Darkside Books lança Chronos: Viajantes do Tempo. Prepare-se para essa viagem!

Viagem no tempo é um assunto que sempre fascinou muitas pessoas, há inúmeras histórias sobre isso. Mesmo quando esse não é necessariamente o foco da narrativa, há aquelas que usam esse elemento em algum momento. Bom, se você é uma das pessoas que, assim como eu, curte viagem no tempo, o novo lançamento da Darkside vai te interessar bastante!

Chronos: Viajantes do tempo conta a história de Kate, que descobre que a avó é uma viajante no tempo. Como se não fosse o bastante, um alteração na linha temporal faz com que os pais de Kate sumam, então ela entra nessa aventura de voltar no tempo e impedir um homicídio que pode ser a solução para resolver tudo. O problema é que, como nós já sabemos, viagens no tempo sempre possuem custos altos e o risco de acabar com o presente que conhecemos.

A autora do livro é Rysa Walker, escritora americana. Chronos: Viajantes do tempo é o seu romance de estreia. Esse é o primeiro volume de uma trilogia, que também foi ganhador do prêmio Amazon Breakthrough Novel Award em 2013, além de ser muito elogiado pela crítica.  

Eu costumo dizer que viagem no tempo é um recurso narrativo que, apesar de ser muito divertido, também pode ser muito complicado. As regras das linhas temporais variam de acordo com o universo. Em Efeito Borboleta e Life is Strange, cada fato mudado afeta diretamente o futuro, já em Game of Thrones não importa o que você faça, nada poderá ser mudado. Então é fácil que o autor se perca nessas mudanças temporais, ainda mais quando isso é colocado junto de outros elementos. Rysa Walker não tem medo de juntar a viagem no tempo com uma investigação de assassinato, sempre tomando cuidado com as referências históricas.

Chronos: Viajantes do tempo também tem protagonismo feminino, a maioria dos personagens que viajam no tempo na ficção são homens, então é sempre bom ver uma mulher tomando esse espaço.

O livro tem 320 páginas, com aquela capa dura e linda da Darkside que todos amamos. A tradução foi feita por Fernanda Lizardo.

Para todos que já querem entrar nessa viagem, o livro já está disponível na Amazon!

Life is Strange | Análise

Life is Strange é um jogo que tem feito muito sucesso esse ano. Produzido pela Dontnod Entertainment e pela Square Enix, o jogo começou a ser lançado em janeiro desse ano e o capítulo final saiu em outubro. Sim, o jogo é dividido em cinco capítulos com duração de mais ou menos 4 horas. O jogo está disponível para PS4, PS3, XBOX ONE, XBOX 360 e PC.

O jogo conta a história de Max Caulfield, uma estudante de fotografia na faculdade de Blackwell, em Arcadia Bay. Max é uma moça tímida e com uma vida “normal”, até que em uma aula descobre que ela pode voltar no tempo e mudar coisas que já aconteceram. Com sua melhor amiga, Chloe Price, as duas tentam resolver alguns fatos estranhos que estão acontecendo na cidade, porém não percebem que brincar com o tempo pode ter consequências maiores do que imaginam.

Life is Strange tem uma história incrível, além dos personagens e conflitos serem muito bem escritos, o roteiro dos episódios sempre te deixa empolgado para o que está por vir. É o tipo de jogo que cada escolha, até as menores, podem afetar tudo. As escolhas maiores deixam o jogador pensando e você se vê abusando do poder de Max para voltar no tempo e tentar fazer outra coisa pra ver se é melhor, mas as maiores consequências você só descobre quando já é tarde demais.

Os controles são simples, não há batalhas e na maioria do jogo o jogador só precisa guiar Max, fazer as escolhas necessárias e investigar as áreas. Isso pode fazer o ritmo do jogo ser um pouco mais lento que o normal, ao mesmo tempo que isso é legal para jogadores novos se envolverem na história, pode ser um pouco cansativo para os jogadores que preferem mais ação (lembra o estilo filme de Heavy Rain e Beyond Two Souls).

Em geral o jogo inteiro é muito bem escrito, os personagens são dinâmicos e possuem vários lados que é interessante explorar, um personagem que você odiou no primeiro episódio pode se tornar um grande amigo nos últimos momentos do jogo e vice e versa. Alguns diálogos são um pouco longos e com exposição demais, o que também pode atrapalhar um pouco o ritmo do jogo, mas a experiência de jogar Life is Strange é tão única e divertida que vale a pena passar por essas partes mais chatas para aproveitar o jogo todo.

Em questão de representação, temos muitas mulheres incríveis no jogo. Além das duas personagens principais, Max e Chloe, temos outras personagens coadjuvantes interessantes como Joyce, Kate e Victoria. Uma coisa que achei interessante é como os meninos da faculdade que são mostrados como vilões xingam Max de “feminazi”, o que mostra como esse “xingamento” é errado de se usar. É uma pena não ter mais personagens negros e trans, mas há um sério clima rolando entre as duas personagens principais. Não vou falar muito essa parte por ser spoiler, mas eu garanto que tem representação LGBT+ no jogo.

Gostei muito de Life is Strange, apesar de algumas falhas, a história me envolveu do começo ao fim e conseguiu me prender no controle por dias. Espero que mais jogos como esse sejam lançados. Então se você não jogou e curte esse estilo de jogo, sugiro que dê uma chance!

Abaixo análise com spoilers dos cinco episódios.

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