulgar seus trabalhos mais recentes, a reedição de seu “Peter Pan”, “Sketchbook Suu Hideto”, o livro “Shoujo Manga Book”, e seu lançamento da light novel “Um segredo e o Gene MC1R” para esta edição do CCXP 2016 com prints de seus trabalhos aqui citados.

A18

Brendda Lima

Brendda Lima é ilustradora e colorista. Cearense, faz parte do coletivo Netuno Press e vai levar pra CCXP tour recife quadrinhos, prints e adesivos. Pra encontrar o trabalho dela, basta aparecer na mesa A18.

B07

Luna

Luna Bianca Guimarães Praun – ou simplesmente LUNA – é uma artista digital nascida e criada no Recife. Pegou gosto por desenhar quando criança e desde então não parou mais (e nem pretende). Tem preferência pela arte digital, mas se aventura por técnicas tradicionais como aquarela e gouache. Sempre gostou muito de criar histórias e agora quer mostrá-las ao mundo. Sua primeira HQ, “MOIRA”, será lançada em forma de fanzine na CCXP.

melik3scoffee.tumblr.com

facebook.com/lunapdraws

Laís M.

Recifense nascida e crescida nessa cidade. Curso design na UFPE e atualmente trabalho na Editora Universitária. Peguei gosto pelo desenho quando era ainda menor do que sou hoje (rs). Fui uma criança muito agitada, o que fez meus pais tentarem preencher todo o meu tempo e gastar toda minha energia com atividades físicas e artísticas, e foi assim que eu comecei a gostar de fazer arte. Por volta dos 11 anos eu já dominava a pintura a óleo (e também já era uma criança muito mais calma para alivio dos meus pais), mas só durante a adolescência descobri a pintura digital, a qual se tornou de longe minha maior paixão. Meus grandes objetivos são o trabalho como designer editorial e também a construção na carreira de quadrinista e ilustradora.

B11

Suzanne Cascardi

Olá! Sou Suzanne Cascardi, tenho 26 anos, nascida em São José dos Campos, interior de São Paulo. Sou Ilustradora digital, formada em Desenho e Animação. Trabalho como ilustradora freelancer desde 2010, me tornei um membro da Kinoene Arts e também do estúdio Tonnelada em 2013! Estarei na CCXP Tour Nordeste mostrando um pouco do meu trabalho. Encontrei na ilustração e nos quadrinhos um meio para me expressar e inspirar outros a seguir seus sonhos, levando isso em consideração estarei na CCXP Tour com meu primeiro Artbook: o LUME, um compilado de criações de personagens, ideias e releituras do mundo fantástico que sempre serviu como referência em minhas produções.

C05

Aline Lemos

Aline é natural de Belo Horizonte e produz quadrinhos e zines de forma independente desde 2013. Publicou o fanzine “Melindrosa – Folhetim erótico político fantástico do século XXI”, finalista no prêmio HQMix 2015 nas categorias Publicação Independente Edição Única e Novo Talento Desenhista. É colaboradora dos portais Lady’s Comics e Marsam Graphics e publica em sua página Desalineada. Nesta edição da CCXP, irá lançar seu livro Artistas Brasileiras em Quadrinhos.

C08

Nickyzilla

Formada em Design Gráfico, Monique Alencar sempre foi apaixonada por quadrinhos, games, cartoons, e arte em geral. Desde criança passava horas à fio desenhando constantemente seus personagens e universos favoritos, sempre tendo muito respeito e admiração por todos os profissionais envolvidos na área de ilustração (desenhistas, coloristas, arte-finalistas, etc). Em 2013 começou a trabalhar ativamente no ramo e desde então exerce o ofício como artista freelancer. Atualmente está organizando os projetos de dois quadrinhos diferentes e espera trazer a mesma alegria que sempre sentiu a outros futuros apreciadores e leitores.

C09-10

Cris Peter

Com 15 anos de experiência em colorização de quadrinhos, já trabalhou para as editoras DC Comics, Marvel, Dark Horse e Image, em títulos como “Superman/Batman”, “Astonishing X-Men”, “Quarteto Fantástico”, “Capitão América & Namor” e “Hawkeye vs Deadpool”. Em 2012, tornou-se a primeira brasileira indicada ao Prêmio Eisner. Seu trabalho também pode ser visto nas Graphic MSP “Astronauta – Magnetar”, “Astronauta – Singularidade” e “Astronauta – Assimetria”, com arte e roteiro de Danilo Beyruth. Escreveu o livro “O Uso das Cores” e atualmente desenvolve um projeto autoral “Patas Sujas”, com o coletivo Estúdio Complementares e a desenhista Érica Awano. Cris também está envolvida no selo Pagu Comics como autora do título “Quimera”. Participou da organização de painéis sobre diversidade, apresentados nas edições anteriores da CCXP, juntamente com Rebeca Puig e colaboradores.

Renata Rinaldi

Mineira, Ilustradora, publica quadrinhos desde 2013. Nasceu em cidade minúscula e cresceu em cidade pequena, mas atualmente vive e estuda em Brasília. É artista visual com o fervoroso desejo de contar histórias, pois possui o grande deslumbramento por narrativas de várias formas: ilustra, cria zines, livros-objetos, quadrinhos, desenhos e grandes planos mirabolantes. Esse desejo desembocou em aventuras diversas: fez tirinhas com selo Batata Frita Murcha, fundou e é atual integrante do coletivo de mulheres quadrinistas a Mandíbula, fez parte de diversas Antologias dentre elas o Jornal Pimba (Brasília – DF), a PLAF (Recife – PE), a Basídio (Uberlândia – MG) , a Mês (Brasília – DF), dentre outras. É integrante do selo PAGU, onde é desenhista do título trimestral D.A.D.A. publicado no Social Comics através da Editora Cândido, além das jornadas solo: Labirinto Em Linha Reta, O Pequeno Bapho e Last Rose, lançadas no cenário independente. Publica suas produções em sua página no Facebook e no instagram: @tintaderaposa. Entre um rolê e outro, gosta muito de assistir desenhos e tomar chá. <3

C11

Gio Guimarães

Giovanna Guimarães saiu rabiscando papéis e paredes desde criança. Aventurou-se na UFMG e mergulhou fundo no mundo da ilustração, quadrinhos e animação: suas paixões. Entre outros trabalhos, colorizou quadrinhos, criou capas e séries de cards para o mercado americano, e trabalhou em longas-metragens e séries de animação como o Irmão do Jorel na 2DLab e Copa Studio, no Rio de Janeiro. Atualmente reside em São Paulo, trabalhando como ilustradora sênior na Cool Mini Or Not, onde cria artes para games. Desenvolve projetos pessoais de ilustração, quadrinhos, animação e toy arts, e não consegue decidir se é mais viciada em Wacon e bytes ou em tintas e papéis.

C13

Senhoritas de Patins

“Senhoritas de Patins” é um estúdio independente de quadrinhos e ilustração fundado em 2014. As mentes conspiradoras desse projeto pertencem às amigas Fabiana Signorini e Kátia Schittine! Ambas são formadas em Cinema de Animação pela UFMG. Elas adoram desenhar, criar novas histórias e fazem trabalhos colaborativos de quadrinhos desde 2003! O nome “Senhoritas de Patins” é uma brincadeira com as traduções literais dos sobrenomes das artistas. Venha conhecer-nos e ao o nosso trabalho! http://www.senhoritasdepatins.com/

C14

Janaina Araujo

Sou colaboradora do Studio PBR, que foi fundado por alguns amigos meus, e estudo Design na Universidade Federal de Alagoas. Minha área de atuação é o Design Gráfico, especialmente em Histórias em Quadrinhos ou Arte Sequencial. Atualmente faço histórias em quadrinhos, ilustrações, tirinhas, roteiro, diagramação, entre outros, mas minha especialidade é a Arte Final. Desenho desde a adolescência, mas venho me profissionalizando desde 2012 até então.

D03

Ilustralu

Oi, eu sou a Luiza de Souza. Tenho 24 anos, cursei Comunicação Social na UFRN e larguei a vida de agência pra trabalhar com ilustração desde o início de 2014. Publiquei a HQ Contos Rabiscados para Corações Maltrapilhos em 2014 – que já está em sua 2ª edição, o zine Marcela Mulher Melhore em 2015 e comecei a web-comic Os Cool Kids em 2016. Fiz trabalhos para pessoas incríveis com histórias bonitas, agências de publicidade descoladas, portais de notícias locais e murais em diversos estabelecimentos comerciais do Rio Grande do Norte. Na CCXP Tour lançarei os zines “O Inventário Amoroso de Marcela” e “Shipp”. <3

Dessamore

Ilustradora profissional desde 2014. Iniciou na área artística por incentivo de amigos e familiares. Mesmo tendo pouco tempo na área, seus objetivos e sonhos sempre estão voltados para a área de ilustração. Fez seu primeiro zine no começo de 2017, que será lançado na CCXP. Um zine cheio de desafios para quem também gosta de ilustrar. Mantem um blog onde fala sobre a vida de ilustrador e materiais artísticos. Seus objetivos para o futuro são muitos e estão só começando.

D07

Marília Feldhues

Comecei minha vida profissional em 2007, trabalhando com arte para material educativo digital. Em pouco tempo comecei a trabalhar na área de jogos, animando e fazendo desenvolvimento visual. Como freelancer, paralelamente ao trabalho com jogos, já executei projetos na área de ilustração editorial para livros e revistas, ilustrações institucionais e projetos para quadrinhos. Em 2016 tive meu primeiro lançamento de quadrinho, o Cemitério dos Sonhos, roteiro do Miguel Peres. Faz um ano também que tenho trabalhado como diretora de arte para animação, área pela qual tenho imensa paixão. Recentemente comecei a produção do meu primeiro curta-metragem de animação, o “Adeus”, que será a minha estréia como diretora.

D11-12

Renata Aguiar

Desenhista desde muito pequena, criou vergonha na cara e começou a trabalhar profissionalmente com ilustração em 2013. É publicitária de formação, designer por opção e ilustradora por coração. Apaixonada por livros e ilustração infantil, juntou seus cadernos e lápis em uma sacolinha presa em um galho e cruzou o oceano para aprender mais. Adepta a desenhos com cores fortes e traços soltos, personagens com anatomia duvidosa, desproporcionais, cabeçudos, pernudos e extremamente fofinhos, juntando tudo isso criando o projeto “The Palette Challenge”.

D16

Atóxico (Renata Nolasco)

Atóxico (Renata Nolasco) é natural de Mossoró-RN e atua como Ilustradora e Quadrinista desde 2014. Com 21 anos, é formada em Jornalismo, porém a paixão pelos quadrinhos falou mais alto e vem trabalhando desde então com a proposta de tiras informativas. Está em processo de finalização de sua primeira novela gráfica ficcional, chamada “Apenas Ana”. Renata administra a página “Atóxico” no Facebook e Instagram, e publica seus quadrinhos no Medium (medium.com/@renatanolasco) e Tumblr (atoxicoemoral.tumblr.com). Seu trabalho tem como característica principal as cores vibrantes e traços caricatos que remetem ao estilo cartoon.

E03-04

Bianca Pinheiro

Formada em Artes Gráficas e pós-graduada em Histórias em Quadrinhos, Bianca Pinheiro começou a publicar webcomics em 2012. Sua obra mais famosa, Bear, está no terceiro volume e é publicada pela Editora Nemo desde 2014. A história narra as aventuras de uma menina perdida em busca dos pais e encontra um urso que se torna seu amigo. A quadrinista também é responsável pela graphic novel Mônica, do projeto Graphic MSP da Mauricio de Sousa Produções, e pelas HQs independentes Dora (2014) e co-autoria em Meu pai é um homem da montanha (2015). Além de algumas short comics independentes: Sustenido (2012), Adeus, Lourdes (2012), Ouro de Tolo (2012), Me Deixa Entrar, Mariana (2013), 24 Horas de Quadrinhos (2014), A Hora da Bruxa (2015) e O Instante (2015).

E09

Cristina Eiko

Cristina Eiko nasceu em São Paulo-SP e formou-se em Design Digital. Trabalhou com webdesign e, fã de animação, entrou no mundo da animação como assistente em “Asterix e os Vikings”, passando pelo “Segredo de Kells” e “Uma História de Amor e Fúria”. Viciada em quadrinhos, participou de um fanzine com amigos, fez tirinhas de dor-de-cotovelo e hoje em dia produz o “Quadrinhos A2”, criado com Paulo Crumbim em 2010, que conta com 4 volumes até agora. Também, junto com Paulo, fez “Penadinho – Vida”, uma das Graphics MSP, em 2015.

E10

Milena Azevedo

Milena Azevedo já foi professora de história e empresária, mas atualmente segue como roteirista de histórias em quadrinhos, integrando a equipe do Pagu Comics, com a HQ “Haole”. É resenhista do Universo HQ e colunista do Substantivo Plural. Já publicou quadrinhos em coletâneas regionais, nacionais e em Portugal. Em 2013, junto com o chargista Brum, fundou a MBP (selo independente de quadrinhos), lançando O Guarda-Vidas e as coletâneas Visualizando Citações (finalista por duas vezes consecutivas do Troféu HQ Mix) e Fronteira Livre (finalista do Troféu HQ Mix e do 42º Festival de Angoulême – categoria BD Alternativa). Organiza eventos de cultura pop na cidade do Natal, além de ser a curadora do setor de quadrinhos da FLiQ – Feira de Livros e Quadrinhos de Natal.

Blenda Furtado

Trabalho como Ilustradora e arte finalista, produção de artes encomendadas, ilustração institucional e editorial desde 2009. Atualmente venho participando com desenhos publicados em livros relacionados a quadrinhos, ilustração, RPG e outros. Minhas últimas publicações foram como Arte Finalista do Selo “Pagu Comics” do Streaming de Quadrinhos “Social Comics”, além de ilustrações para livros de RPG publicados nos livros “Só Aventuras V.04” e “Mundo dos Deuses” da Editora Jambô.

F02

Cris Camargo

Gaúcha radicada em São Paulo, Cris Camargo é formada em Comunicação e trabalha como editora e produtora de conteúdo digital, além de fazer freelances como ilustradora. Desenha desde que se conhece por gente. No momento, se dedica à produção e publicação da minissérie em quadrinhos “O Último Maranishi”, em versão digital e impressa.

F03

Azuos

Professora de Desenho Técnico e Artístico. Estudante de Licenciatura em Expressão Gráfica [UFPE]. Estagiou como mediadora, oferecendo cursos de ilustração para a Prefeitura do Recife, e como ilustradora em empresas de jogos educativos. Atualmente trabalha como ilustradora freelancer.

Amanda Aquino

Formada em Design / Mestranda em Design [UFPE]. Trabalhou em empresas de jogos e de publicidade. Atualmente trabalha como ilustradora e animadora freelancer. Apaixonada pela cultura japonesa, e também por quadrinhos e animações em geral, ela mal pode esperar por esse evento incrível!

F08

Anna Charlie

Anna Charlie é fruto do trabalho da Anna Maeda como ilustradora. A artista gosta de contar pequenas histórias e sentimentos por linhas e cores. Seus temas favoritos envolvem garotas, flores, animais e um toque de poesia. Anna aplica suas criações em diversas superfícies, como canecas, pratos decorativos, e no bom e velho papel.

F09

Dharilya

Dharilya desenha desde criança, e sempre gostou de explorar fantasia e terror de uma forma doce e delicada em seus trabalhos. Em 2014 publicou seu primeiro quadrinho, “Entre Monstros e Deuses” pela editora JBC na antologia “HENSHIN! mangá”. Em 2015 publicou de forma independente “A Lojinha Mágica de Medos” da coleção “Relicário HQ”, indicado ao Troféu HQMix em 2016. Atualmente ela trabalha em seu projeto pessoal, “Candy Machine” e acredita que 2017 promete bastante novidades.

Natália Prata

Ilustradora freelancer formada em Arquitetura e Urbanismo. Sou apaixonada por cultura pop, e esse amor reflete nas paletas de minhas ilustrações. Meu passatempo favorito é desenhar garotas de estética fofa. Além disso, prezo por uma melhor representação feminina na mídia.

G10

Ju Veríssimo

Ju Veríssimo é natural de Campina Grande/PB. Apesar da pouca idade, já participou de projetos onde trabalhou com desenvolvimento de identidade visual, diagramação e colorização. Lança Turma da Marieta em trabalho conjunto com seu pai, José Veríssimo.

H19

Thaïs Gualberto

Formada em Arte e Mídia pela UFCG, começou a se dedicar aos quadrinhos no fim de 2009, quando criou sua personagem “Olga, a sexóloga taradóloga”. Em 2010 formou o Coletivo WC com outros quadrinistas paraibanos, com quem publicou duas edições da revista Sanitário. Também integrou o projeto da revista Inverna, uma publicação pensada para divulgar o trabalho de quadrinistas brasileiras. Ministra oficinas na área de quadrinhos desde 2013, sendo a primeira “O processo de produção de quadrinhos para ‘não desenhistas’“ no SESC Ribeirão Preto. Participou de diversas exposições coletivas e teve uma exposição solo na Aliança Francesa de João Pessoa em 2014. Lançou seu quadrinho “Olga, a sexóloga” de forma independente em 2015 e publicou tirinhas nos jornais A União e Folha de S. Paulo. Atualmente é colaboradora do Lady’s Comics e coordenadora de quadrinhos da Fundação Espaço Cultural da Paraíba desde 2014, onde dá aulas, coordena os projetos “Espaço HQ”, “Tertúlia HQ”, “Quadrinhos Intuados – Encontro regional sobre histórias em quadrinhos” e é responsável pela Gibiteca Henfil, fundada por Henrique Magalhães em 1990.

Black Silence, de Mary Cagnin.

Ficção Científica ainda não é o gênero de escolha de muitos brasileiros, sejam leitores, escritores ou quadrinistas, mas é exatamente nesse último, nos quadrinhos, que venho observando uma insurgência de trabalhos interessantes no gênero. Um desses trabalhos é Black Silence, da quadrinista Mary Cagnin.

A história segue a tripulação de uma missão organizada pela FAE (Forças Armadas Espaciais) para procurar um planeta que possa funcionar como colônia, uma última tentativa desesperada de salvar a humanidade. Na liderança da missão está a Comandante Neesrin Ubuntu, uma oficial fria e determinada, com uma reputação que a precede e mistura admiração e medo em sua tripulação. Além dela e de sua equipe da FAE está Lucas Ferraro, Exobiólogo que recebe a missão sem opção de negá-la, ele está preso pela FAE aparentemente de maneira irregular. A viagem é altamente arriscada, e pode resultar na morte de todos os seus integrantes, e o que os espera no outro planeta além de desconhecido pode ser perigoso.

Black Silence sofre de um mal que é muito comum nos quadrinhos brasileiros, a narrativa expressa. O universo criado para a narrativa central é grande e interessante, mas a história parece presa nas 87 páginas que tem para se desenvolver. Você sabe quem são os personagens porque se fala muito sobre eles, mas sem páginas o suficiente para desenvolvê–los as informações parecem cair no nosso colo ao invés de ser um processo mais orgânico. Informações interessantes que revelariam detalhes relevantes sobre como é e como funciona a sociedade da qual essa missão faz parte são apresentadas rapidamente mas nunca desenvolvidas. Fica a sensação de que havia muito mais história para contar, mas faltaram páginas.

Apesar desse problema de narrativa, Black Silence consegue contar uma história que conversa diretamente com os nosso medos, aqueles que são quase primitivos. O que vai acontecer com a humanidade quando chegarmos no nosso limite? Ao invés de escolher um cenário pós-apocalíptico onde veríamos a destruição humana, Mary Cagnin opta por nos mostrar um cenário contido nessa última missão. O modo como essas questões afetam ou não cada um dos membros da comitiva, os sacrifícios que todos eles tiveram que fazer para chegar no ponto em que estão – mesmo aqueles que nunca optaram por esses sacrifícios.

O quadrinho flerta com Hard Sci-Fi, mas é exatamente por não se fixar em detalhes muito específicos que ele ganha narrativamente. É possível ver influências tanto do clássico Vampiros de Alma (e talvez só essa menção já seja um pequeno spoiler), quanto de Alien: O Oitavo Passageiro. Pode-se dizer inclusive que há também um aceno para o tradicional anime de sci-fi Evangelium. isso tudo com uma roupagem mais atual e bem mais diversa etnicamente.

Um dos pontos altos de Black Silence é que dos seus cinco personagens, apenas dois são brancos. É difícil ver uma protagonista de sci-fi negra e é interessante ver como a protagonista se desenvolve. Se primeiramente Neesrin periga cair no estereótipo da mulher negra como uma fortaleza, algo que inclusive está dito na Ficha de personagens, mais para o final da história a Comandante da FAE ganha espaço para se desenvolver e mostrar um faceta diferente.

É muito legal ver o quadrinho nacional aprendendo a contar histórias de sci-fi sem cair na mesmice da narrativa tradicional americana. Black Silence é um produto criado por uma autora Brasileira que, assim como Mayara & Annabele, consegue caminhar por um gênero relativamente novo para a narrativa nacional, com elementos tradicionais de sci-fi, mas que se permite ir além sem parecer uma cópia esquisita do que já foi feito antes. Definitivamente vale a leitura.

Black Silence foi financiado no Catarse, mas você consegue adquirir uma cópia AQUI.